<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299</id><updated>2012-01-31T17:50:30.385-08:00</updated><category term='indicações'/><category term='projetos'/><category term='poesia'/><category term='prolij'/><category term='ortografia'/><category term='rock'/><category term='peças de teatro'/><category term='poesia estrangeira'/><category term='Texto teatral'/><category term='música'/><category term='carta aberta'/><category term='fábulas'/><category term='cartas'/><category term='Literatura Infantojuvenil'/><category term='premiações'/><category term='autores joinvilenses'/><category term='Sebos'/><category term='poesia brasileira'/><category term='cinema'/><category term='ilustração'/><category term='sala de aula'/><category term='Tecnologia'/><category term='cultura indígena'/><category term='eventos'/><category term='narrativa visual'/><category term='Oriente'/><category term='literatura brasileira'/><category term='modernismo'/><category term='contação de histórias'/><category term='tradução'/><category term='Phone Book'/><title type='text'>Daki-Dali</title><subtitle type='html'>SEJAM BEM-VINDOS!!! ESTE BLOG SERÁ UM ESPAÇO ATUALIZADO POR MIM E PELO EDUARDO COM AQUILO QUE ACHAMOS INTERESSANTE E QUE GOSTARÍAMOS DE DIVIDIR COM VOCÊS. SIMPLESMENTE UM ESPAÇO QUE REFLITA QUEM SOMOS POR MEIO DAS COISAS QUE GOSTAMOS. FIQUE À VONTADE...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Daiane da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06709615742337113404</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://3.bp.blogspot.com/_D6NC0UmRe-s/SoVuBe9SvVI/AAAAAAAAACI/xiTnva6a2ho/S220/untitled.bmp'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>59</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-1665073752787871448</id><published>2011-03-26T19:22:00.000-07:00</published><updated>2011-03-26T19:22:56.182-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura Infantojuvenil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='prolij'/><title type='text'>Um livro de convites</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh4.googleusercontent.com/-fDewfWhpUuY/TY6fGggXuPI/AAAAAAAAAMI/TgNfp4O0bE0/s1600/Digitalizar0022.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" r6="true" src="https://lh4.googleusercontent.com/-fDewfWhpUuY/TY6fGggXuPI/AAAAAAAAAMI/TgNfp4O0bE0/s1600/Digitalizar0022.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;PROLIJ LANÇA OBRA QUE SERVE COMO GUIA À INCURSÃO À LEITURA INFANTOJUVENIL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo leitor que se preze é naturalmente um curioso. Uma capa bonita, um primeiro capítulo bem escrito, a indicação do livro feita por algum amigo ou um título curioso: basta um suave convite para que o leitor aceite a proposta de certo livro e mergulhe ansiosamente em sua narrativa. “Livro dos Livros”, o nome do mais novo lançamento da Editora Univille, composto por resenhas de acadêmicos e pesquisadores do Programa Institucional de Literatura Infantojuvenil (Prolij), é um livro de convites. Um livro que nos convida a mergulhar dentro do universo literário, indicado especialmente àqueles eternos curiosos, sempre dispostos a conhecerem novas obras e autores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As resenhas do livro estão divididas em cinco partes: livros infantis, infantojuvenis, juvenis, narrativas visuais e teóricas sobre literatura infantojuvenil e o processo de formação de leitores. Eis um livro múltiplo, que vem para agradar a vários públicos: contadores de histórias têm aqui diversas sugestões para seu repertório, enquanto os pais encontram livros de qualidade garantida para ler com seus filhos, pois são obras escolhidas e recomendadas pela experiente e atenta equipe do Prolij.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro também é uma contribuição para todos aqueles interessados em pesquisar os caminhos da literatura infantojuvenil, afinal, quantos convites à reflexão sobre a leitura e a literatura não emergem dessas 84 resenhas? E, claro, por falar sobre essa coisa apaixonante chamada literatura, o “Livro dos livros” vai agradar a qualquer um que goste de histórias. A qualquer curioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ _ _ _ _ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espelho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(por Maria Lúcia – *Pesquisadora voluntária do Prolij e mestranda em patrimônio cultural e sociedade)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espelho é um exemplo de livro que não necessita de floreios na imagem para refletir grandes questões. Por meio de dois elementos em praticamente todo o livro, Suzi Lee, premiada autora da Coreia do Sul, aborda assuntos referentes às relações entre pessoas, ao autoconhecimento, à solidão, à tolerância e talvez sobre muitas outras coisas. Afinal, uma narrativa visual quanto mais aberta for, mais rica será. O enredo simples conta o momento quando a personagem, uma menina, desenhada pela autora, de vestido amarelo e traços soltos a carvão ou material similar, encontra seu reflexo em um espelho. O ambiente vazio, traduzido pelo branco das páginas, confere uma sensação de espaço potencializado pelo desenho posto na base da página, ora nas bordas laterais, ora na junção das páginas espelhadas. A representação da personagem e seu reflexo no espelho aliada às suas ações nos levam a percursos interpretativos distintos, tornando cada virada de página uma surpresa. “Espelho” nos mostra que não é na igualdade e na concordância que se constroem relações verdadeiras, mas na diferença e na discordância, é partindo delas que visualizaremos nosso real reflexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título “Espelho”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autora (Suzi Lee)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Editora CosacNaify&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ano 2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O som das cores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(por Alencar Schueroff, Professor do Persona e pesquisador voluntário do Prolij).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro é simples, com enredo e linguagem acessíveis a quase todo tipo de leitor. Porém, com uma reflexão mais aprofundada, podem surgir perguntas, como: por que há frases do tipo “É perto do meio-dia, dizem as sombras”? Respondendo de forma paradoxalmente objetiva, dir-se-ia que isso é o que chamamos de literatura. As coisas ditas e, ao mesmo tempo, não ditas, que agitam nossa alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história trata da vida sofrida de Rosálio e Irene. Ele, um pedreiro analfabeto que carrega consigo uma caixa cheia de livros. Ela, uma prostituta doente em fim de carreira. A fusão entre o cimento e a guará vermelha ferida vai dando origem a uma explosão de cores que toma conta da vida tão incolor de ambos. Eles interagem e se complementam, à medida que Rosálio aprende as primeiras letras com Irene que, em contrapartida, ouve maravilhada a fantástica história da vida dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Irene ainda acumula mais duas funções: lê para seu companheiro os livros da caixa e coloca no papel as narrativas autobiográficas que ele conta. O destaque do livro é a musicalidade. As palavras são minuciosamente escolhidas e colocadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O Voo da Guará Vermelha”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autora Maria Valéria Rezende&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Editora Alfaguara&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Número de Páginas 184&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ano 2005&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ _ _ _ _ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado no Jornal ANOTÍCIA de 20 de março. &lt;a href="http://www.clicrbs.com.br/anoticia/jsp/default2.jsp?uf=2&amp;amp;local=18&amp;amp;source=a3244297.xml&amp;amp;template=4187.dwt&amp;amp;edition=16725&amp;amp;section=1361"&gt;AQUI.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrito por Daiane da Silva e Eduardo Silveira, Acadêmicos do 4° ano do Curso de Letras da UNIVILLE.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-1665073752787871448?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/1665073752787871448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2011/03/o-livro-dos-livros.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/1665073752787871448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/1665073752787871448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2011/03/o-livro-dos-livros.html' title='Um livro de convites'/><author><name>Eduardo Silveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TRgMS_M2VyI/AAAAAAAAALU/pBAk_hYzxAY/S220/edy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh4.googleusercontent.com/-fDewfWhpUuY/TY6fGggXuPI/AAAAAAAAAMI/TgNfp4O0bE0/s72-c/Digitalizar0022.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-2396904088304616779</id><published>2010-11-13T17:30:00.000-08:00</published><updated>2010-11-13T17:33:21.340-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura Infantojuvenil'/><title type='text'>Revisitação da infância</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TN871NJEaUI/AAAAAAAAAK4/VSEU-jVal3w/s1600/AREIA_DA_GROSSANAREIA_DA_FINAN_ME_FACA_F_1264685722P.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" px="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TN871NJEaUI/AAAAAAAAAK4/VSEU-jVal3w/s1600/AREIA_DA_GROSSANAREIA_DA_FINAN_ME_FACA_F_1264685722P.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrito e ilustrado por May Shuravel, este "Areia da grossa, areia da fina, me faça ficar pequenina" é um dos muitos livros infantojuvenis que tem a infância como tema. Aqui a menina Lúcia, hospedada na casa de sua amarga tia Ursula, acaba fazendo descobertas. Depois de uma peraltice dela e do irmão, Lucia refugia-se no escritório, cômodo secreto de sua tia. Lá descobre brinquedos e livros esquecidos... dela, a sua tia Úrsula, quando criança. Esse cômodo fechado, trancafiado, nada mais é que uma metáfora para a infância de sua tia. Por ser feita de amargas lembranças, a tia decidiu esquecer tudo, enterrar essa fase de sua vida. A entrada de Lúcia areja o espaço, e por conseguinte, esclarece as atitudes amargas da tia. Esse livro, apesar de muito simples, mexeu comigo. Pelo tema, a infância. Tenho certeza que livros como esse, sobre o passar do tempo, sobre recordaçoes da infância calam fundo em quase todo adulto. As crianças gostam da história, é claro, mas a veem de outro jeito. Essa história é um objeto do qual, dependendo da posição (idade)&amp;nbsp;do observador (leitor), é vista&amp;nbsp;de um jeito.&amp;nbsp;É nos adultos, que olham pro seu passado ao ler uma história como a de Lucia e Úrsula, que o livro causa mais comoção. Areia da grossa, areia da fina...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-2396904088304616779?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/2396904088304616779/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2010/11/areia-de-ampulheta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/2396904088304616779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/2396904088304616779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2010/11/areia-de-ampulheta.html' title='Revisitação da infância'/><author><name>Eduardo Silveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TRgMS_M2VyI/AAAAAAAAALU/pBAk_hYzxAY/S220/edy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TN871NJEaUI/AAAAAAAAAK4/VSEU-jVal3w/s72-c/AREIA_DA_GROSSANAREIA_DA_FINAN_ME_FACA_F_1264685722P.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-2969227928823394840</id><published>2010-10-19T08:18:00.000-07:00</published><updated>2010-10-21T18:22:20.824-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura Infantojuvenil'/><title type='text'>Duas árvores generosas</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TLtvuWmj1II/AAAAAAAAAK0/QCZlvGvGsjw/s1600/a-arvore-generosa1.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ex="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TLtvuWmj1II/AAAAAAAAAK0/QCZlvGvGsjw/s1600/a-arvore-generosa1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TLtvs2GbbwI/AAAAAAAAAKw/2pYFfJ-ibsQ/s1600/arvore_pensava_SMALL.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ex="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TLtvs2GbbwI/AAAAAAAAAKw/2pYFfJ-ibsQ/s1600/arvore_pensava_SMALL.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Eis dois ótimos livros que se aproximam ao colocar árvores como protagonistas, relacionando-se com os homens. Dando-lhe sentimentos e ideias, Oswaldo França Júnior, de "A árvore que pensava", e Shel Silverstein, estadunidense autor d' "Árvore generosa", dão movimentos à esta espécia marcada pela inércia. O livro de Shel&amp;nbsp;foi publicado na década de 60, e o de Oswaldo na década de 80. A preocupação com a devastação ambiental é cada vez maior, mas certamente já rondava as cabeças pensantes desses tempos. Mas seria esta a intenção dos dois autores?&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;O livro de Oswaldo, que&amp;nbsp;é ilustrado pela artista Angela Lago,&amp;nbsp;pode ser considerado uma curta fábula. Conta a história de uma arvore - que pensava muito - e que um dia foi transportada para a praça no centro de uma cidade. Animada, faz de tudo para adaptar-se a esse novo meio e conquistar seus habitantes. Aliás, decisivas para a&amp;nbsp;compreensão do drama da árvore, são as ilustrações de Lago. Exatamente como na capa (vide foto), as ilustrações ocupam um pequeno quadrado, ao centro da página. A ilustradora dispensa a página inteira que é lhe é reservada, e assim aumenta a sensação de opressão da árvore, acuada entre prédios e mais prédios. Do que jeito que dá, a árvore cresce, avoluma-se. A consequência desse crescimento é sua poda, pelas mãos humanas, coisa que a árvore não compreende. Por desconhecer a lógica do novo espaço - a apertada cidade - ela&amp;nbsp;tenta corrigir seu crescimento, desviando seus galhos para cima - não mais para os lados. Novamente, crescidos os galhos, surgem os homens que os "amputam" (verbo usado por Oswaldo. E na ilustração,&amp;nbsp;pra fazer uma&amp;nbsp;tabelinha com o texto, tem-se os homens com foices e vestidos de barbeiros (!), aproximando a árvore&amp;nbsp;de um caráter humano). A ingênua árvore crê que os homens são seus benfeitores, e se dispõe a mudar por eles novamente - decide parar de crescer. O que acontece? "E como ela não crescesse mais,/os homens a arrancaram da praça e colocaram outra em seu lugar". Um desfecho cruel, que obriga o leitor a parar para pensar após a leitura. Onde está o erro? Por que esse fim tão ruim para a generosa árvore?&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;A ingratidão também é um sentimento que ecoa (junto com vários outros) nas páginas do outro livro, "A árvore generosa", de Silverstein. Mas sob um viés bem diferente: o amoroso. "Era uma vez uma árvore... que amava um&amp;nbsp; menino", inicia Silverstein, autor do texto e das ilustrações. O leitor é apresentado à história de cumplicidade entre o menino e a árvore. Todo dia o&amp;nbsp;menino lá, brincando. Trepando no tronco, catando folhas, comendo os frutos dela, balançando-se,&amp;nbsp;ou brincando de esconde-esconde com a árvore.... numa rotina feliz. "O menino amava a árvore.../ profundamente./E&amp;nbsp;a árvore era feliz". Mas logo surge o tempo com suas mudanças. E a narrativa toma um novo rumo quando o menino cresce. "O menino cresceu", diz o texto,&amp;nbsp;enquanto a ilustração, completando&amp;nbsp;as palavras,&amp;nbsp;mostra a árvore, e atrás dela quatro pernas que se deixam entrever... duas do menino.... e duas&amp;nbsp;de uma nova companheira. "E árvore muitas vezes ficava sozinha". Árvore&amp;nbsp;que, ao longo de todo o livro,&amp;nbsp;nunca se mostra inteira (vide foto). Nunca em sua totalidade. Oprimida? Acuada pelo amor excessivo que dispensa ao menino? Bem possível. A sequência da narrativa parece atestar isto, ao mostrar o menino - que andava sumido e agora já é um moço- voltando para sua companheira. A árvore não perde tempo: convida-o a brincar em seus galhos, comer suas maças, reviver aqueles bons momentos. Mas o menino não é mais o mesmo. Não tem mais tempo a perder com brincadeiras. Agora quer se divertir, comprar muitas coisas. "Você tem algum dinheiro que possa&amp;nbsp;me oferecer?", ele pede. Mas ela é apenas uma árvore. "Sinto muito (...) mas eu não tenho dinheiro. Tenho apenas minhas folhas e minhas macãs. Mas leve as maçãs, Menino. Vá vendê-las na cidade. Então terá dinheiro e você será feliz." É o que o Menino faz: colhe as maças, vai embora. E a árvore? "E a árvore ficou feliz", num refrão da passividade que se estenderá por todo o texto. Sempre que precisa de ajuda, volta o menino. Adolescente, adulto, idoso. Sempre a pedir. Sempre a levar tudo o que a árvore tem. E árvore, generosa, sempre feliz em poder ajudar seu amado. Amado, sim. Mas quem é esse amado? Seu filho? Seu homem?. Talvez a escolha do fruto -&amp;nbsp;a maçã -&amp;nbsp;seja mais uma pista para acolhermos essa segunda ideia.... mas que ser, senão uma mãe, seria tão generosa, a ponto de&amp;nbsp;ficar à vida toda cuidando do&amp;nbsp;Menino (nome que ele mantem por toda a hostória, não importa quantos anos passem - coisa de mãe, isso), enquanto ele vivia seus amores e desgostos? Só uma mãe...&amp;nbsp;&amp;nbsp;Que é essa árvore? Mãe? Amante? ...&amp;nbsp;um pouco das duas, quem sabe. Árvore que, ao final do texto, após tantos pedidos,&amp;nbsp;se reduz a um mero toco. E o Menino está velho e cansado. Nada lhe resta&amp;nbsp;a não ser descansar. E a ávore nada pode oferecer senão a si mesmo, como uma cadeira, para o Menino sentar. Para ela ser feliz mais uma vez... será?&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Esse livro do Shel é outro do qual o leitor não sai ileso, sem se debater com suas próprias ideias acerca do amor, e do quanto é preciso se doar ao outro.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Nas duas histórias, as árvores - por diferentes razões - perdem&amp;nbsp;seus galhos.&amp;nbsp;Difícil não associar essas imagens com a questão da preservação ambiental, ideia em voga há alguns anos (certamente um tema discutido nos idos da década de 80.... agora, década de 60.. confere?). Ao mesmo tempo, é fácil notar que essa não é a intenção única&amp;nbsp;dos dois livros. Especialmente o de Shel, que trata do amor e dos infinitos sentimentos que o rondam (ingratidão, generosidade, alegria, solidão, companheirismo, etc). A história de Oswaldo, essa sim, perpassa de forma clara essa questão problemática, que é o avanço das cidades sobre o espaço natural. Ao relatar a grande dificuldade de apenas uma (!) árvore em se adaptar à mecânica cruel de uma cidade, o autor critica essa opressão dos humanos sobre&amp;nbsp;toda a &amp;nbsp;natureza. Mas&amp;nbsp;se limitasse apenas à essa preocupação, o pequeno texto de França Junior e as ilustrações de Angela Lago, não tornariam o livro tão bonito quanto ele é. Um grande tema dos dois livros - e que dá beleza&amp;nbsp;a eles - é o difícil relacionamento tre dois seres diferentes - árvore e homem, nesse caso. Por mais que a árvore pensante desenhada por Angela apresente características humanas (usa óculos, travesseiro, anda de carro até a praça onde é colocada...) ela não é humana. é uma árvore, condição que a impossibilita de viver igual-para-igual com os homens, que acabam rejeitando-a. Não seria essa impossibilidade algo que assombra também a árvore de Shel (que não podendo amar o Menino, dá tudo que tem a ele... inclusive seu próprio tronco). São perguntas e mais perguntas, que não pedem uma resposta única.&amp;nbsp;Afinal, nessas&amp;nbsp;florestas de&amp;nbsp;sentidos, cada leitor vê de forma diferente essas duas árvores, pensantes e generosas.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;strong&gt;REFERÊNCIAS:&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;JUNIOR, Oswaldo França; LAGO, Angela. &lt;strong&gt;A árvore que pensava&lt;/strong&gt;. 3 ed. Ed. Nova Fronteira. 1986&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;SILVERSTEIN, Shel. &lt;strong&gt;A&amp;nbsp;árvore generosa&lt;/strong&gt;. Tradução de Fernando Sabino. Ediouro. 1964.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Desculpas a quem não gosta que a história do livro seja contada, especialmente&amp;nbsp;quando o resenhista cita cruciais partes como o clímax ou desfecho da história. às vezes não consigo evitar...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-2969227928823394840?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/2969227928823394840/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2010/10/duas-arvores-generosas.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/2969227928823394840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/2969227928823394840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2010/10/duas-arvores-generosas.html' title='Duas árvores generosas'/><author><name>Eduardo Silveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TRgMS_M2VyI/AAAAAAAAALU/pBAk_hYzxAY/S220/edy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TLtvuWmj1II/AAAAAAAAAK0/QCZlvGvGsjw/s72-c/a-arvore-generosa1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-1397807678989353198</id><published>2010-10-12T11:20:00.000-07:00</published><updated>2010-10-12T11:22:22.347-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>pra dialogar com o da Henriqueta, outro poema</title><content type='html'>....com um sentimento religioso um pouco mais redutor, mas com a mesma ideia de contemplação das crianças, associando-as ao sentimento de pureza, eis o sempre clássico Robert Louis Stevenson: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A THOUGHT&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It is very nice to think&lt;br /&gt;The world is full of meat and drink&lt;br /&gt;With little children saying grace&lt;br /&gt;In every Christian kind of place&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-1397807678989353198?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/1397807678989353198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2010/10/outro-poema-pra-dialogar-com-o-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/1397807678989353198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/1397807678989353198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2010/10/outro-poema-pra-dialogar-com-o-da.html' title='pra dialogar com o da Henriqueta, outro poema'/><author><name>Eduardo Silveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TRgMS_M2VyI/AAAAAAAAALU/pBAk_hYzxAY/S220/edy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-9195334940133589122</id><published>2010-10-08T20:41:00.000-07:00</published><updated>2010-10-10T10:30:50.533-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia brasileira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura Infantojuvenil'/><title type='text'>como não amá-las?</title><content type='html'>&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;Oração&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na alcova com lâmpada&lt;br /&gt;e sombras secretas&lt;br /&gt;uma criança reza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vento que entre folhas&lt;br /&gt;passas sussurrando,&lt;br /&gt;se entrasses na alcova&lt;br /&gt;em que reza a criança&lt;br /&gt;reconhecerias&lt;br /&gt;o mais tenro broto&lt;br /&gt;que jamais abriu&lt;br /&gt;o&amp;nbsp;orvalho da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O’ anjos de Deus&lt;br /&gt;baixai vossos olhos&lt;br /&gt;por entre as estrelas&lt;br /&gt;contemplai, suspensos&lt;br /&gt;aos elos da graça&lt;br /&gt;o irmãozinho tenro&lt;br /&gt;– sem céu e sem asas –&lt;br /&gt;que de joelhos reza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na alcova com lâmpada&lt;br /&gt;e sombras secretas&lt;br /&gt;em que tua criança&lt;br /&gt;de mãos postas reza&lt;br /&gt;nem tu, Mãe, não entres:&lt;br /&gt;Menino Jesus&lt;br /&gt;deve estar presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Henriqueta Lisboa)&lt;br /&gt;----- &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estive relendo "O menino poeta" (desta vez numa edição da Peirópolis, lindíssima, com desenhos de Nelson Cruz),&amp;nbsp;livro de onde retirei esse poema. Impossível não se apaixonar pelos versos da Henriqueta, tão lírica, doce. No livro, versa principalmente sobre a infância. Mas não se trata de um livro para crianças; e sim um livro que todos podem ler. Inclusive as crianças.&amp;nbsp;Não há tatibitate, não há meros jogos de palavras. O que há são metáforas sensíveis, dessa moderna com jeito de clássico, ou o oposto disso, não importa. A leitura desse livro me acordou para um assunto que vivo matutando: a poesia para crianças. existe? certamente. e essa poesia destinada exclusivamente à criança é de boa qualidade? bom... assunto para postagens futuras. Por ora, deixo esse poema. Seu título religioso e a referência a Jesus enganam um leitor apressado: o tema desse poema é bem outro (é um poema universal, não importando se o leitor é ateu, budista, católico: a beleza está ali, sem credo). E qual tema? A criança.&amp;nbsp;A criança e sua candura, que de tão cálida, torna o arredor repouso para Jesus, ente máximo da pureza. Mas com isso não quero dizer que,&amp;nbsp;no livro&amp;nbsp;O menino poeta, a visão que se passa da criança é a&amp;nbsp;de um ser puro e ingênuo (para isso, vide o poema "Consciência"). Não confundamos. A criança desse livro ora é anjo, ora é&amp;nbsp;capeta a fazer suas artes. Só lendo pra curtir. Mas hei de falar mais de Henriqueta aqui, por que ela merece. E quero falar mais sobre essa relação poesia &amp;amp; criança, ainda que eu não tenha muita experiência nesse campo. Se alguém tiver alguma contribuição, por favor, conte. Será bem-vinda. Por ora, fico com a sensação de paz e felicidade, que cada releitura do poema acima me traz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-9195334940133589122?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/9195334940133589122/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2010/10/como-nao-ama-la.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/9195334940133589122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/9195334940133589122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2010/10/como-nao-ama-la.html' title='como não amá-las?'/><author><name>Eduardo Silveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TRgMS_M2VyI/AAAAAAAAALU/pBAk_hYzxAY/S220/edy.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-8439901321064187871</id><published>2010-09-26T14:24:00.000-07:00</published><updated>2010-09-26T14:45:38.744-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contação de histórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Oriente'/><title type='text'>Os árabes e as histórias</title><content type='html'>&lt;strong&gt;O CONTADOR DE HISTÓRIAS NO ORIENTE&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Humberto de Campos)&lt;br /&gt;--Antes da revolução que vem sublevando a Ásia e que subdividiu o antigo império Otomano, não havia aldeia que não possuísse o seu contador de lendas, que correspondia aos nossos cantadores sertanejos, com a diferença, apenas, de ter aquele um campo mais vasto, consubstanciado numa tradição mais rica, e de gosto mais puro. Cidades havia em que esses rapsodos se reuniam, formando associações de classe, nas quais eram contratados para festas e estabelecimentos de diversões. Cairo, Damasco, Smirna, Constantinopla, possuíam corporações desse gênero, dirigidas por um deles, de maior autoridade, o qual tinha o título de “cheik elmedah”, que significa “chefe dos contadores de cafés”. É um espetáculo curioso – escrevia Hammer, há oitenta anos, - é um espetáculo curioso acompanhar as impressões que as histórias produzem na alma ardente ou apaixonada dos árabes... Conforme a palavra cadenciada do narrador, os ouvintes se agitam ou se acalmam. À cólera violenta sucedem os sentimentos mais ternos; os risos estridentes são, não raro, seguidos de prantos e lamentações. Se o herói do conto é ameaçado de perigo iminente, os ouvintes exclamam, em coro: “Lá, lá, lá, estagfer Allah”. (“Não, não, não, Deus não consentirá!”). Quando um bandido dissimulado ou um amigo desleal prepara uma de suas ciladas, surge, logo, de todos os lados, a imprecação: “Que Cheitã (o Demônio) castigue o traidor!”. Se o herói do conto é um bravo e tomba em combate seguem-se as expressões com que são homenageados os mortos: “Que Deus o receba na sua misericórdia! Que Deus o tenha em santa paz!” E se o narrador fala de uma mulher formosa, o auditório exalta-se como se a tivesse diante dos olhos: “Glória a Deus que criou a mulher!” “Exaltado seja o Altíssimo que criou a Beleza e a Mulher!”&lt;br /&gt;-- Já no Século XX, Mardrus, francês de Constantinopla, que se criara entre árabes, externava essa mesma impressão. “Todo artista que viajou o Oriente, escrever este, no seu estilo das “Mil e Uma Noites”; - todo artista que viajou o Oriente e tomou lugar nos bancos calados dos adoráveis cafés populares das verdadeiras cidades muçulmanas e árabes: no velho Cairo, de ruas cheias de sombras e permanentemente frescas: em Damasco, em Sana, do Iêmen, em Bagdá ou Mascate; todo aquele que dormiu na esteira imaculada do beduíno de Palmira, ou partiu o pão e saboreou o sal fraternalmente na solidão gloriosa do Deserto com Ibn-Rachid, o suntuoso, o tipo inconfundível do árabe autêntico ou, ainda, se deteve a escutar uma palestra de simplicidade antiga do puro descendente do profeta, o xerife Hussein-bem-Ali-Bem-Aun, Emir de Meca, pôde notar, com certeza, a expressão das pitorescas fisionomias reunidas. Um sentimento único domina toda a assitência; uma hilariedade louca. Ela flameja com vitais estalidos ante as descrições do narrador público, que no centro do café ou da praça gesticula, move-se, passeia ou brinca, para dar maior expressão à narrativa no meio dos espectadores risonhos... E apodera-se de vós outros a geral embriaguez suscitada pelas palavras ou pelos sons imitativos, e vós sentis como se fosseis navegantes aéreos na frescura da noite”. E Mardrus conclui: “O árabe não é mais que um instintivo; mas um instintivo apurado, exquisito*. Ama a linha pura, e a adivinha com a sua imaginação, quando irreal. E sonha.... sonha...”&lt;br /&gt;-- O árabe vive, assim, a vida da sua imaginação. Para ele, os heróis das suas narrativas são reais e palpáveis. E essa facilidade em confundir a realidade com a cnocepção dos sentidos é que explica o surto prodigioso do islamismo no dia em que um homem, aproveitando o poder sincrético dessas iamginações ardentes, as pôs em ação para levar a efeito uma formidável obra religiosa e política.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Do livro “Mil Histórias sem Fim...” de Malba Tahan – Trecho do prefácio).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extraí essa citação – e essa referência acima – de “A arte de ler e contar histórias”, também de Malba Tahan. Editora Conquista. 1957. Páginas 81-83.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*OBS: no original, “exquisito” mesmo, com X. fiquem em dúvida se é o mesmo “esquisito” que conheço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa afirmação,&amp;nbsp;ali no fim,&amp;nbsp;de que "facilidade [do povo árabe] em confundir a realidade com a concepção dos sentidos", ou seja, uma ingenuidade, influencia assim o curso de sua História (ascensão de Maomé... e nos dias de hoje, as disputas religiosas) rende uma boa discussão. Mas a intenção dessa postagem é outra: sentir esse modo apaixonado dos árabes, que creem nos seus heróis como seres palpáveis. Palpáveis através da palavra. Não dá vontade de estar lá?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-8439901321064187871?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/8439901321064187871/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2010/09/essa-afirmacao-de-que-facilidade-do.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/8439901321064187871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/8439901321064187871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2010/09/essa-afirmacao-de-que-facilidade-do.html' title='Os árabes e as histórias'/><author><name>Eduardo Silveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TRgMS_M2VyI/AAAAAAAAALU/pBAk_hYzxAY/S220/edy.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-9137444097370570124</id><published>2010-09-18T11:49:00.000-07:00</published><updated>2010-09-18T11:52:57.041-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sala de aula'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='projetos'/><title type='text'>a Dai e o Hai-kai</title><content type='html'>A &lt;a href="http://www.blogger.com/profile/06709615742337113404"&gt;Daia &lt;/a&gt;estava me contando o desenrolar de seu estágio em sala de aula: um projeto para aproximar os alunos de 5ª série com o haicai, forma poética originária do Japão, e já bem abrasileirada. Está muito bacana, pelo que ela me contou; as crianças estão curtindo muito esse trabalho com a poesia. O projeto dela, bonito, contribui para isso. Quero ver se a faço vir aqui no blog, criado por ela, pra compartilhar um pouco dessa experiência.&lt;br /&gt;E o mais gostoso de ouvir a daia falando, é o jeito como ela narra as atitudes dos alunos: afobados, muito curiosos, falando pelos cotovelos... e narra&amp;nbsp;de uma forma&amp;nbsp;meiga (eu não conseguiria narrar daquela forma), aproximando-se do jeito com que as crianças se expressam. Em resumo: uma graça!&lt;br /&gt;Aqui embaixo uma nota divertida dessa apresentação do haicai aos alunos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Daiane/professora: Mas voces sabem o que é haicai?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Aluno1 (sem ironia, está claro): é uma luta professora, é arte marcial!!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;:)&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-9137444097370570124?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/9137444097370570124/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2010/09/dai-e-o-hai-kai.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/9137444097370570124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/9137444097370570124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2010/09/dai-e-o-hai-kai.html' title='a Dai e o Hai-kai'/><author><name>Eduardo Silveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TRgMS_M2VyI/AAAAAAAAALU/pBAk_hYzxAY/S220/edy.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-6849838811463781539</id><published>2010-09-11T17:18:00.000-07:00</published><updated>2010-09-11T17:42:37.511-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura Infantojuvenil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ilustração'/><title type='text'>O coração de Corali é o nosso coração</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TIwA5sq-S-I/AAAAAAAAAKY/pyABT7HNn0Y/s1600/742622g.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ox="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TIwA5sq-S-I/AAAAAAAAAKY/pyABT7HNn0Y/s320/742622g.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Hoje vim aqui para o blog pensando em escrever sobre um certo livro que ando lendo. Mas vai ficar pra outra hora, pois meu coração quer falar de outra leitura. Um livro infantojuvenil (só para efeito de ficha catolográfica né!) que conheci ano passado e pelo qual me apaixonei; virou favorito.&amp;nbsp;É esse "O coração de Corali" da foto, escrito por Eliane Ganem e ilustrado por Elvira Vigna. Esta é uma parceria e tanto. Aliás, eu acho que as duas não tem o reconhecimento que merecem, porque são baita autoras e quase não ouço falar sobre suas obras. Pra quem não sabe, a Elvira Vigna além de ser ilustradora, é também romancista e autora de livros infantojuvenis. É dela a série de livros do monstro Asdrúbal, que é uma das coisas mais engraçadas da literatura infantojuvenil brasileira.&lt;br /&gt;Mas deixa eu falar do livro. Ele começa assim: "O coração de Corali é tão grande que é capaz de caber um caminhão." Corali é uma menina que em seu coração reserva um pedaço para cada um: para o pai, a mãe, para os avós, para o Sapoti, seu cachorro vira-lata. Mas logo o leitor é avisado que&amp;nbsp;essa menina - que carrega o coração em seu&amp;nbsp;nome -&amp;nbsp;tem um problema: ela tem um buraco no peito. E esse buraco faz surgir um enorme espaço dentro do coração. Um espaço fundo, que traz agonia por não se preencher. Essa inquietação de Corali preocupa a família. Todos se reúnem, e cada um dá um palpite para resolver o caso. Porque, a princípio, este é um problema que só Corali tem. Mas nenhuma sugestão dá certo: o problema de Corali não se resolveu com mais&amp;nbsp;amigos, nem com a chegada de outro irmãozinho, nem com nada. E ninguém deixou Corali explicar o que sentia. Ante a ineficácia das sugestões adultas, pontua a narradora: "Gente grande, às vezes, acha que gente pequena não tem opinião." Qual seria o problema do coração de Corali?&lt;br /&gt;Desde a capa até a última página, o livro conta com essas ilustrações provocantes de Vigna. Na capa, uma menina sem rosto, sem traços. Uma menina-buraco. E é assim com todos os personagens ao longo do livro. Ninguém tem face, apenas os contornos e o vazio branco, branco. Com seus traços geniais, Vigna quer lembrar que cada um tem seu buraco no coração, seja adulto, criança, velho ou cãozinho. Não importa a quantidade de traços físicos e&amp;nbsp;psicológicos que nos diferenciam: o buraco está sempre lá. Eliminando essas diferenças, Vigna faz, dos homens, um só coração.&lt;br /&gt;Mas naquele meio de adultos perdidos, há a tia gorda, que fica cismando sobre o buraco de menina. E "ficava olhando Corali com um olhar compriiiido, como se dissesse &lt;em&gt;tanta confusão por causa de um buraco vazio no peito&lt;/em&gt;".&lt;br /&gt;Um dia, a tia gorda aparece sozinha na casa de Corali. Enquanto a mãe dela dorme, elas começam a conversar. A tia gorda pergunta "Como vai o buraco?" e vai perguntando, perguntando várias coisas sobre o buraco, e aos poucos Corali vai se revelando: "é grande, mede uns cinco metros, não é feio nem bonito, é escuro de meter medo, incomoda quando alguém se importa com ele, aumenta em dia de chuva, continua seco quando eu tomo banho, quando eu tô alegre ele quase some; e respondeu mais de meia hora". A tia gorda, então, tira dois chocolates da bolsa, oferece um a Corali e revela: "este papo me deixou triste [...] Sabe! Você tem um buraco no coração igual ao meu"". Uma descoberta e tanto pra menina que achava que o buraco era um problema que só ela tinha. E assim a tia gorda vai falando sobre o&amp;nbsp;vazio dela. Esse buraco que tem tanto nome: "Cada nome estranho, comprido. Eu prefiro chamar de buraco mesmo", diz a tia. E a tia também conta sobre os vários jeitos que as pessoas encontram para preencher o buraco: há quem fume, há quem trabalhe muito, mais do que precisa; há quem coma chocolate. Cada um com seu jeito de tapar o que é intapável. Pois esse buraco não some, está sempre ali. O que podemos é diminuí-lo.&lt;br /&gt;Após essa conversa tão doce, de amor e bombons, vão as duas, Corali e tia gorda, ao cinema. Pra curtir a vida. Pra ser feliz e diminuir ainda mais aquele buraquinho. Eu queria botar a frase final aqui, pra dizer mais uma vez que adoro esse livro. Mas não devo; chega de botar trechos. Quero é convidá-los a lerem Corali e curtirem por conta própria essa história.&lt;br /&gt;Há tema mais humano que esse?&amp;nbsp; É um livro que, em suas poucas páginas e com linguagem simples, diz muito. É graças a autoras como Eliane e Vigna que a literatura infantojuvenil mostra-se forte, firme, com a temática sempre pegada à nossa condição humana, e não como sistema menor, onde historinhas fúteis são contadas. Um livro que de forma muito doce motiva a criança, seja lá&amp;nbsp;que idade&amp;nbsp;tenha, 8 ou 30, 23 ou 89 anos, a pensar sobre o que sente, e a refletir sobre a forma com que estamos todos unidos por essa condição comum, inerente ao ato de existir.&lt;br /&gt;Porque eu também tenho um buraco no coração. Você também. Eu tenho um desse Tamanho! E se é verdade - como disse a tia gorda - que cada um tem um jeito de preenchê-lo, sei bem quais são os meus três segredos: chocolate, balas de goma... e ler livros assim, tão especiais, como este "Coração de Corali".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-6849838811463781539?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/6849838811463781539/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2010/09/o-coracao-de-corali-e-o-nosso-coracao.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/6849838811463781539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/6849838811463781539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2010/09/o-coracao-de-corali-e-o-nosso-coracao.html' title='O coração de Corali é o nosso coração'/><author><name>Eduardo Silveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TRgMS_M2VyI/AAAAAAAAALU/pBAk_hYzxAY/S220/edy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TIwA5sq-S-I/AAAAAAAAAKY/pyABT7HNn0Y/s72-c/742622g.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-2504749319462987918</id><published>2010-09-07T10:13:00.000-07:00</published><updated>2010-09-07T10:13:48.202-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura Infantojuvenil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ilustração'/><title type='text'>para mergulhar na fala de Angela Lago</title><content type='html'>"El lector es coautor, por el simple hecho de pasar la página."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e em outro momento: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Estoy cada vez más interesada en los dibujos* de niños que siempre me enseñan una manera más contundente que las que he venido utilizando en mis narrativas visuales"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* desenhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trechos da "Gramática Visual" dessa autora maravilhosa.&lt;br /&gt;A&amp;nbsp;totalidade dessa fala bonita, e com as ilustrações,&amp;nbsp;está &lt;a href="http://www.angela-lago.com.br/apresentacao/index.html"&gt;aqui&amp;nbsp;&lt;/a&gt;no site da Angela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-2504749319462987918?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/2504749319462987918/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2010/09/para-mergulhar-na-fala-de-angela-lago.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/2504749319462987918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/2504749319462987918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2010/09/para-mergulhar-na-fala-de-angela-lago.html' title='para mergulhar na fala de Angela Lago'/><author><name>Eduardo Silveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TRgMS_M2VyI/AAAAAAAAALU/pBAk_hYzxAY/S220/edy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-4052723864283398075</id><published>2010-08-22T10:17:00.000-07:00</published><updated>2010-09-02T20:25:40.739-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='carta aberta'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contação de histórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura Infantojuvenil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ilustração'/><title type='text'>sobre imagens</title><content type='html'>Oi, Cris.&lt;br /&gt;Pergunta respondida, muito obrigado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, devo dizer que &lt;a href="http://quasemeiodia.blogspot.com/2010/08/oi-eduardo-voce-me-pergunta-sobre-como.html"&gt;sua postagem&lt;/a&gt; ficou muito bonita. Pelo que você disse e pelos dizeres que você trouxe para ela.&lt;br /&gt;Quanto à sua experiência com o livro "pena quebrada", penso que isso ocorre comigo também. Com ilustrações? Sim, mas muito mais com o texto: como se meus olhos botassem a linha narrativa do texto na frente das imagens. O que me parece uma incongruência. Essa questão das duas narrativas (pelo menos duas, como você apontou) presentes numa história é muito pertinente. A ilustração, por vezes, não é uma narrativa paralela à textual, mas sim um pedaço dela, parte indissociável. Um exemplo que sempre me ocorre é 'Flicts', do Ziraldo. É um clássico, bem provável que você o conheça. O bom texto pode ser muito imagético, mas um caso como o de Flicts (que conta a história de uma cor, uma cor desconhecida, que ao longo do livro se descobre), cujo personagem é, aparentemente, uma cor nova, não há texto com força para montar essa imagem. O que é esse livro sem os desenhos? Simplesmente não existe.&lt;br /&gt;Parece uma incongruência, um pecado,&amp;nbsp;aquilo que eu disse de dar uma "prioridade" ao texto, ainda mais se pensarmos na dependência que há entre elas (na maioria dos livros). Mas é o que costuma ocorrer. É bem o que vc disse: o modo de se aproximar de um livro. Reconheço a importância das imagens, sinto quando ela dialoga com o texto, ou quando ela toma um outro rumo dele: uma nova linha. Gosto muito de narrativas visuais. Mas (e foi isso que apontei pra você) frequentemente não me ocorre nada mais do que adjetivos (ilustração bonita, desenhos bem feitos, etc) para descrever o que achei da narrativa que os desenhos contam num certo livro. Como se eu sentisse a linguagem, mas não soubesse explicá-la. Continuo achando que é uma questão de sensibilidade, de se abrir mais para a percepção das imagens. talvez eu precise fazer mais exercíciso para o olhar, como sua&amp;nbsp;professora fez com Monet, rs. Não é verdade que a gente¹ é vidrado no texto? Quando digo a gente, falo da maioria, sempre tão centrada em textos disso, textos daquilo, mas incapazes de reparar numa placa engraçada na rua, ou um detalhe delicado da fotografia de um filme. Aliás, creio que estou complicando o que não deve ser complicado. Afinal, perder-se em elucubrações sobre jeitos de se ler uma história é se perder delas,&amp;nbsp;sempre tão simples... pra quem&amp;nbsp;se dispõe a&amp;nbsp;acompanhá-las.&lt;br /&gt;E falando em beleza e simplicidade, ah, você citou a regina machado. Pois estou lendo um livro dela, sobre contação de histórias (e, ah, sou um contador com pouquíssima experiência, PLZ!), no qual ela fala&amp;nbsp;justamente disso... de como o contador 'conquista' e é conquistado por uma 'história', um jogo duplo, que a regina descreve com muita beleza. fala de um bosque (que ela vê na altura do peito) no qual uma história entra, onde o contador a internaliza. Achei essa imagem muito bonita, a do bosque, e bom que você a recordou. A maioria dos textos (placas, jornais, revistas, romances ruins que não mexem com o leitor, conversas banais, artigos) não chega até lá, pois deciframos sem qualquer trabalho, sem fruição, suas mensagens. Mas uma história é muito mais do que&amp;nbsp;uma mensagem a ser decifrada: uma história bem escrita ou bem contada envereda por dentro da gente (e a gente envereda por ela) e deságua no bosque, que alguns chamam só de coração mesmo. E se pensarmos que cada um tem um bosque diferente (bagagens...), com mais ou menos árvores, com mais ou menos arbustos, com galhos, cipós, folhagens densas ou não, se embarcarmos nessa metáfora da regina, chegamos à ideia de que cada história chega de um jeito ao bosque de uma pessoa. muito linda, essa fala da regina. e que ótimo deve ter sido essa oficina com ela, hein!&lt;br /&gt;Voltando para as ilustrações, penso que tudo pode ser sintetizado por sua última frase: o sentido está no olhar de quem se dispõe a ler. Até porquê², um livro que dá um sentido único, que o leitor precisa achar, é automaticamente um péssimo livro. Isso vai contra a ideia de bosque&amp;nbsp;criada pela&amp;nbsp;regina. Aliás, isso me lembrou que larguei esse livro há alguns dias para ler uns contos e desde então não peguei mais nele.&amp;nbsp;vê se pode!&amp;nbsp;Hoje retomo, talvez.&lt;br /&gt;Agradeço novamente sua atenciosa postagem. E bom que perguntei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota:&lt;br /&gt;¹ Se você me permite uma nota de pouca importância, aqui digo que costumo usar a expresão "a gente", "os brasileiros", generalizo mesmo, ainda que saiba (é óbvio!) das muitas exceções que essa expressão não leva em conta. Muita gente critica isso, inclusive alguns linguistas, mas acho bobagem, e talvez use "a gente" mais por cisma do que necessidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;² Permita, então, uma segunda nota. Ainda mais sem importância, pois gramatical. Costumo pensar a regra do 'porque/por que' assim: 1- com sentido de 'pois' - porque. 2- com sentido de 'pela razão, pelo jeito, pelo motivo, pela ocasião, etc' - por que&amp;nbsp;. E agora, e essa expressão mais da fala do que da escrita (até porque), é separado ou junto? tem acento?&amp;nbsp;Não responda. Eu poderia mudar a frase, mas um dos cacoetes que tenho é manter as dúvidas gramaticais e depois ficar divagando sobre elas. sei lá por quê.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-4052723864283398075?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/4052723864283398075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2010/08/sobre-imagens.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/4052723864283398075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/4052723864283398075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2010/08/sobre-imagens.html' title='sobre imagens'/><author><name>Eduardo Silveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TRgMS_M2VyI/AAAAAAAAALU/pBAk_hYzxAY/S220/edy.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-8183613687958896779</id><published>2010-08-14T15:41:00.000-07:00</published><updated>2010-09-02T20:26:09.586-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='peças de teatro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Texto teatral'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura Infantojuvenil'/><title type='text'>sylvia orthof e um pouquinho do seu teatro infantil (teatro infantil?)</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TGcdyQIZuzI/AAAAAAAAAJY/6F_u23AhCAk/s1600/Submarino_191053.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5505401818644593458" src="http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TGcdyQIZuzI/AAAAAAAAAJY/6F_u23AhCAk/s400/Submarino_191053.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 400px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 300px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu gosto muito da sylvia orthof, essa "inventadeira de palco e escrita". Pra quem não sabe, Orthof começou sua carreira no teatro, atuando. Com o tempo, tornou-se uma das melhores autoras de livros infanto-juvenis do país. E ela escreveu algumas peças também, tão boas como seus livros. O que aprecio em seus trabalho é o bom-humor original dela. lendo seus livros e peças você até consegue imaginar como era a Orthof como pessoa: uma velhota bem doida! É um bom-humor meio espalhafatoso, meio maluco, que brinca com tudo.&lt;br /&gt;Esse livro aí da capa, que está em milhares de escolas por aí, por fazer parte do programa "literatura em minha casa", do MEC, é uma peça adorável, bom exemplo pra comprovar a qualidade do teatro infantil de sylvia. Na apresentação da obra, feita pela amiga Ana Maria Machado, um primeiro toque: reparar no título da obra. Sylvia apropria-se de um verbo e subverte as leis da sintaxe, afinal... tá todo mundo cansado de saber que "chover" é um verbo impessoal, logo não pode ter sujeito... mas no título de orthof temos 3! E essa brincadeira com as palavras está em todo o livro, isso que é bom.&lt;br /&gt;E quando falamos em teatro, não podemos parar no texto, pois o teatro não existe até ser encenado. E a sylvia se mostrar uma autora muito atenciosa: ao longo do texto, nos rodapés, deixa observações a quem pretende encenar. São indicações sobre o melhor jeito de criar certa fantasia ou cena, sempre pensando no público: as crianças. E a peça está repleta de músicas. Melodias de cantigas populares como o 'sambalelê' ou 'atirei o pau no gato' são aproveitadas para canções cantadas pelos personagens. As fantasias são muito divertidas. E simples! Com guarda-chuvas, baldes e chuveiros os personagens (o atrapalhado Pingo de Chuva, sua tia doida, o Senhor chuveiro -chefe mandão do pingo-, a Ovo de Peixe, o Ovo Bonifácio, a dondoca Sereia... entre outros) podem ganhar vida. &lt;br /&gt;Como se não bastasse a graça que há em toda a cena, na cena final, ainda, uma divertida "missão" é oferecida aos espectadores: ajudar a carregar um elefante (imaginário!) pra fora de cena, junto com os personagens.&lt;br /&gt;Para falar um pouco mais sobre o texto da peça, acho válido reproduzir uma opinião de Maria Clara Machado, outra dama do teatro para crianças:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Verdadeiros aventureiros se lançam ou se atrevem a fazer teatro para criança, desconhecendo não somente a criança, ou melhor, ignorando-a, como desconhecendo também as regras básicas para se fazer um bom espetáculo; produção e direção de atores quase sempre postas em segundo plano, cenas mal ensaiadas, onde os atores, muitas vezes, apenas estão procurando sobreviver economicamente sem se empenharem realmente nos papéis que representam. O teatro de segunda classe, onde nem os críticos teatrais dos principais jornais se aventuram a ir para não morrer de tédio ou de vergonha. Preferem calar, silenciar, ou melhor, não assistir a tais espetáculos que estão sendo oferecidos todos os finais de semanas às crianças. E onde estão os pais dessas crianças? Precisam ocupar seus filhos, dar-lhes qualquer coisa aos sábados e domingos. Também eles não tiveram nenhuma educação para o teatro e pensam que aquilo que dão aos filhos são coisas que realmente só servem para crianças, porque muito enfadonhas e desinteressantes. E muitas vezes deixam os filhos na porta do teatro, porque não têm coragem de ver, ou melhor, de aguentar o espetáculo. O tipo de teatro que se faz geralmente para crianças tende a desenvolver a vulgaridade, o lugar-comum, a tendência ao excitamento coletivo, à dispersão, ao fácil... e ao comercial."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe desse teatro do fácil, do lugar-comum, do teatro-só-pra-criancinhas, a peça de orthof é pra quem gosta de rir. rir um riso inteligente, de quem de repente teve suas ideias provocadas. Quero dizer que o teatro dela não é bobo. Um exemplo vem dos personagens Senhor Chuveiro e a Sereia: ele é o legítimo mandão, é o chefe da vida real, aquele que manda e desmanda. e pobre do Pingo de Chuva! E a Sereia é a dondoca, fútil, que só pensa em sua beleza. e pobre de sua criada, a Ova de Peixe! Pois tem uma hora que os "criados" se revoltam e mandam eles às favas, numa clara demonstração da ideia que orthof faz do autoritarismo: a maior besteira. E, adiante, subvertendo o esperado... a criada Ova se transforma na Princesova de Peixova. &lt;br /&gt;Eis aqui um trecho muito legal, no qual o Ovo Bonifácio se transforma num tal (doideira!) Príncipe Elefântico (ou seja, montado num elefante....que é um elefante Tromba d´Água! rsrs). Reparem que ao falar de casamento e divórcio, com muito bom-humor, esse trecho abrange questões nem sempre presentes num teatro infantil boboca, desses que, durante meia hora, acontece um pega-pega, o lobo correndo atrás do porquinho, e o porquinho correndo atrás do lobo, e aí o lobo esbaforido corre atrás do porquinho e aí o porquinho dá um gritinho e diz socorro e aí chega o caçador (e nessa hora, os pais acordam do sono, mas voltam a dormir) e aí, pois onde eu estava? &lt;br /&gt;Ah, sim, o trecho da peça da orthof! Ei-lo: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OVA: Você é o meu querido Ovo Bonifácio?&lt;br /&gt;PRINCÍPE: Sou eu! E como numa chuva tudo pode acontecer, choveu e aconteceu. Quer casar comigo, minha Princesova de Peixova? Até que o divórcio nos separe?&lt;br /&gt;OVA: E se a gente quiser casar pra sempre?&lt;br /&gt;PRÍNCIPE: Aceito! Está feito!&lt;br /&gt;OVA: E o Elefantinho? O que a gente faz com o Elefantinho Tromba d'Água?&lt;br /&gt;PRÍNCIPE: Como nós nos amamos muito, para que nossa felicidade não seja perfeita, pois tudo o que é bom demais enjoa, levaremos o Elefantinho para o nosso apartamento! Sempre vai atrapalhar um pouco... É bom, para não sermos totalmente felizes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumo da ópera: Hilariante esse texto da Orthof. Eu fico imaginando a montagem dele, e o que vejo é uma peça engraçadíssima, que faz todo mundo cair na risada, criança ou adulto. a orthof é genial. Desde a escolha dos nomes dos personagens (o Ovo Bonifácio, namorado da Ova de Peixe), até as falas rápidas, repletos de trocadilhos nonsense, tudo é muito legal. Uma peça cheia de música e doideira, que interage com o público e que diverte do início ao fim.&lt;br /&gt;Mas e aí, é peça pra criança? É, é sim. É só pra criança, então? É, é só pra criança. Ah então adulto não deve achar graça, né? Olha, Adulto-adulto, esses do dicionário, não acharão graça. É peça pra criança: adulto-criança, velho-criança, pai/mãe-criança, crianças-crianças, sobretudo. Do contrário, favor aguardar do lado de fora. E silêncio, pois começa a chover e o espetáculo vai começar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências: A citação da Maria Clara foi extraída do livro "Literatura Infantil: Teoria &amp;amp; Prática", de Maria Antonieta Antunes Cunha. Ed. Ática. 1986.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-8183613687958896779?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/8183613687958896779/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2010/08/sylvia-orthof-e-um-pouquinho-do-seu.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/8183613687958896779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/8183613687958896779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2010/08/sylvia-orthof-e-um-pouquinho-do-seu.html' title='sylvia orthof e um pouquinho do seu teatro infantil (teatro infantil?)'/><author><name>Eduardo Silveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TRgMS_M2VyI/AAAAAAAAALU/pBAk_hYzxAY/S220/edy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TGcdyQIZuzI/AAAAAAAAAJY/6F_u23AhCAk/s72-c/Submarino_191053.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-2063679947299100912</id><published>2010-07-16T16:34:00.000-07:00</published><updated>2010-09-14T09:25:24.430-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fábulas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura indígena'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura Infantojuvenil'/><title type='text'>As peripécias do Jabuti</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TEDvEkS_oEI/AAAAAAAAAIo/9qIhCZveBXk/s1600/1922225.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5494654407133864002" src="http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TEDvEkS_oEI/AAAAAAAAAIo/9qIhCZveBXk/s400/1922225.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 177px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 130px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei o livro bem bacana. Munduruku recupera 3 narrativas indígenas, sem autoria, que pertencem ao fabulário dos índios. Como o próprio Munduruku afirma no breve prefácio, um forte objetivo de tais contos na cultura indígena é propagar valores, especialmente aos mais jovens. "Propagar valores" soa perigoso, pois nos remete a textos que, em detrimento da qualidade, apelam para didatismos ou moralismos que tanto fazem mal à literatura. Dia desses, li &lt;a href="http://um-sentir.blogspot.com/2010/03/carta-pra-regininha-segunda.html"&gt;no blog do Ítalo Puccini uma crítica a um dos livros de Munduruku para crianças &lt;/a&gt;(mas que não é este) justamente nesse ponto. E concordei com a crítica, pois li o tal do "O olho bom do menino" e achei horrível mesmo. Mas nesse caso específico, não senti esse problema. As 3 histórias, que tem o astuto Jabuti como protagonista, são fábulas. Como todas as fábulas, estas têm a intenção de passar valores, a famosa moral. Mas fazem pensar, fazem rir e confrontar nossos valores. A cultura indígena é milenar, e o fabulário é uma parte viva desta, que merece ser analisada como rica forma de expressão, ainda que tais fábulas não soem tão atraentes como muitas histórias contemporâneas. As ilustrações (da maravilhosa Ciça Fittipaldi) e o projeto gráfico bem-feitos ajudam a dar uma cara bacana ao livro. Munduruku é um bom contador de causos, e no fim, o livro é bem gostoso de se ler. As fábulas tratam do uso da sabedoria, da paciência e outros valores, a fim de vencer os que chacotam, são soberbos e apressados. As 3 fábulas são muito semelhantes. Nelas, o jabuti sábio sobressai-se sobre 3 animais orgulhosos. Gostei particularmente da terceira, pois nas duas primeiras o bicho age para se defender dos ataques orgulhosos dos outros animais. Nessa terceira, temos a tartaruga no melhor estilo "macunaíma": marota, malandra, politicamente incorreta, pregando uma peça na onça, num conto muito bem-humorado. Gostei e recomendo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-2063679947299100912?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/2063679947299100912/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2010/07/as-peripecias-do-jabuti.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/2063679947299100912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/2063679947299100912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2010/07/as-peripecias-do-jabuti.html' title='As peripécias do Jabuti'/><author><name>Eduardo Silveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TRgMS_M2VyI/AAAAAAAAALU/pBAk_hYzxAY/S220/edy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TEDvEkS_oEI/AAAAAAAAAIo/9qIhCZveBXk/s72-c/1922225.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-5692351440644270067</id><published>2010-06-26T08:31:00.000-07:00</published><updated>2010-09-14T09:25:47.688-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sala de aula'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura Infantojuvenil'/><title type='text'>O menino camelô, a poesia, e o professô</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TGhqOCcZ8VI/AAAAAAAAAJg/JBJ513hMLjw/s1600/74BAAFFD-57C1-4F30-B9DE-158391B2797A.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ox="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TGhqOCcZ8VI/AAAAAAAAAJg/JBJ513hMLjw/s320/74BAAFFD-57C1-4F30-B9DE-158391B2797A.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;VÔO TRISTE E VÔO ALEGRE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a andorinha &lt;br /&gt;na tarde, sozinha &lt;br /&gt;viaja tristinha, &lt;br /&gt;de flor em flor &lt;br /&gt;voa o beija-flor &lt;br /&gt;num miniventilador &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---- &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este poema aí de cima é um dos meu preferidos do livro "O menino camelô" (nome de um dos poemas), de Cyro de Mattos. Não preciso dizer, novamente, que o público alvo é o infantojuvenil, mas que é uma poesia destinada pra todo mundo, né? Bem, gostei também de poemas como "Urubu", que é muito simples, quase bobo, se a gente lê com pressa. Mas se para pra pensar... quem seria, quem seria esse "Urubu na valeta/de guarda-chuva e maleta" ou o "Urubu na escola/dá lições de vida? &lt;br /&gt;São poemas divertidos, alguns bem delicados, outros toscos - com tom nonsense (adoro ^^). Mas todos fazem pensar. As ilustrações são do excelente ZeFlávio Teixeira, em tons meio "apagados": marrom, creme, laranja, diferente da habitual enxurrada de cores. Na verdade, trata-se de uma coleção da editora Atual, reunindo quatro títulos de poesia, com projetos gráficos semelhantes. O livro tem dimensões um pouco maiores que o comum; eu gostei. &lt;br /&gt;Outro de que gostei muito: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O AMIGO-FOLHAGEM &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá vem o Amigo-Folhagem &lt;br /&gt;trazendo na sua bagagem &lt;br /&gt;o verde de todas as folhas, &lt;br /&gt;o verde de todos os mares. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá vem o Amigo-Folhagem &lt;br /&gt;dizendo na sua passagem &lt;br /&gt;que não tem medo de leão &lt;br /&gt;e muito menos de visagem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá vai o Amigo-Folhagem &lt;br /&gt;pássaros cantam nas árvores &lt;br /&gt;dois pousam em seus ombros, &lt;br /&gt;o sol desfia ouro pelos ares. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá vai o Amigo-Folhagem &lt;br /&gt;na direção da floresta, &lt;br /&gt;leva bichos, Manhã e Noite &lt;br /&gt;como companheiros de viagem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem no Vento um velho amigo &lt;br /&gt;que o acalenta quando dorme. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Selecionei esse poema pela sua delicadeza, e também por achá-lo muito propício para uma discussão sobre a singeleza da poesia [pensando em uma sala de aula], muitas vezes feita de cantos, retalhos e detalhes; um poema bom para nos fazer pensar em que consiste o ofício do poeta, como um poema se constrói. Muitas perguntas podem ser feitas ao poema: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por que será que palavras como "Vento", "Manhã" e Noite" estão em maiúsculas? &lt;br /&gt;-Repararam no movimento "Lá vai/Lá vem", sendo que o Amigo Folhagem vai nas duas primeiras estrofes e vem na terceira e na quarta? Por quê, qual a intenção (ou intenções) dele? &lt;br /&gt;- E esse Amigo-Folhagem? Seria algum bicho, alguma planta conhecida? Ou seria alguém inventado pelo poeta? Não lembra o Bicho-Folharal, aquele das histórias populares? (que tal ler com os alunos a história antes?) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ainda não sou professor, tenho certeza que preciso aprender muito ainda para saber apresentar futuros alunos aos livros, mas amor por poesia já tenho, e acho que é um primeiro passo. E, também, é claro que não sou a favor de aulas-cirúrgicas, em que poemas são destrinchados e contabilizados como se fossem coisas óbvias. Poesia é pra se curtir, e só. Mas quem curte, indaga, pois tem curiosidade. Assim é que eu vejo o caminho para trabalhar poesia na escola. E, bem, um poema pode (e o bom poema é assim) ter várias interpretações. As crianças, imaginativas como são, são o público ideal para esses poemas bem feitos, multiplicadores de imagens e palavras, encontrados em livros como "O menino camelô".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-5692351440644270067?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/5692351440644270067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2010/06/voo-triste-e-voo-alegre-enquanto.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/5692351440644270067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/5692351440644270067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2010/06/voo-triste-e-voo-alegre-enquanto.html' title='O menino camelô, a poesia, e o professô'/><author><name>Eduardo Silveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TRgMS_M2VyI/AAAAAAAAALU/pBAk_hYzxAY/S220/edy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TGhqOCcZ8VI/AAAAAAAAAJg/JBJ513hMLjw/s72-c/74BAAFFD-57C1-4F30-B9DE-158391B2797A.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-808732084097252317</id><published>2010-06-19T12:13:00.001-07:00</published><updated>2010-09-14T09:27:35.548-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura brasileira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contação de histórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura Infantojuvenil'/><title type='text'>a escrita de Clarice para as crianças</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TB0XbAoPNBI/AAAAAAAAAIY/1Zg_yNbHI68/s1600/A%2520mulher%2520que%2520matou%2520peixes.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5484565673999807506" src="http://3.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TB0XbAoPNBI/AAAAAAAAAIY/1Zg_yNbHI68/s400/A%2520mulher%2520que%2520matou%2520peixes.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 289px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 200px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os livros de Clarice para criança foram escritos, inicialmente, para seus filhos. E, olha, nem parece a clarice, a genial clarice dos livros "adulto": são muito fraquinhas, as histórias. São boas, acho que dá pra fazer uma contação de histórias bem bacana a partir delas [e a própria clarice sugere isso, como se verá], mas deixo claro que eu esperava mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em "O mistério do coelho pensante", que é outro livro dela legal mas não excelente, clarice escreve no início: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Esta história só serve para criança que simpatiza com coelho. Foi escrita a pedido-ordem de Paulo, quando ele era menor e ainda não tinha descoberto simpatias mais fortes. O mistério do coelho pensante é também minha homenagem a dois coelhos que pertenceram a Pedro e Paulo, meus filhos. [...] Como a história foi escrita para exclusivo uso doméstico, deixei todas as entrelinhas para as explicações orais. Peço desculpas a pais e mães, tios e tias, e avós, pela contribuição forçada que serão obrigados a dar. Mas pelo menos posso garantir, por experiência própria, que a parte oral da história é a melhor dela. Conversar sobre coelho é muito bom. [...]"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A própria autora fala do "uso doméstico" que a história tem. "A mulher que matou os peixes", por exemplo, apresenta uma mulher a defender-se de um 'crime'. "Essa mulher que matou os peixes infelizmente sou eu", começa a voz que parece claramente ser a voz de clarice a defender-se, diante dos filhos, do fato de ter esquecido de alimentar o peixinho de um deles durante uma viagem que fez. Em sua defesa, conta algumas histórias de bichos que teve, para demonstrar que tem muito amor pelos bichos. E conta casos de coelhos, cães, gatos, discorre sobre baratas e lagartixas. No final, explica o porque de ter esquecido de alimentar os peixes e pede perdão a seus interlocutores, ou seja, seus filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a história, apesar de sem bem simples, dá uma contação legal, eu creio. Quando Clarice fala que "deixou todas as entrelinhas para as explicações orais" naquele livro, o mesmo vale para este aqui: a todo momento ela para a narrativa para questionar seus interlocutores, os leiotores [no caso de uma contação, ou ouvintes]. Pede opiniões, pergunta se conhecem determinada expressão e a explica. Isso é uma boa deixa para os contadores narrarem a história, ao mesmo tempo que dão espaço para as crianças explanarem suas ideias. Nem toda história se ajeita bem a essas interrupções dos ouvintes, mas creio que nessa cai bem. Quanto à história em si, esta me parece que fica fraquinha. É boa? é. mas eu esperava mais... Não consigo definir bem o porquê, parece que falta algo, apesar das boas reflexões sobre pessoas e animais. há algo de frágil em seu narrar, algo que não encontramos nos seus romances adultos, que são "dura escritura", como diz uma personagem de "Água Viva". &lt;br /&gt;Ainda sim, recomendo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-808732084097252317?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/808732084097252317/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2010/06/escrita-de-clarice-para-as-criancas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/808732084097252317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/808732084097252317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2010/06/escrita-de-clarice-para-as-criancas.html' title='a escrita de Clarice para as crianças'/><author><name>Eduardo Silveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TRgMS_M2VyI/AAAAAAAAALU/pBAk_hYzxAY/S220/edy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TB0XbAoPNBI/AAAAAAAAAIY/1Zg_yNbHI68/s72-c/A%2520mulher%2520que%2520matou%2520peixes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-3763603574083309447</id><published>2010-06-12T07:57:00.000-07:00</published><updated>2010-09-14T09:28:07.725-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura Infantojuvenil'/><title type='text'>É hora de história!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TBOgp1KlkJI/AAAAAAAAAIQ/2HKAoZkdSlg/s1600/134583.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5481901811946590354" src="http://2.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TBOgp1KlkJI/AAAAAAAAAIQ/2HKAoZkdSlg/s400/134583.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 180px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 180px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei bem bacana esse livro. Primeiro porque acho uma graça as ilustrações da Mariana Massarani, sou fã confesso do seu trabalho. Aliás, tenho reparado que se tem uma coisa que ela desenha bem é criança: parece uma especialidade dela retratar a esperteza e a simpatia que as crianças inspiram quando estão felizes. Gostei não apenas pela interpretação de Massarani, mas pelas histórias também, é claro. O livro reúne 10 histórias de autores diferentes, retiradas de livros já publicados.&lt;br /&gt;Alguns contos foram retirados integralmente, como "Fada Cisco Quase Nada", de Sylvia Orthoff; outros, apenas um excerto, como "Cinderela", trecho do livro "Reinações de Narizinho", de Monteiro Lobato. A intenção, nesse último caso, é despertar a vontade de ler toda essa história, de buscar o livro integral para conhecer o resto. Pra mim, tá beleza. Será que as crianças também apreciam esse jogo? Tomara. Em mim, deu certo: adorei principalmente as histórias "Tia Delica", de Ronald Simões Coelho, e "O cachorro e a pulga", de Liliana e Michelle Lacoca; livros que eu não conhecia e agora vou buscar em suas formas originais. Um problema que há nesses casos é a limitação: não há o projeto editorial amplo e cuidadoso (que é muito importante, sobretudo na literatura infantojuvenil!) que há nos livros em que os contos foram coletados. O que antes ocupava todo um livro (Fada Cisco Quase Nada, por exemplo) é transformado em 2 ou 3 páginas, limitando, inclusive, a interpretação de Massarani para as histórias. Uma defesa para isso está na intenção dos editores - explicitada na contra-capa - de que seja um livro para os pais e professores contarem histórias aos pequenos. Mas como livro é feito, antes de tudo, pra ser pego, lido e remexido pelas crianças, achei essa observação importante.&lt;br /&gt;Mas... se pensarmos nesse livro como um convite a ler e ouvir histórias, aí ficará tudo bem. Para conferir as histórias em sua totalidade e beleza, basta que busquemos os livros de onde foram extraídos. Um bom livro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-3763603574083309447?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/3763603574083309447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2010/06/e-hora-de-historia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/3763603574083309447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/3763603574083309447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2010/06/e-hora-de-historia.html' title='É hora de história!'/><author><name>Eduardo Silveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TRgMS_M2VyI/AAAAAAAAALU/pBAk_hYzxAY/S220/edy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TBOgp1KlkJI/AAAAAAAAAIQ/2HKAoZkdSlg/s72-c/134583.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-4663091581095284625</id><published>2010-06-05T06:21:00.000-07:00</published><updated>2010-09-14T09:28:25.903-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia brasileira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura Infantojuvenil'/><title type='text'>Eu vi. E adorei!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TApP3CFDhkI/AAAAAAAAAII/wInd-ru5mWc/s1600/155494.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5479279703519102530" src="http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TApP3CFDhkI/AAAAAAAAAII/wInd-ru5mWc/s400/155494.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 180px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 180px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maravilhoso. Esse livro contém poemas em prosa, sem as rimas costumeiras. E ficou bom! Bom mesmo! Aqui José Paulo Paes assume a voz de uma criança, que diz o que ela acha de certas coisas (‘vejam como sei escrever’ significa ‘vejam minhas idéias, porque eu as tenho e elas são ótimas, viu!’). Fala de televisão, esporte, universo, água (“No deserto não tem água / Por isso o deserto é uma plantação que não deu certo /Quem mora no deserto é desertor”), zoológico e fala até da própria infância. Aliás, este da infância foi um dos poemas de que mais gostei. Muito bonito. &lt;br /&gt;E o poeta assume com naturalidade essa voz de criança, de um jeito que só quem mantém viva a criança que foi no passado (e ainda é, oras) consegue fazer. Falando sobre televisão, o poeta-menino diz: “Não gosto de programas infantis com gente grande fingindo de criança.” E é aí que mora a diferença entre a boa e a má poesia infantil também. José Paulo Paes não se finge de criança; ele é. É preciso lembrar também que o livro é belissimamente ilustrado por Alex Cercany, que faz poesia com cores e traços.&lt;br /&gt;Paes é doce, delicado, simples. Mas sem ser ingênuo, piegas ou simplista. Pelo contrário, ele vai contra isso com sua poesia que faz pensar. São imagens que desmontam lugares-comuns. Um exemplo é o início do poema “Zoológico”:&lt;br /&gt;“Zoológico é uma penitenciária de bichos.” Logo de início, uma frase para quebrar a ideia de embelezamento do zoológico que, antes de tudo, é um lugar onde os bichos não têm sua liberdade. &lt;br /&gt;“Vejam como sei escrever” é pura poesia. Uma aula de poesia para crianças (e para adultos inteligentes também – como sugere o título de outro de seus ótimos livros). José Paulo Paes é um poeta de mão cheia. Mão cheia de mil palavras de brincar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-4663091581095284625?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/4663091581095284625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2010/06/eu-vi-e-adorei.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/4663091581095284625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/4663091581095284625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2010/06/eu-vi-e-adorei.html' title='Eu vi. E adorei!'/><author><name>Eduardo Silveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TRgMS_M2VyI/AAAAAAAAALU/pBAk_hYzxAY/S220/edy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TApP3CFDhkI/AAAAAAAAAII/wInd-ru5mWc/s72-c/155494.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-1742393629122552218</id><published>2010-05-02T07:55:00.001-07:00</published><updated>2010-09-14T09:28:41.881-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura Infantojuvenil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ilustração'/><title type='text'>o trabalho de Eva Furnari</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/S92Z1DccSdI/AAAAAAAAAH4/G19kKICjQJ8/s1600/evafurnari-linhadotempo-1.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5466694659434367442" src="http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/S92Z1DccSdI/AAAAAAAAAH4/G19kKICjQJ8/s400/evafurnari-linhadotempo-1.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 169px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 200px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje em dia, quando a variedade de obras é imensa, quando traços cortantes, multicoloridos, velozes e abstratos preenchem as páginas dos livros, as obras de Eva Furnari podem soar um pouco acanhadas, simplórias, talvez. Mas é preciso reconhecer o trabalho dessa autora e ilustradora, que é uma das mais representativas no Brasil, e o foi sobretudo na década de 80 (este livro da foto ganhou o prêmio de melhor livro sem texto da FNLIJ em 1982). São traços arredondados, ternos, muito simples é verdade. Daí o contraste com a rica produção de ilustrações que temos hoje, um tempo que a ilustração de uma página é considerada uma obra de arte, de tão ricamente elaborada. Mas Furnari consegue, com seus traços simples, brincar com o inesperado, fazer um humor, simples como as formas de seus personagens. Eva, autora de outros livros sem imagens como o "Traquinagens e estripulias" também aposta nos detalhes. Às vezes, num cantinho da página, o leitora encontra um detalhe novo, que dá graça à cena, ou às vezes até gera uma história, que corre em paralelo com a principal (vide o casal de pássaros no telhado da casa de "Traquinagens").&lt;br /&gt;Além de ilustrar, Furnari também escreve muitos livros. Lembro-me de um, o "Suriléa-mãe-monstrinha", que contava a história de uma mãe que tinha 2 cabeças: precisava para conseguir cuidar da casa, dos filhos, e da sua rotina de trabalho. A confusão que é lidar com essas duas cabeças em torno de 2 crianças que a disputam é a forma que Furnari usou para abordar o problema da mãe que trabalha e ainda precisa cuidar da casa.&lt;br /&gt;Simples e terna, a ilustração de Furnari. Mas sempre a serviço da boa literatura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-1742393629122552218?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/1742393629122552218/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2010/05/o-trabalho-de-eva-furnari.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/1742393629122552218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/1742393629122552218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2010/05/o-trabalho-de-eva-furnari.html' title='o trabalho de Eva Furnari'/><author><name>Eduardo Silveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TRgMS_M2VyI/AAAAAAAAALU/pBAk_hYzxAY/S220/edy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/S92Z1DccSdI/AAAAAAAAAH4/G19kKICjQJ8/s72-c/evafurnari-linhadotempo-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-8480585310232660190</id><published>2010-04-21T14:07:00.001-07:00</published><updated>2010-09-14T09:29:45.466-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura Infantojuvenil'/><title type='text'>Fazendo Ana Paz</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/S89qXnCzJ7I/AAAAAAAAAHw/5ErCxf7uLAo/s1600/4fazendo.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5462701826873960370" src="http://3.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/S89qXnCzJ7I/AAAAAAAAAHw/5ErCxf7uLAo/s400/4fazendo.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 294px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 201px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adorei Ana Paz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro é narrado por uma escritora que conta sua relação com alguns de seus personagens: ora é a busca dela por suas criações, e ora são os personagens que vão atrás dela. Belo drama criativo: os personagens surgem de repente, mudam tudo o que a escritora planejava pra seu livro, às vezes somem (para desespero da escritora) e às vezes ressurgem, já bem mudados. Tem muito de Lygia nesse livro aqui. Todo livro dela é assim, né? Mas aqui temos muito da Lygia-escritora, em seus momentos de criação. Afinal, a narradora dessa história é um alter-ego de Lygia. Três personagens centrais guiam a história. mas não se trata de um caminho linear, nem "guiar" é o verbo correto. Três personagens que saltam da categoria de meros persoagens estáticos, à espera da sanção da autora quanto a seus destinos. Três personagens que tumultuam o caminho da história, e que fazem deste "Ana Paz" um livro dfragmentos, de tentativas. Vários pedaços de histórias, que juntas, numa bricolagem (acho que posso dizer isso), resultam numa história só, muito ampla, que abrage narrador, personagens e escritor, criador e criaturas que se avizinham.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à linguagem... ah, é a velha linguagem bojunguiana de sempre: velha, no sentido de conhecida, de habitual, de caseira, porque a linguagem de bojunga é uma delícia (eu sempre digo isso), moderna, rápida, um samba (lembrei de "Os colegas" agora), um ritmo sem-igual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curioso notar que o cenário escolhido ara as três grandes personagens (criadas pela narradora, pois se fossêmos falar em grandes personagens do livro "Fazendo Ana Paz", seriam 4, pois incluiríamos a narradora, às voltas com sua história eteramente em construção), o cenário escolhido é uma casa. Nesse caso, trata-se da casa onde Ana Paz (todas as três personagens são Ana Paz, mas em momentos diferentes da vida: criança, jovem, idosa) passou sua tumultuada infância, marcada por lacunas e fragmentos (e veja! não é este livro marcado por fragmentos e lacunas?). Nessa casa, as três Ana Paz se encontram. É curioso porque não é a primeira vez que Lygia enche uma casa de simbolismo, que Lygia usa uma casa como metáfora para algo dolorosamente humano:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em "A casa da Madrinha", outro livro da autora, protagonizado pelo menino Alexandre, a casa representa uma fuga da realidade dura para a fantasia. Lá a casa é um lugar íntimo, onde se realizam os desejos que mal conseguem ser esboçados na vida difícil do menino. Aqui, em "Fazendo Ana Paz", a imagem da casa representa a volta ao passado, à infância, à juventude. Essa é a história de Bojunga com menos linearidade na narrativa, justamente pelos fragmentos que falei há pouco; e mais ainda, justamente pela intenção da autora: uma volta ao passado para reconstruir os fragmentos. Reconstrui a casa. Reconstruir o tempo! Não se trata de uma volta para a contemplação; é uma volta para acertar as contas com o passado, consigo mesmo. Novamente, Lygia usa a "casa" como um lugar íntimo, humano, dolorasamente humano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-8480585310232660190?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/8480585310232660190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2010/04/fazendo-ana-paz.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/8480585310232660190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/8480585310232660190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2010/04/fazendo-ana-paz.html' title='Fazendo Ana Paz'/><author><name>Eduardo Silveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TRgMS_M2VyI/AAAAAAAAALU/pBAk_hYzxAY/S220/edy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/S89qXnCzJ7I/AAAAAAAAAHw/5ErCxf7uLAo/s72-c/4fazendo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-4765560114147655833</id><published>2010-04-03T10:39:00.000-07:00</published><updated>2010-09-19T18:25:46.269-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura Infantojuvenil'/><title type='text'>Tão distante, tão próximos..</title><content type='html'>Ah, gostei muito dessa história da Lia Zatz. Muito simples e muito boa. Conta a história de João, um homem comum, de hábitos comuns, como muitos. E ao mesmo tempo, conta a história do Sultão, homem rico, que tem tudo o que deseja, como poucos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jeito que as duas histórias são contadas é muito original: na mesma página, é contado um pouco de cada um. Um pequeno texto sobre um e, do avesso, de cabeça pra baixo, um pequeno texto sobre o outro. Na página ao lado, a ilustração é a mesma para descrever os dois textos: de um lado ilustra o texto de um, virando de cabeça pra baixo, a ilustração se refere ao outro texto. Dessa forma original, reforça-se o contraste do título, mas paradoalmente, em vez de distanciá-los, só os aproxima. Afinal, suas histórias dividem a mesma página, e temos um só desenho servindo pras duas histórias, a princípio tão distintas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é essa distinção, que no início parece gigante, separada pelo dinheiro e pelas origens radicalmente diferentes dos dois personagens, que o leitor vai percebendo, ao longo, que nem é tão radical assim... e é isso que os dois personagens percebem ao final do livro. Tão humanos, os dois...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-4765560114147655833?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/4765560114147655833/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2010/04/tao-distante-tao-proximos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/4765560114147655833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/4765560114147655833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2010/04/tao-distante-tao-proximos.html' title='Tão distante, tão próximos..'/><author><name>Eduardo Silveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TRgMS_M2VyI/AAAAAAAAALU/pBAk_hYzxAY/S220/edy.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-3298090642672956752</id><published>2010-03-20T09:35:00.000-07:00</published><updated>2010-09-19T18:26:31.298-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='premiações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura Infantojuvenil'/><title type='text'>Adeus conto de fadas</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Tahoma, Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left" class="ecxecxMsoNormal" style="margin: 0px 0px 0pt; text-align: left;"&gt;&lt;i style="font-style: italic;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;(minicontos juvenis)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_HvfhQ7Nom5Q/S6T4xcg3tSI/AAAAAAAAAGk/rnBQEUg6Obs/s1600-h/1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_HvfhQ7Nom5Q/S6T4xcg3tSI/AAAAAAAAAGk/rnBQEUg6Obs/s320/1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="ecxecxMsoNormal" style="margin: 0px 0px 0pt; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="ecxecxMsoNormal" style="margin: 0px 0px 0pt; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="ecxecxMsoNormal" style="margin: 0px 0px 0pt; text-align: left;"&gt;O livro de literatura infanto-juvenil&amp;nbsp;&amp;nbsp;de&amp;nbsp;&lt;i style="font-style: italic;"&gt;minicontos&lt;/i&gt;&amp;nbsp;de Leonardo Brasiliense retrata diversas situações do cotidiano juvenil e um estilo diferenciado na composição da literatura. O tradicional conto foi modificado com uma característica bem autoral. Redigido diversas vezes apenas, algumas linhas de emoção, ironia e narração.&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="ecxecxMsoNormal" style="margin: 0px 0px 0pt; text-align: left;"&gt;A busca pelas rotinas e fatos incrivelmente relevantes de adolescente como: o desconhecido que tira o BV da menina, a primeira vez, os Xavecos de cinema, as brigas familiares&amp;nbsp;&amp;nbsp;foram&amp;nbsp;&amp;nbsp;traduzidas nas suas ironias, tornando um livro agradável de ler.&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="ecxecxMsoNormal" style="margin: 0px 0px 0pt; text-align: left;"&gt;Além do livro, Leonardo conta com um site onde estão algumas de suas obras e minicontos.&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.leonardobrasiliense.com.br/" style="color: #0068cf; cursor: pointer; text-decoration: none;" target="_blank"&gt;http://www.leonardobrasiliense.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="ecxecxMsoNormal" style="margin: 0px 0px 0pt; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="ecxecxMsoNormal" style="margin: 0px 0px 0pt; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="ecxecxMsoNormal" style="margin: 0px 0px 0pt; text-align: left;"&gt;&lt;b style="font-weight: bold;"&gt;&lt;i style="font-style: italic;"&gt;Alguns minicontos:&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Adeus conto de fadas, de Leonardo Brasiliense&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="ecxecxMsoNormal" style="margin: 0px 0px 0pt; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="ecxecxMsoNormal" style="margin: 0px 0px 0pt; text-align: left;"&gt;&lt;b style="font-weight: bold;"&gt;&lt;u&gt;T&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;o&amp;nbsp;&lt;b style="font-weight: bold;"&gt;&lt;u&gt;P&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;ra&amp;nbsp;&lt;b style="font-weight: bold;"&gt;&lt;u&gt;M&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;atar&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="ecxecxMsoNormal" style="margin: 0px 0px 0pt; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="ecxecxMsoNormal" style="margin: 0px 0px 0pt; text-align: left;"&gt;Mas não sei quem nem por quê.&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="ecxecxMsoNormal" style="margin: 0px 0px 0pt; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="ecxecxMsoNormal" style="margin: 0px 0px 0pt; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="ecxecxMsoNormal" style="margin: 0px 0px 0pt; text-align: left;"&gt;&lt;b style="font-weight: bold;"&gt;A psicóloga&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="ecxecxMsoNormal" style="margin: 0px 0px 0pt; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="ecxecxMsoNormal" style="margin: 0px 0px 0pt; text-align: left;"&gt;Aquela mulher me olhou como se me conhecesse mais que eu mesmo. Será que perdi alguma coisa?&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="ecxecxMsoNormal" style="margin: 0px 0px 0pt; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="ecxecxMsoNormal" style="margin: 0px 0px 0pt; text-align: left;"&gt;&lt;b style="font-weight: bold;"&gt;Xaveco&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="ecxecxMsoNormal" style="margin: 0px 0px 0pt; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="ecxecxMsoNormal" style="margin: 0px 0px 0pt; text-align: left;"&gt;No escurinho do cinema, eu sentado ao lado da maior gata. Ela prestava atenção na telona como se fosse engolir as legendas. Não resisti e mandei ver:&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="ecxecxMsoNormal" style="margin: 0px 0px 0pt; text-align: left;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;- Aí, meu nome é Roberto.&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="ecxecxMsoNormal" style="margin: 0px 0px 0pt; text-align: left;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;E ela nada.&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="ecxecxMsoNormal" style="margin: 0px 0px 0pt; text-align: left;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;- Já te vi lá no shopping, de longe. &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="ecxecxMsoNormal" style="margin: 0px 0px 0pt; text-align: left;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;E ela, nada. Mesmo assim continuei:&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="ecxecxMsoNormal" style="margin: 0px 0px 0pt; text-align: left;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;- E sabe que assim, de perto, tu é ainda mais bonita.&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="ecxecxMsoNormal" style="margin: 0px 0px 0pt; text-align: left;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;E ela, nada.&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="ecxecxMsoNormal" style="margin: 0px 0px 0pt; text-align: left;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;- Aí, me irritei:&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="ecxecxMsoNormal" style="margin: 0px 0px 0pt; text-align: left;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;- Pô, gatinha, tu é surda ?&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="ecxecxMsoNormal" style="margin: 0px 0px 0pt; text-align: left;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;E ela era.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-3298090642672956752?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/3298090642672956752/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2010/03/adeus-conto-de-fadas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/3298090642672956752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/3298090642672956752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2010/03/adeus-conto-de-fadas.html' title='Adeus conto de fadas'/><author><name>Robson dos Passos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_HvfhQ7Nom5Q/SprwmVi9IpI/AAAAAAAAABk/q6-NJ4sSWKM/S220/DSC01427.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_HvfhQ7Nom5Q/S6T4xcg3tSI/AAAAAAAAAGk/rnBQEUg6Obs/s72-c/1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-8642469956484171601</id><published>2010-03-17T08:46:00.000-07:00</published><updated>2010-09-19T18:27:01.974-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tecnologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura Infantojuvenil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Phone Book'/><title type='text'>Phone Book.. humm</title><content type='html'>&lt;a href="http:///"&gt;Phone Book&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Proposta muito inteligente essa aí exposta nesse link. As formas de interação que essa nova tecnologia permite são muito bem-vindas! Mas tem uma coisa... o phonebook deveria se chamar phonegame. Nesse exemplo, o livro foi um mero suporte, como uma televisão. As ilustrações pouco foram aproveitadas. Na verdade, apenas as dimensões do objeto livro foram aproveitadas. É uma boa? É. Mas vamos fazer uma coisa bacana. ;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: isso me lembrou que não sei postar vídos do Youtube em postagens! Bah, primeira vez que tentei. Vou descobrir. :P&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-8642469956484171601?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/8642469956484171601/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2010/03/phone-book-humm.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/8642469956484171601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/8642469956484171601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2010/03/phone-book-humm.html' title='Phone Book.. humm'/><author><name>Eduardo Silveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TRgMS_M2VyI/AAAAAAAAALU/pBAk_hYzxAY/S220/edy.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-3358007622333810865</id><published>2010-03-08T07:41:00.000-08:00</published><updated>2010-03-08T08:01:15.242-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ortografia'/><title type='text'>alô, ortografia!</title><content type='html'>Olha só... estava lendo a Ler &amp; Cia, aquele catálogo das Livrarias Curitiba, que entre as propagandas dos seus livros, tem uns textos, geralmente resenhas de livros ou algo relacionado a algum autor em especial. Nada muito interessante ou profundo, mas sempre dá pra pegar alguma sugestão de leitura. Aí, nessa edição Março-Abril (que não tem nada de bom. Nunca vi um catálogo tão ruim como desse bimestre), tem um "comentário" sobre a obra infantojuvenil de Monteiro Lobato, em virtude do aniversário de 90 anos da publicação de seu primeiro livro "A menina do nariz arrebitado". Pois bem, texto muito simples, não-assinado, contendo muitos dados superficiais, mas que são úteis pra quem não conhece o Lobato. Enfim, nem é disso que quero falar. Apenas de uma coisa que este texto me lembrou: as mudanças ortográficas, recém postas em ação.&lt;br /&gt;É que estranhei a palavra "infantojuvenil", assim, sem hífen. Julguei tratar-se de um erro tipográfico no início, mas sua repetição me fez associar isso à nova ortografia, que pouco estudei. Aliás, não gostei nem um pouco dessas mudanças, pois a meu ver, sua intenção mor - diminuir as dificuldades e incoerências de um sistema de fixação de normas ortográficas - foi não foi atingida. Coisas melhoraram, coisas pioraram. E no fim, após tanta polêmica, parece que nada mudou. Pois o hífen? Melhorou com aquele tanto de regras absurdas? todos usaremos corretamente agora? pff&lt;br /&gt;Mas enfim, também não é disso que quero falar. Quero apenas observar que essa palavra, infantojuvenil, que vem usada em quase todas as postagens desse blog, já que eu e daia gostamos de ler e escrever sobre esses livros, essa palavra tem uma nova grafia. Agora é tratar de alterar os marcadores e as postagens, bah! E farei isso maldizendo, entredentes, os responsáveis por essa reforma ortográfica de meia tigela ou tijela, eu sei lá, tô de saco cheio dessa ortografia bisonha. Nhé.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-3358007622333810865?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/3358007622333810865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2010/03/alo-ortografia.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/3358007622333810865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/3358007622333810865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2010/03/alo-ortografia.html' title='alô, ortografia!'/><author><name>Eduardo Silveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TRgMS_M2VyI/AAAAAAAAALU/pBAk_hYzxAY/S220/edy.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-5186477011659615986</id><published>2010-02-07T10:29:00.000-08:00</published><updated>2010-09-19T18:27:28.856-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura Infantojuvenil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ilustração'/><title type='text'>Um pouco do trabalho de André Neves</title><content type='html'>André Neves é um escritor e ilustrador com alguns prêmios na bagagem. Recentemente, tive a oportunidade de conhecer um pouco mais de seu trabalho, lendo 3 livros em que ele é o autor, seja em parceria ou não. O primeiro deles é "Sapato Furado". Este livro reúne poemas e prosas curtas do escritor gaúcho Mário Quintana. É uma antologia (a maioria dos trechos vem do seu maravilhoso "Caderno H") para apresentar Quintana aos mais jovens. O texto por si é lindo, e Neves ainda acrescente ao livro seu grande talento para ilustrar. Moderno, Neves usa e abusa de recortes e colagens: são fotos, selos de cartas, azulejos e jornais. Aliás, o uso de jornais parece ser uma marca pessoal. Nos 3 livros que li, há sempre um recorte de jornal no cantinho de alguma ilustração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/S28KIbEIFrI/AAAAAAAAAF8/yDtfphh7bdw/s1600-h/saptao+furado.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5435574415079773874" src="http://3.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/S28KIbEIFrI/AAAAAAAAAF8/yDtfphh7bdw/s400/saptao+furado.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 180px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 128px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro livro que André Neves ilustrou foi "Laranja Pera Couve Manteiga", cujo texto é de Maria Amália Camargo. O que gosto nesse livro, como vocês podem reparar, é o modo como a edição apresenta os autores: Amália e André, lado a lado. A maioria dos livros infanto-juvenis ainda põe o ilustrador em posição secundária, como se a iustração fosse um mero complemento do texto, e não é bem assim. Perdoem o clichê, mas texto e imagem são suas linguagens que dialogam, cada uma contando a história a seu modo. A união destas duas forma o belo livro que o leitor tem em mãos. Quanto ao livro, este é muito bom: em rimas, Amália retrata com muito bom-humor um dia de feira. Para isso, ela brinca com as palavras, especialmente os substantivos compostos, como aqueles do título do livro. Essa brincadeira inteligente, esse jogo com palavras, é sinônimo de bom livro quando falamos em Literatura Infanto-Juvenil. Em resumo, este é um livro muito bem-humorado, ilustrado com a mesma graça com que foi escrito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/S28QyPpGX6I/AAAAAAAAAGE/8_q6QpmSGUk/s1600-h/laranja.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5435581730637897634" src="http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/S28QyPpGX6I/AAAAAAAAAGE/8_q6QpmSGUk/s400/laranja.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 210px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 144px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já em "A caligrafia de Dona Sofia", os créditos são todos de André Neves: ele escreve e ilustra essa história carregada de poesia. Dona Sofia é uma senhora que mora, sozinha, no alto de um morro de um pequeno vilarejo. Sua grande distração é sua paixão pela poesia. Sua casa é toda enfeitada, cheio de poemas escritos na parede. Eis a oportunidade ideal para André (que também é poeta) encher as páginas com belíssimos versos: é Ronald de Carvalho, Pessoa, Drummond, Lorca, Emily Dickinson e tantos outros. Dona Sofia também gosta de distribuir poesias à população, em pequenos cartõezinhos, com ajuda do carteiro, seu Ananias, que se apaixona pela poesia através da simpática senhora. Mas além de todos esses versos, há a poesia da história que Neves conta, a cumplicidade do carteiro Ananias e da Dona Sofia, ambos amantes das palavras. Essa amizade deságua num bonito final, que nos recorda que, além da poesia dos grandes artistas, dos grandes escritores, há a poesia nas coisas simples, nas pessoas simples. E isso nos lembra os versos de outro grande poeta, Oswald de Andrade: "Há poesia/Na dor/Na flor/No beija-flor/No elevador" Esse "A caligrafia de Dona Sofia" é um livro cheio de poesia, e que pede ainda mais poesia. Recomendadíssimo, como são recomendados os outros dois títulos citados nessa postagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/S28bNRaLkCI/AAAAAAAAAGM/0I1Zu8f-1C0/s1600-h/sofia2.bmp"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5435593190084939810" src="http://2.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/S28bNRaLkCI/AAAAAAAAAGM/0I1Zu8f-1C0/s400/sofia2.bmp" style="cursor: hand; display: block; height: 193px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 193px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, e para quem deseja conhecer um pouco mais do trabalho dele, há o seu blog, o &lt;a href="http://www.confabulandoimagens.blogspot.com/"&gt;Confabulando Imagens&lt;/a&gt;. ^^&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-5186477011659615986?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/5186477011659615986/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2010/02/um-pouco-do-trabalho-de-andre-neves.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/5186477011659615986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/5186477011659615986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2010/02/um-pouco-do-trabalho-de-andre-neves.html' title='Um pouco do trabalho de André Neves'/><author><name>Eduardo Silveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TRgMS_M2VyI/AAAAAAAAALU/pBAk_hYzxAY/S220/edy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/S28KIbEIFrI/AAAAAAAAAF8/yDtfphh7bdw/s72-c/saptao+furado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-8310302191512984883</id><published>2010-01-31T16:14:00.000-08:00</published><updated>2010-06-13T18:33:16.867-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia estrangeira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cartas'/><title type='text'>A vida íntima de Fernando Pessoa</title><content type='html'>Se existisse (calma, é só uma brincadeira, não um desejo) um programa desses de fofocas que cuidasse da vida pessoal dos escritores, ele pouco citaria Fernando Pessoa, o fechado Fernando. Numa das cartas à sua amada, Ophlia (com quem teve um relacionamento instável, que não teve sucesso, marcado por uma interessante troca de cartas), diz: "a minha vida gira em torno de minha obra literária - boa ou má, que seja, ou possa ser. Tudo o mais na vida tem para mim um interesse secundário." E a busca da felicidade amorosa do poeta, resume-se a esse malogrado relacionamento. Tudo o mais de sua vida é sua obra. Fernando via limpidamente sua sina. Se existisse o programa dos escritores, certamente seria composto por exageradas investigações amorosas: Henry Miller &amp; Anais Nin, Sartre &amp; Beauvior, Rimbaud &amp; Verlaine. Ou quem sabe, perseguições aos escritores recolhidos, afastados da correria do mundo, como Nassar ou (oh, ele morreu) Salinger. Ou ainda, devanear sobre as possíveis causas que levaram gente como Hemingway ou Woolf ao suícídio. E o Euclides da Cunha, então? Amanhã, reportagem especial. Dossiê Euclides. Não percam!&lt;br /&gt;Bem, voltando ao que interessa, posto abaixo uma dessas cartas. Retiro ela de "Quando fui outro", uma antologia de poemas, cartas e trechos de prosa (do maravilhoso Livro do Desassossego) deste que é o meu poeta preferido. Carta dele para seu Terrível Bébé, Ophélia Queiroz. Essa é a carta de que mais gosto. Nem vou dizer por que. Apenas leiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TERRÍVEL BÉBÉ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto das suas cartas, que são meiguinhas, e também gosto de si, que é meiguinha também. E é bombom, e é vespa e é mel, que é das abelhas e não das vespas, e tudo está certo, e o bebé deve escrever-me sempre, mesmo que não escreva, que é sempre, e eu estou triste, e sou maluco, e ninguém gosta de mim, e também porque que havia de gostar, e isso mesmo, e torna tudo ao princípio, e parece-me que ainda lhe telefono hoje, e gostava de lhe dar um beijinho na boca, com exactidão e gulodice e comer-lhe a boca e comer os beijinhos que tivesse lá escondidos e encostar-me ao seu ombro e escorregar para a ternura dos pombinhos, e pedir-lhe desculpa, e a desculpa ser a fingir, e tornar muitas vezes, e ponto final até recomeçar e porque é que a Ofelinha gosta de um meliante e de um cevado e de um javardo e de um indivíduo com ventas de contador de gás e expressão geral de não estar ali mas na pia da casa ao lado, e exactamente, e enfim, e vou acabar porque estou doido, e estive sempre, e é de nascença, que é como quem diz desde que nasci, e eu gostava que a Bebé fosse uma boneca minha, e eu fazia como uma criança, despia-a e o papel acaba aqui mesmo, e isto parece impossível ser escrito por um ente humano mas é escrito por mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando&lt;br /&gt;09-10-1929 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: *___*&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-8310302191512984883?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/8310302191512984883/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2010/01/vida-intima-de-fernando-pessoa.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/8310302191512984883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/8310302191512984883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2010/01/vida-intima-de-fernando-pessoa.html' title='A vida íntima de Fernando Pessoa'/><author><name>Eduardo Silveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TRgMS_M2VyI/AAAAAAAAALU/pBAk_hYzxAY/S220/edy.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-9069969336234416555</id><published>2010-01-25T15:28:00.000-08:00</published><updated>2010-01-26T06:59:56.428-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ilustração'/><title type='text'>Um pouco mais do trabalho de Carla Caffé</title><content type='html'>Bem, Carla Caffé é uma arquiteta, cujo livro "Avenida Paulista", foi citado por mim numa postagem recente, em que eu discutia os conceitos de literatura adulta e infanto-juvenil. Falei do livro, que adorei, mas não fui muito longe na postagem. Afinal, falo de um livro exclusivamente de imagens e não posto nenhuma? Maldade, né. Na verdade, eu nem iria postar, mas recentemente vi no twitter da editora Cosac Naify, que eles estavam disponibilizando alguns desenhos de Caffé que não entraram no livro. O download está disponível lá no Blog da Cosac Naify, que por sinal, é um espaço muito rico. Recomendo a visita. (lembrando que há o site da editora, e há o seu blog. Na verdade, recomendo os dois ^^) &lt;br /&gt;Bem, para quem quiser conferir, eis aí um pouco do trabalho de Carla Caffé. Eu adorei o olhar dela sobre Sampa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/S14q56CHGII/AAAAAAAAAF0/Q04p341Iwrk/s1600-h/upload_carlacaffe_caffe-pp-3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 307px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/S14q56CHGII/AAAAAAAAAF0/Q04p341Iwrk/s400/upload_carlacaffe_caffe-pp-3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430825374974417026" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/S14q5sMJ6pI/AAAAAAAAAFs/XY0VF840KZ0/s1600-h/upload_carlacaffe_caffe-pp-2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 313px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/S14q5sMJ6pI/AAAAAAAAAFs/XY0VF840KZ0/s400/upload_carlacaffe_caffe-pp-2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430825371258448530" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/S14q5TytgFI/AAAAAAAAAFk/yYWJhjms9ig/s1600-h/upload_carlacaffe_caffe-pp-1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 280px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/S14q5TytgFI/AAAAAAAAAFk/yYWJhjms9ig/s400/upload_carlacaffe_caffe-pp-1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430825364709277778" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-9069969336234416555?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/9069969336234416555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2010/01/um-pouco-mais-do-trabalho-de-carla.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/9069969336234416555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/9069969336234416555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2010/01/um-pouco-mais-do-trabalho-de-carla.html' title='Um pouco mais do trabalho de Carla Caffé'/><author><name>Eduardo Silveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TRgMS_M2VyI/AAAAAAAAALU/pBAk_hYzxAY/S220/edy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/S14q56CHGII/AAAAAAAAAF0/Q04p341Iwrk/s72-c/upload_carlacaffe_caffe-pp-3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-8386784060421882395</id><published>2010-01-21T17:07:00.000-08:00</published><updated>2010-10-03T08:49:41.192-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='narrativa visual'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura Infantojuvenil'/><title type='text'>Onda, de Suzy Lee</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/S1j6pO43YQI/AAAAAAAAAFc/57wnTonSZgY/s1600-h/zzzonda.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5429364937073320194" src="http://2.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/S1j6pO43YQI/AAAAAAAAAFc/57wnTonSZgY/s400/zzzonda.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 241px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mais uma narrativa visual encantadora. A edição é da Cosac Naify, linda, à altura do trabalho da autora. Nesse livro, a sul-coreana Suzy Lee nos leva à beira-mar para acompanhar as descobertas de uma criança: o medo da assustadora onda, a curiosidade, o enfrentamento dela, o desdenhar (para ser surpreendida por um grande "caldo"). Eis uma belíssima metáfora para a infância, essa época de descobertas, feitas de quedas, traquinagens e sustos. À volta da menina, um grupo de gaivotas acompanha a menina no seu ritmo: enfrentam o mar com ela, temem o mar com ela, assustam-se com ela. Pássaro e criança: dois símbolos da liberdade, do desejo de voar, desejo de encontrar o horizonte.. que, vocês sabem, se esconde lá atrás... das ondas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;=)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-8386784060421882395?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/8386784060421882395/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2010/01/onda-de-suzy-lee.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/8386784060421882395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/8386784060421882395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2010/01/onda-de-suzy-lee.html' title='Onda, de Suzy Lee'/><author><name>Eduardo Silveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TRgMS_M2VyI/AAAAAAAAALU/pBAk_hYzxAY/S220/edy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/S1j6pO43YQI/AAAAAAAAAFc/57wnTonSZgY/s72-c/zzzonda.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-7700568170544050480</id><published>2010-01-17T06:36:00.000-08:00</published><updated>2010-10-03T08:50:35.638-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='narrativa visual'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura Infantojuvenil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ilustração'/><title type='text'>algumas palavras sobre literatura adultantil</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/S1Myt5w8dYI/AAAAAAAAAFU/FxUrrUrR0JA/s1600-h/zsas.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5427737740093191554" src="http://1.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/S1Myt5w8dYI/AAAAAAAAAFU/FxUrrUrR0JA/s400/zsas.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 180px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 180px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é Literatura Infantil, Infanto-Juvenil? Pergunta difícil. A fronteira entre essa literatura e a adulta existe? Sim. E não.&lt;br /&gt;Bem, é claro que para uma criança, um ser em formação, não faz sentido (geralmente) dar a ela a Odisséia, de Homero, ou quem sabe um romance de Flaubert ou Stendhal. São leituras para adultos, seres já completamente formados fisica e psicologicamente, com experiência de vida, dispostos a refletir sobre suas próprias existências e concepções. O oposto, porém, não ocorre. Uma boa história para crianças, agrada sempre aos adultos. O adulto se encanta com livros de Monteiro Lobato, Ana Maria Machado, Lygia Bojunga, Roger Mello, Marina Colassanti e tantos outros porque encontram nesses livros uma riqueza de ideias e e sentimentos tão grandes como nos livros de literatura adulta. A literatura, a obra literária, é universal: fala a todos os homens, independente de sua classe, religião ou idade. Assim, ao mesmo que existe essa fronteira, puramente lógica, entre literatura adulta e infanto-juvenil; ela também não existe. Outro caso que pode ser citado nessa discussão, é daquelas obras adultas, que logo caíram no gosto das crianças. Livros como As viagens de Gulliver e Robinson Crusoé são exemplos. Melhor mesmo é dizer que não existe tal fronteira.&lt;br /&gt;E essa discussão nunca deixa de ser pertinente. Dia desses, uma obra reavivou-a em mim: "Avenida Paulista", da arquiteta Carla Caffé. A obra, lançada em 2009 numa co-edição da Cosac Naify com o SESC-SP, é belíssima e retrata, apenas com desenhos, a efervescente avenida paulistana. Com sua experiência de arquiteta, Caffé revisita os pontos turísticos, os prédios e esquinas famosos da avenida, num jogo de linhas, cores e curvas. Simplesmente lindo, o livro. Nos desenhos da autora, sente-se a harmonia desencontrada, oxímoro ideal para definir a paisagem dessa avenida e - why not? - de toda a metrópole paulistana. E este livro, traz em sua ficha catalográfica, a marcação "Literatura Infanto-Juvenil". E aí? Adulta? Infanto-Juvenil? Sim e sim. Obra Universal.&lt;br /&gt;Pra resolver isso, é simples. Arrumem as fichas catalográficas. Literatura Adultantil. Pronto! :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: aos curiosos, há um vídeo no youtube, em que Carla caffé fala &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=MVdAszt0pfw"&gt;um pouco mais sobre o livro Avenida Paulista.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: achei umas palavras muito legais do Mia Couto, famoso romancista moçambicano, que também se aventurou a escrever para os mais jovens. No prefácio do seu "O gato e o escuro" (que é uma história linda) , Couto diz: "Não sei se alguém pode fazer livros 'para' crianças. Na verdade, ninguém se apresenta como fazedor de livros 'para' adultos. O que me encanta no acto da escrita é surpreender tanto a escrita como a linguagem em estado de infância." Taí. ^^&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-7700568170544050480?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/7700568170544050480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2010/01/algumas-palavras-sobre-literatura.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/7700568170544050480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/7700568170544050480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2010/01/algumas-palavras-sobre-literatura.html' title='algumas palavras sobre literatura adultantil'/><author><name>Eduardo Silveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TRgMS_M2VyI/AAAAAAAAALU/pBAk_hYzxAY/S220/edy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/S1Myt5w8dYI/AAAAAAAAAFU/FxUrrUrR0JA/s72-c/zsas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-3701113092648568112</id><published>2010-01-07T16:59:00.000-08:00</published><updated>2010-10-03T08:50:58.076-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='narrativa visual'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura Infantojuvenil'/><title type='text'>"A toalha vermelha", de Fernando Vilela</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/S0aIJKLUL4I/AAAAAAAAAFM/rxxseHYFwMs/s1600-h/_a%2520toalha.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5424172492146356098" src="http://1.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/S0aIJKLUL4I/AAAAAAAAAFM/rxxseHYFwMs/s400/_a%2520toalha.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 240px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 240px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A toalha vermelha" é uma bela narrativa visual de Fernando Vilela. Apenas com ilustrações, o autor nos leva a uma viagem pelo planeta Terra. Um pescador brasileiro deixa cair uma toalha vermelha ao mar. Esta vai afundando, afundando, passa por corais, arraias, tubarões, adentra a um canal, cruza com submarinos, mergulhadores, peixes, baleias´, até chegar ao outro lado do mundo. O mar da China com seus pescadores. Toda essa viagem é contada através das belas ilustrações de Vilela. Ao final, a toalha vai para num barco de pescadores chineses, servindo como bandeira. Um objeto que liga o pescador brasileiro, um homem, com o pescador chinês. Os homens estão ligados. Homens são todos iguais, espalhados por esse mundo. É o que me vem á cabeça quando leio tal narrativa.&lt;br /&gt;Interessante reparar que esse livro nada tem de despretensioso. Ao final do livro, nos agradecimentos, Vilela diz : "agradeço ao amigo Nicolas Wahba, pelo apoio e pela ajuda na pesquisa; ao cinegrafista Lawrence Wahba e suas fantásticas e inspiradoras imagens submarinas; à querida tia Maria Dulce P. V. Tanimoto, pelos cálculos de latitude e longitude para acertarmos a trajetória da toalha sobre a Terra [...] Por tais palavras, podemos notar que há uma pesquisa por trás de uma simples história visual.&lt;br /&gt;E essa história é lindíssima, como são as narrativas visuais feitas por artistas competentes como Vilela, Roger Mello, Juarez Machado, Ângela Lago entre outros. O que é curioso em "A toalha vermelha" é que trata-se de mais uma história circular, em que a primeira e a última ilustração são iguais: um ciclo. Esse esquema tem se repetido. Livros ótimos como "Cena de Rua" (Angela Lago) e "Ida e Volta" (do pioneiro Juarez Machado) também apresentam esse esquema. Mas isso não significa que não seja criativa. Muito pelo contrário. Cada história tem as suas particularidades e são muito diferentes.&lt;br /&gt;Destaca-se também o bom projeto gráfico da editora Brinque-Book. Na capa tem-se o título da obra, "a toalha vermelha", e na contra-capa, o mesmo título, mas em chinês. Com isso, a edição brinca com o texto, fazendo a mesma viagem que a tolha vermelha. Esse detalhe que parece pequeno, tem ganhado cada vez mais força: nos livros infanto-juvenis, um bom projeto gráfico é fundamental, pois ele soma-se ao texto, enriquecendo a leitura.&lt;br /&gt;Para adultos e crianças, esse "a toalha vermelha" é um livro altamente recomendável. Boa leitura e boa viagem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-3701113092648568112?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/3701113092648568112/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2010/01/toalha-vermelha-de-fernando-vilela.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/3701113092648568112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/3701113092648568112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2010/01/toalha-vermelha-de-fernando-vilela.html' title='&quot;A toalha vermelha&quot;, de Fernando Vilela'/><author><name>Eduardo Silveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TRgMS_M2VyI/AAAAAAAAALU/pBAk_hYzxAY/S220/edy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/S0aIJKLUL4I/AAAAAAAAAFM/rxxseHYFwMs/s72-c/_a%2520toalha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-7728620311576971884</id><published>2009-12-28T20:27:00.001-08:00</published><updated>2010-10-03T08:51:23.227-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura Infantojuvenil'/><title type='text'>um livro sobre o amor</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/SzmFw4u6V2I/AAAAAAAAAE8/GrxROeXu2s0/s1600-h/odalisca+e+o+elefante.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5420510701426464610" src="http://1.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/SzmFw4u6V2I/AAAAAAAAAE8/GrxROeXu2s0/s400/odalisca+e+o+elefante.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 400px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A odalisca e o elefante" é a primeira incursão da brasileira Pauline Alphen na ficção. Antes disso, ela havia publicado dois livros de poesia. E que estréia! Eis um livro maravilhoso, que me surpreendeu. Uma linguagem poética rara, um estilo único.&lt;br /&gt;Trata-se da história de Leila, a odalisquinha; e Hati, o elefante branco. Leila é uma aprendiz de odalisca. Toda sua infância é voltada para ensaio e preparação ao grande dia em que as jovens são apresentadas ao sultão. E Hati é um presente que o déspota ganha de um aliado. O elefante é posto no jardim do palácio. Lá ele tenta entender seus misteriosos sonhos.&lt;br /&gt;O sultão, conhecido por sua soberba e despotismo, apaixona-se pela jovem. Elege-a como sua contadora de histórias. Sua Sherazade. Logo a encantadora Leila cai num abatimento estranho. Estranho como os sonhos de Hati. seria uma doença? o sultão se desespera. Ninguém explica. O abatimento que leila sente é um vazio. Uma ausência. Logo se descobre: é amor. &lt;br /&gt;Este é um livro sobre o amor, esse tema universal. E a universalidade do amor nos leva a uma das marcas do estilo de Alphen: todo o seu texto é permeado por outros textos. A autora dialoga com tantos outros autores. No meio da fala da narradora, ou na fala de um personagem, o leitor reconhece passagens de outros livros e músicas. São trechos de Raul Seixas, Cartola, Caetano Veloso, Tim Mais, Julio Cortazár, Mário de Andrade (o Sultão diz, em dado momento, "Ai, que preguiça!"). Além de estabelecer dialógo com outras passagens, a autora faz referências a tantas outras histórias, como a de Ícaro, a de Sherazade, a de tristão e Isolda. Enfim, com todas essas referências, a autora nos lembra o quanto o amor é um tema inesgotável. São várias histórias que se unem para um mesmo motivo: falar de amor.&lt;br /&gt;Uma noite, os pensamentos de Hati, no jardim; e Leila, na janela da torre, se encontram. O vazio é preenchido. Os sonhos esclarecidos. Eles se amam. Hati, recorda-se do passado e relembra Leila: eles foram amantes. Um dia, uma maldição os condenou a viverem separados por 999 vidas. Foram Romeu e Julieta. Foram Ícaro e Sol. Tristão e Isolda. 998 encontros malogrados viveram os amantes. E agora, no encontro de número 999, ei-los, a odalisca e o elefante. Tão distantes e tão próximos.&lt;br /&gt;Além de ser um livro sobre o amor, afeto profundo entre dois seres, o livro de Pauline Alphen é sobre o amor em contar histórias. E ela nos conta uma história linda. Embala o leitor: legítima Sherazade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: sei que nunca conseguirei delinear bem o estilo da autora numa resenha. Por isso, posto 2 trechos do livro. leiam e entendem por que me apaixonei por esse livro. Ah, um dos trechos é o final do livro. As últimas linhas, quando Hati e Leila, os amantes esclarecidos, vão enfim viverem seu amor. Viva o Spoiler! \o/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"[Hati] Sonhou com um homem irado que dirigia um carro puxado por dois cavalos.&lt;br /&gt;Havia gritos, chamas, fulgor de armas e o vulto da mulher mais bela do mundo.&lt;br /&gt;O homem ia no lugar de alguém. Alguém que numa tenda à beira-mar chorava.&lt;br /&gt;Hati ouviu os gritos do homem e soube que chorava a morte do mais que amigo que tomara seu lugar.&lt;br /&gt;Nada nem ninguém o substituiria.&lt;br /&gt;Nenhuma mulher, glória ou butim.&lt;br /&gt;Vingança alguma, por mais infame, apaziguaria a dor daquela perda.&lt;br /&gt;Tudo era vão sem aquele ombro contra seu ombro.&lt;br /&gt;Hati despertou com frio sob o sol do meio-dia. A saudade como um punhal. Sentia falta de alguém que não conhecia, alguém proibido, alguém que talvez não reconhecesse. Alguém que sempre estivera ao seu lado, por quem morreria. Esse era o seu segundo sonho."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Então o elefante branco barriu e levou Leila para um passeio, um passeio grande, um passeio pequeno, até a próxima esquina, a próxima vida, longe muito longe mas bem dentro, aqui, onde o tempo dá volta, ali...&lt;br /&gt;E, assim passeando, assim se aproximando, iam se declarando, dizendo incansavelmente para o outro na estranha língua dos amantes: cobra montanha borboleta nariz sereia tapeçaria torre banho de rio roda-gigante távola redonda unicórnio chuva vento espada gazela garrafa ao mar proboscídeo geléia de morango rocamadour caminho vinho vício início você você você você..."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;REFERÊNCIA:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALPHEN, Pauline. &lt;strong&gt;A odalisca e o elefante&lt;/strong&gt;. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-7728620311576971884?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/7728620311576971884/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/12/um-livro-sobre-o-amor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/7728620311576971884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/7728620311576971884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/12/um-livro-sobre-o-amor.html' title='um livro sobre o amor'/><author><name>Eduardo Silveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TRgMS_M2VyI/AAAAAAAAALU/pBAk_hYzxAY/S220/edy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/SzmFw4u6V2I/AAAAAAAAAE8/GrxROeXu2s0/s72-c/odalisca+e+o+elefante.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-1522774471267163948</id><published>2009-12-21T08:48:00.000-08:00</published><updated>2010-10-03T08:51:47.621-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura Infantojuvenil'/><title type='text'>Os colegas, de Lygia Bojunga</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/Sy__58GHLlI/AAAAAAAAAE0/2SjqkLJYQEU/s1600-h/asasqasas.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5417830247599386194" src="http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/Sy__58GHLlI/AAAAAAAAAE0/2SjqkLJYQEU/s400/asasqasas.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 400px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 288px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Gostoso, delicioso. São esses os adjetivos ideais para os livros de Lygia Bojunga. E para este "Os colegas" não é diferente: uma história bonita, escrita na prosa viciante da autora.&lt;br /&gt;Os colegas do título são os cães Virinha, Latinha, Flor-de-Lis; o coelho Cara-de-pau e o urso Voz de Cristal. A história começa com Virinha e Latinha, então desconhecidos, atracando-se por um velho osso, para em seguida, iniciarem uma parceria. Aos poucos, surgem os outros, cruzando os caminhos e se juntando. Logo o grupo se forma: cinco caminhos cruzados. Cada um com uma história diferente, mas em comum, o desejo de ser livre e feliz. É isso que os une, por isso eles são colegas.&lt;br /&gt;Lygia trabalha com grandes temas que permeiam toda a sua obra: a liberdade, o dilema inépcia versus ação, a luta, o sonho. Todos eles estão presentes em obras como "O sofá estampado" ou "A casa da madrinha". O ato de lutar e vencer os medos é uma bandeira que percorre toda a obra de Bojunga, inclusive em "Os colegas". Eles passam por muitas dificuldades e infortúnios. Vencê-los é a missão desses colegas. Desses amigos. &lt;br /&gt;A prosa é viciante pois é escrita numa linguagem muito moderna. Só Bojunga consegue prender seu leitor de forma tão vibrante: um capítulo puxa o outro, palavra puxa palavra. A linguagem é simples, leve, sem deixar de ser elaborada e inteligente.&lt;br /&gt;Livro recomendado para todos. Delicinha da colega Bojunga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-1522774471267163948?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/1522774471267163948/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/12/os-colegas-de-lygia-bojunga.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/1522774471267163948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/1522774471267163948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/12/os-colegas-de-lygia-bojunga.html' title='Os colegas, de Lygia Bojunga'/><author><name>Eduardo Silveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TRgMS_M2VyI/AAAAAAAAALU/pBAk_hYzxAY/S220/edy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/Sy__58GHLlI/AAAAAAAAAE0/2SjqkLJYQEU/s72-c/asasqasas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-995326197522542591</id><published>2009-12-04T18:58:00.001-08:00</published><updated>2011-01-09T07:29:18.856-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sebos'/><title type='text'>A arte de frequentar sebos</title><content type='html'>&lt;em&gt;esse texto foi publicado pela primeira vez no &lt;a href="http://aspalavrasmortas.blogspot.com/"&gt;Palavras Mortas&lt;/a&gt;. Posto ele novamente, e aqui, por dois motivos: o primeiro é pouco tempo para uma postagem nova. Logo entro de férias e a coisa melhora. E segundo, ficou uma crônica bem legal, que na ocasião foi lida apenas pelo &lt;a href="http://www.blogger.com/profile/16072548908012431149"&gt;Ítalo&lt;/a&gt;, acho. Era início do blog. Enfim, vamos ver se mais alguém lê agora. haha. abraços &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sebo é aquele lugar onde livros usados são comercializados. Vendem-se, trocam-se e compram-se livros, além de revistas, jornais, CD's, discos e qualquer coisa usada que ainda tenha utilidade. Curioso, fui atrás da origem da palavra sebo. Num blog, encontrei uma explicação bem convincente: "O nome sebo vem do tempo em que não havia ainda energia elétrica e as pessoas liam a luz de velas amarelentas, sujando de gorduras os livros."¹&lt;br /&gt;Para mim, o nome é perfeito. Eu leio em todos (com raras exceções) os lugares e em todos os momentos: no ônibus, andando na rua, na fila do banco, inclusive durante as refeições. Por isso, minha biblioteca está repleta de livros ensebados. Duas vezes ensebados: primeiro por que comprados em sebo, e segundo por terem manchas de gordura, chocolate (e café, então, quase todos!) e outros comes e bebes.&lt;br /&gt;Voltando aos sebos... na minha opinião, frequentar sebos é uma arte. Obviamente, é muito fácil frequentar um: entrar,olhar, folhear livros e comprar, caso tenha vontade. E dinheiro, é claro!&lt;br /&gt;Arte é uma metáfora. Quero dizer que, para um viciado em sebos (e esse blogueiro é um caso típico) há muito mais do que folhear. Visitar um sebo exije muita técnica e perícia, se você está interessando em livros bons e raros.&lt;br /&gt;Abaixo, algumas dicas. (experiência própria!)A primeira delas você já sabe de cor: pedir desconto.&lt;br /&gt;Quanto menos organizado o sebo, melhor. Maior será a chance de você encontrar coisas boas. Coisa boa significa livro bom e barato. Afinal, a maior parte das pessoas querem as coisas à mão, não tem ânimo pra ficar remexendo em pilhas e estantes. Mas não você! Porque você é mais um viciado em livros e não se cansa de vasculhar.&lt;br /&gt;Como se sabe, as pessoas mexem nas prateleiras, e poucas delas arrumam a bagunça que fazem, afinal tem funcionários para fazer isso (humm...que pensamento mais folgado). Por isso, se você está atrás de um bom livro de poesia, não deve restringir sua busca à seção poesia; olhe nas outras também: Psicologia, Medicina, Sociologia, mas principalmente as outras seções literárias, como Contos ou Romances. Nesses é frequente a mistura de gêneros. Por isso, a ordem é vasculhar!&lt;br /&gt;Bem, se você encontra um livro muito interessante, objeto de seu desejo, mas no momento em questão não dispõe de dinheiro suficiente para comprá-lo... não se estresse! Ninguém vai levá-lo antes de você arranjar o dinheiro. Porque você, como sabemos, é um viciado em sebos e sempre dá um jeitinho. E esse jeitinho consiste em esconder o bendito livro. Exemplo: lá está paradinho, digamos, um livro de poemas do Fernando Pessoa. Já que você não tem dinheiro, seja ágil: retire o Fernandinho da estante e coloque-o lááááá.... eu disse láááá longe. Na última prateleira do sebo, naquela mais abandonada. De preferência, escondido entre dois livros volumosos. OU então, bote ele em outra seção.. que tal botar entre os livros de culinária? Assim, quando você voltar com a grana, é só buscar o livro onde deixou. Obviamente, você não pode esquecer onde colocou o bendito. Era só o que faltava! Fazendo tudo certo, a chance de você fazer com sucesso essa "reserva especial" é de 99%. Só 99, pois o outro 1% é para o caso de existir um chefe de cozinha, ou estudante de gastronomia que seja também (nada impede) amante de Fernando Pessoa. Mas aí seria muito azar... pensemos positivo!&lt;br /&gt;Por hoje é só. Em breve mais dicas para os viciados em sebos. Um vício, por sinal, que é bem leve, já que não leva o sujeito à morte como fazem outros tipos de vícios.&lt;br /&gt;Pode levar à pobreza (e como leva!), mas.. fazer o que... é mais forte que nós...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notas Inúteis:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¹ Extraído de http://www.portalcostanorte.com/editorias/Geral/68148.html, em 19/07/09 às 19:51 hrs.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-995326197522542591?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/995326197522542591/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/12/arte-de-frequentar-sebos.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/995326197522542591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/995326197522542591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/12/arte-de-frequentar-sebos.html' title='A arte de frequentar sebos'/><author><name>Eduardo Silveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TRgMS_M2VyI/AAAAAAAAALU/pBAk_hYzxAY/S220/edy.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-6436779860338994706</id><published>2009-11-29T04:24:00.000-08:00</published><updated>2010-10-03T08:52:19.579-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='peças de teatro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura Infantojuvenil'/><title type='text'>Marco e as três Marias</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/SxKGuwLbktI/AAAAAAAAAEk/6Wt7JCoe8Ac/s1600/zmarco.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5409534240190337746" src="http://3.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/SxKGuwLbktI/AAAAAAAAAEk/6Wt7JCoe8Ac/s400/zmarco.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 180px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 180px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/SxKGuhOB3LI/AAAAAAAAAEc/WCAjouIrda0/s1600/zzmarcoflyer.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5409534236174703794" src="http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/SxKGuhOB3LI/AAAAAAAAAEc/WCAjouIrda0/s400/zzmarcoflyer.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 400px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 283px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu e a Daia assistimos ontem à peça "Marco" lá na Ajote. O espetáculo dirigido por Samuel Kuhn é uma adaptação de "O livro de Marco" do escritor goiano Flávio Carneiro. Ficamos surpreendidos. Nós lemos o livro antes da peça e nos perguntávamos como alguém conseguiria encenar o livro. Parecia dificílimo (e deve ter sido). Mas o fato é que a Cia. Rústico deu um show.&lt;br /&gt;No livro de Carneiro, é o próprio Marco quem conta sua história. Numa casa à beira do mar, Marco, já homem feito, começa a relembrar seus tempos de menino, o tempo em que fez as suas primeiras viagens em busca das estrelas cadentes. Seu pai, seu avô, seu bisavô...todos empreenderam viagens atrás das estelas cadentes. Marco conta sua história. Um dia chegou sua vez, e ele foi viajar. O livro é o relato de 3 estrelas conquistadas por Marco. Na primeira viagem, Marco está cheio de temores e questionamentos. Não sabe se vai ou se fica. Lembra dos conselho do pai sobre como encontrar e lidar com as estrelas, mas não consegue seguir todos. É impaciente, ansioso. É uma criança que de repente é apresentada ao mundo. Com a ajuda dos conselhos do pai e depois de muito andar, Marco encontra a primeira estrela. E estrela cadente quando cai na terra vira menina. O encontro com a primeira menina deixa Marco extasiado, hipnotizado. O encontro é rápido, mágico. Mas o suficiente para mexer com o coração de Marco. O menino a encontra dormindo. Ela acorda, trocam olhares (e ele tímido, perdido). Então ela sorri (e isso é tudo que basta para Marco, nesse momento). Logo ela adormece. Todo viajante que encontra uma estrela, dá um nome a ela. O menino não teve dúvida: seu nome era Maria. Adormecida novamente, é hora de partir. Partir ou ficar? Marco tem dúvidas. Mas seu destino parece escrito. Ele arrisca seguir viagem e acerta. A primeira Maria fica guardada no coração de Marco. Fugaz.&lt;br /&gt;O que eu e a Daia achávamos difícil, era transportar toda essas imagens ricas do livro de Flávio carneiro para o palco. Como fariam isso? Ingenuamente, eu e Daia não conseguíamos pensar de que forma um único ator conseguiria contar a história, sem a ajuda de vários recursos. E eles conseguiram. O ator Vinícius da Cunha (ótima atuação) é Marco na peça. O início da peça é calmo, sereno. Afinal, Marco está olhando para seu passado, percorrendo lembranças. Logo percebemos a linguagem que a Cia Rustico escolheu para contar a história: gestos. Muitos gestos. Gestos que, combinados com uma trilha sonora e uma iluminação fantástica, resultaram numa das peças mais belas que vi. É coisa que não cabe no papel. Só vendo mesmo para entender. O ator, encarnando Marco, conta a história, ora no ritmo da música,&lt;br /&gt;ora dialogando com a iluminação.&lt;br /&gt;Aliás, a importância da luz e do som fica ainda mais clara na segunda viagem de Marco. Depois da primeira emoção (a descoberta), o primeiro contato (fugaz e estonteante), Marco está sedento por encontrar uma nova estrela. Uma nova Maria. Antes de encontrá-la, Marco tem um sonho: ele, correndo dentro do vulcão, cercado por um fogo que não queima (lembrou o fogo que arde sem se ver do camões, né?). No fundo do corredor, uma porta negra. No topo da porta, uma estrela. E Marco, no sonho, corre, corre e não alcança a porta. Em dado momento, a porta se abre e ele vê uma menina (é maria!). E ele corre, e ele corre e não alcança. Então, acorda de seu sonho. Seria mesmo dentro de um vulcão que Marco encontraria a segunda estrela. A metáfora das transformações da adolescência chega aqui em seu ápice (mas não fim): é a paixão, o fogo, o calor, o sonho erótico, a tentação. É o mundo todo explodindo na cabeça e no corpo de Marco. Nessa cena, Vinícius da Cunha ferve como Marco, as luzes dançam, vermelhas-amarelas, e piscam, e há fumaça, e a música techno bate e bate, e Marco corre e corre, e Maria pega em sua mão, e o calor aumenta, ele se sente bem, o coração bate e bate, as luzes dançam, e Marco dança, dança vermelho, calor calor. É a paixão no coração, paixão amarela. E Marco mergulha de cabeça e sem medo no fundo do vulcão. Paixão. A segunda estrela, a segunda Maria também se vai e fica guardada no coração de Marco. Ardente.&lt;br /&gt;Marco, caminhando em busca da terceira estrela, começa a pensar que ele tem um passado. Sim, ele tem. Não é mais o menino que mora nas histórias contadas pelo pai. Ele tem agora a sua história. Depois do susto descoberta, da eletricidade da paixão... Marco caminha com o coração limpo para sua terceira estrela. Perto do mar, ela cai. Marco caminha muito. Chega à praia exausto e deita-se na areia e adormece. Então, sente uma presença. Alguém lhe acaricia. Ele não precisa ver quem é: é Maria. É quem ele tem buscava ao longo de todas as suas viagens. Maria pergunta a Marco se ele faria algo para sempre. Marco titubeia. Do que ela fala? Acha que diria não. Mas logo percebe que ela, a Maria, é a estrela dele. É o que ele buscava por toda as milhas caminhadas. É seu porto. seu céu. É Maria. Sua terceira Maria. É sua constelação: 3 marias. A terceira Maria parte, mas parte com Marco. Para sempre. A terceira maria. Amante.&lt;br /&gt;Vou me repetir, mas preciso dizer novamente que fiquei encantado, maravilhado com tudo. Com o trabalho de Vinícius da Cunha, que além de encenar muito bem, foi o responsável pela pesquisa dos gestos do persinagem. Vinícius não contou simplesmente com o gogó a história. Cada palavra tinha um gesto seu. O corpo dele contou a história também. Em certos momentos, Vinícius abriu mão das palavras. A plateia já estava familiar com suas expressões corporais e compreendeu. O corpo do ator falando.&lt;br /&gt;Devo também assinalar a bela direção de Kuhn. Essa peça foi uma sintonia perfeita&lt;br /&gt;de linguagens: o corpo do ator, a voz do ator, a música de fundo, a luz. Tudo. Maravilhoso. E é claro, encantador também é o livro de Marco, que gerou a adaptação. Flávio Carneiro construiu uma história belíssima e muito sensível para desenhar a adolescência com todos os seus componentes. Todos os seus medos e desejos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-6436779860338994706?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/6436779860338994706/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/11/marco-e-as-tres-marias.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/6436779860338994706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/6436779860338994706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/11/marco-e-as-tres-marias.html' title='Marco e as três Marias'/><author><name>Eduardo Silveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TRgMS_M2VyI/AAAAAAAAALU/pBAk_hYzxAY/S220/edy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/SxKGuwLbktI/AAAAAAAAAEk/6Wt7JCoe8Ac/s72-c/zmarco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-7208402261006144910</id><published>2009-11-20T15:40:00.000-08:00</published><updated>2010-10-03T08:52:48.101-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura Infantojuvenil'/><title type='text'>O rapaz que não era de Liverpool</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/Swcq6qFK35I/AAAAAAAAAD8/3HPkuIdxy5c/s1600/8576751186_g.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5406337064898322322" src="http://2.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/Swcq6qFK35I/AAAAAAAAAD8/3HPkuIdxy5c/s320/8576751186_g.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 320px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 202px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vencedor da primeira edição do prêmio Barco a vapor (2005), o livro de Caio Riter conta a história de Marcelo, adolescente que numa aula de biologia descobre que é um filho adotivo. Surge então uma enxurrada de sentimentos: raiva, medo, angústia. o Adolescente desmancha em perguntas: e as suas origens? e seus pais verdadeiros? Por que seus pais (seus pais?) não contaram a verdade desde o início?&lt;br /&gt;Essa revelação surge logo no início do livro. Na sequencia surgem várias cenas da vida de Marcelo. Vai-e-vens no passado: fragmentos da vida do menino. Marcelo tem pais, uma namorada e irmãos amorosos. Mas a reveleção lhe enche de conflitos.&lt;br /&gt;O menino é fã dos Beatles - Herdou a paixão do pai (pai). Na parede de seu quarto, uma curiosa montagem (que é uma metáfora construída com muita felicidade por Riter): Marcelo montou um painel da famosa foto do quarteto atravessando uma rua em Londres, em fila indiana, capa do disco "Abbey Road". &lt;br /&gt;Na montagem, Marcelo pôs os 5 atravessando: o pai, a mãe, ele e os 2 irmãos. Mas após o choque, a descoberta (a mãe revela a ele de forma direta, assim como foi a pergunta do jovem - "Mãe, eu sou seu filho? - Não, não é"), após essa descoberta ele recorta o quinto personagem da foto. Afinal, os Beatles sempre foram 4. Marcelo sente que sobra, que é um intruso na exatidão do quarteto composto por pai e mãe e os 2 filhos. Na foto do disco só há 4. Ele está de fora, não pertence à família: O rapaz que não era de Liverpool.&lt;br /&gt;À raiva e desespero iniciais, Marcelo vai substituindo pelo silêncio e pela reflexão. Ao longo do livro, através das várias cenas da vida de Marcelo (contadas por ele mesmo), o leitor vê (e Marcelo também) o quanto ele é amado por sua família. Compreende o erro dos pais por não terem contado antes. Temos um final feliz.&lt;br /&gt;Caio Riter, abordando um tema muito delicado, não ousa muito. Apresenta o baque e a inquietação esperados de todos aqueles que, de repente, descobrem isso e dá um final feliz à história. No entanto, ao optar em fazer o relato pela voz do próprio Marcelo, o autor assume o risco de soar inverossímil. Mas Riter representa muito bem a linguagem escrita do adolescente, permeada de perguntas e vazios, traduzindo bem os sentimentos de Marcelo. Trata-se de uma história simples, mas bem contada, com uma linguagem simples, mas que não é pobre. Afinal, como diz sua professora, Marcelo escreve muito bem. Por que não contar, num livro, a sua história?&lt;br /&gt;Como leitor, não gosto muito de finais felizes. Mas os finais felizes acontecem, não é? E é preciso que alguém os conte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REFERÊNCIA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RITER, Caio. &lt;strong&gt;O rapaz que não era de Liverpool&lt;/strong&gt;. São Paulo: Edições SM, 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: Na contra-capa do livro, há uma indicação de idade. (12/13 anos - Leitor crítico). Foi nessa categoria que Riter foi vencedor do prêmio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-7208402261006144910?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/7208402261006144910/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/11/o-rapaz-que-nao-era-de-liverpool.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/7208402261006144910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/7208402261006144910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/11/o-rapaz-que-nao-era-de-liverpool.html' title='O rapaz que não era de Liverpool'/><author><name>Eduardo Silveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TRgMS_M2VyI/AAAAAAAAALU/pBAk_hYzxAY/S220/edy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/Swcq6qFK35I/AAAAAAAAAD8/3HPkuIdxy5c/s72-c/8576751186_g.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-6074084955758844085</id><published>2009-11-14T03:50:00.000-08:00</published><updated>2010-10-03T08:53:16.053-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura Infantojuvenil'/><title type='text'>Apenas um curumim, de Werner Zotz</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/SwB9tSwFV6I/AAAAAAAAAD0/zDTWs4eSKmU/s1600-h/zzzzzz.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404457769925695394" src="http://1.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/SwB9tSwFV6I/AAAAAAAAAD0/zDTWs4eSKmU/s320/zzzzzz.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 314px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda história que nos é contada exige atenção. O leitor/ouvinte precisa entrar no jogo que o autor promove, e isso se faz entregando-se à história, com cumplicidade e atenção. E há histórias que exigem, além da atenção, uma profunda reflexão. Pedem a reflexão de quem lê/ouve porque falam a eles e sobre eles. Um exemplo disso é esse livro de Werner Zotz. Ao falar da triste história do povo indígena que é dominado pelo povo caraíba, perdendo sua cultura, e da tentativa de alguns de resgatá-la, o autor fala da nossa histórias. Nós, os brasileiros. E mais do que isso: através das reflexões do velho pajé e das inquietações do jovem Jari, Zotz nos mostra o homem em si. Seus medos, desejos e suas buscas interiores. Nós, os homens.&lt;br /&gt;São dois personagens, o velho Tãima, último remanescente de uma tribo que um dia foi unida e livre, celebrando seus costumes, e que cedeu às mentiras e imposições dos caraíbas, os homens brancos. E há também o curumim, o menino Jari, que foi criado já com os costumes caraíbas, pois seus familiares estavam no grupo daqueles que adquiriram os hábitos dos brancos, incluindo suas formas injustas de trabalho. Assim, dentro de Jari havia um "índio morto". Tãima, o pajé resistente que luta pela manutenção de sua cultura, vê em Jari uma chance de que ele passe a ouvir sua "voz interior", para então fazer renascer o seu espírito índio. O curumim, desorientado, pois sem os pais (são mortos), segue Tãima. Não sabe o destino dele nem por que o segue. Seu coração está cheio de dúvidas, medos e inquietações. O fato dele seguir o pajé já marca a primeira vez que ele segue sua voz interior. Mesmo sem saber o que busca, o menino parte. &lt;br /&gt;O caminho é cheio de dificuldades. O cansaço, o medo do caraíba e de suas armas, a fome, a incerteza: são provações que o menino passa em sua jornada. A seu lado, muito silencioso, o velho Tãima. A figura do pajé é a do sábio que muito viveu, logo muito sabe. E pouco diz: um homem de silêncios. Fala apenas o necessário. Espera sempre a atitude do curumim: deixa o menino pensar e agir, para só depois comentar, quiçá repreendê-lo com algum ensinamento. Afinal, é o curumim quem tem que descobrir a si mesmo, sua identidade. Só ele pode ouvir sua voz. O papel do sábio é, pois, de silêncios e ausências.&lt;br /&gt;Nesse espaço, o curumim vai se tornando cada vez mais livres de suas angústias. Aos poucos, vai descobrindo qual é o seu caminho. Aceita a proposta do pajé de procurar outra terra e encontra o caminho. Já é outro menino: um índio guerreiro, agora, pois aprendeu aprendeu a ouvir sua voz interior. Aprendeu a refletir.&lt;br /&gt;Vendo a evolução do menino, o velho percebe que com seus seus ensinamentos e seus silêncios ele cumpriu sua parte. Agora é hora de sua ausência. Sabe que é chegada a sua hora. Morre feliz. Morre sabendo que Jari torno-se outro menino. Um índio guerreiro, cônscio de sua história, que aprendeu a sua voz interior e aprendeu a refletir.&lt;br /&gt;Através de um tema sério (o choque violento de duas culturas), Werner Zotz nos conta uma história universal: o homem que busca sua voz interior. O homem que precisa renascer. Olhar para seu passado. Recuperar sua identidade.&lt;br /&gt;Toda história exige atenção. E esta de Zotz, que fala a nós - homens -, que fala da nossa história, esta história cala fundo no peito. O livro todo é um dialógo entre os dois, o menino o velho, as duas gerações. Num capítulo a voz é de Tãima, noutro é de Jari. Uma grande história numa linguagem muito simples: não havia melhor modo de construir esse enredo que nos faz olhar para a nossa história e para nós mesmos. Essa história exige cumplicidade e atenção.&lt;br /&gt;Estive pensando: cumplicidade e atenção do leitor... não foi com isso também que o curumim conseguiu entender seu passado e descobrir sua voz interior? Sim, o livro de Zotz faz como o pajé: mostra nossos erros. Mas não diz o que devemos fazer para consertar tudo o que foi feito de errado. Isso depende de cada leitor.&lt;br /&gt;O livro falou, contou uma história. Ouvi sua voz como um curumim. E gostaria que outros ouvissem essa voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REFERÊNCIAS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ZOTZ, Werner. Apenas um curumim. 13 ed. Ed. Nórdica. 1979&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Ou seja, a edição em que se baseou essa resenha não é a mesma da ilustração acima, pois não encontrei a foto dessa de 1979.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-6074084955758844085?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/6074084955758844085/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/11/apenas-um-curumim-de-werner-zotz.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/6074084955758844085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/6074084955758844085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/11/apenas-um-curumim-de-werner-zotz.html' title='Apenas um curumim, de Werner Zotz'/><author><name>Eduardo Silveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TRgMS_M2VyI/AAAAAAAAALU/pBAk_hYzxAY/S220/edy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/SwB9tSwFV6I/AAAAAAAAAD0/zDTWs4eSKmU/s72-c/zzzzzz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-6317367280380322138</id><published>2009-11-08T05:50:00.000-08:00</published><updated>2010-10-09T06:55:37.479-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia brasileira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='autores joinvilenses'/><title type='text'>Cardume de nuvens, de Caco de Oliveira</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/SvbWCT6eujI/AAAAAAAAADk/3lL8i9NpjdY/s1600-h/zzzzzzzzz.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401740138271128114" src="http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/SvbWCT6eujI/AAAAAAAAADk/3lL8i9NpjdY/s320/zzzzzzzzz.jpg" style="cursor: hand; float: left; height: 156px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 232px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse fim de semana, tive o prazer de adquirir e ler o livro "Cardume de nuvens", do poeta joinvilense Caco de Oliveira. Já escrevi sobre ele numa &lt;a href="http://aspalavrasmortas.blogspot.com/2009/10/um-poeta-e-seu-leitor.html"&gt;postagem recente do Palavras Mortas&lt;/a&gt;. Caco é uma das figuras mais representativas da&amp;nbsp;cultura joinvilense e catarinense (falo isso sem querer reduzí-lo a&amp;nbsp;esse limite). Sua obra reflete-o: uma obra muito sensível e original, como o seu autor. "Cardume de nuvens", um livro com uma bela edição da Letradágua segue o estilo dele, que é hábil em textos curtos, especialmente os haicais. O haicai é um tipo de poema originário do Oriente, são poemas compostos por poucos versos e que primam pela concisão. E Caco prima pela concisão e pela simplicidade: fala muito em poucos versos, como demonstra esse haicai que inspirou o nome do livro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"No fundo da lagoa&lt;br /&gt;um cardume.&lt;br /&gt;Nuvens e peixes."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A inspiração do livro foi a cultura nipônica. O livro foi publicado em 2008, ano do centenário da imigração japonesa no Brasil. Boa parte dos poemas tem essa temática, embora Caco discorra sobre muitos outros assuntos. Como ele mesmo se assume, Caco é um poeta do cotidiano: um sentinela atento a todos os movimentos. Desde à loucura automatista da vida urbana, até aquele canto mais silencioso da cidade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"dentro do grilo&lt;br /&gt;acorda um violino"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns poemas são verdadeiras fotografias: o poeta capta um instante e o eterniza:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Borboleta molhada de orvalho secando no varal"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;enquanto outros sugerem movimento num espaço de tempo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"lagarta faminta, sobrou o esqueleto da folha"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ou ainda, uma ação sem espaço de tempo definido, pois ligada à memória:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"No cemitério de azulejos&lt;br /&gt;pedacinhos de lembranças&lt;br /&gt;das paredes da cozinha"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, falar da sutileza dos poemas "Cardume de nuvens" é redundante após ter reproduzido alguns de seus muitos poemas aqui. Para terminar, deixo mais um pouco desse livraço:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Pôr-do-sol,&lt;br /&gt;a sombra agarra-se a mim&lt;br /&gt;com medo de ficar só"&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Caco é carioca, não nasceu em Joinva. Mas como mora aqui, fica a tag ^^&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-6317367280380322138?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/6317367280380322138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/11/cardume-de-nuvens-de-caco-de-oliveira.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/6317367280380322138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/6317367280380322138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/11/cardume-de-nuvens-de-caco-de-oliveira.html' title='Cardume de nuvens, de Caco de Oliveira'/><author><name>Eduardo Silveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TRgMS_M2VyI/AAAAAAAAALU/pBAk_hYzxAY/S220/edy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/SvbWCT6eujI/AAAAAAAAADk/3lL8i9NpjdY/s72-c/zzzzzzzzz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-2822498186889110060</id><published>2009-11-01T09:37:00.000-08:00</published><updated>2009-11-29T06:49:42.700-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><title type='text'>O cinema em Joinville</title><content type='html'>Leio uma grande verdade numa reportagem do jornal Notícias do Dia: o que não falta em Joinville são opções para apreciadores do cinema. Além das salas comerciais nos dois maiores shoppings, a sétima arte também pode ser celebrada em outras quatro instituições que contam com projetos muito legais. Há os ciclos de cinema da Fundação Cultural, lá na Cidadela (todo sábado!). Há as mostras de cinema promovidas (e bem divulgadas) pelo SESC joinville. Há a mostra de cinema paralelo na Udesc (no corredor do bloco F) e há também o Club de Cinema no auditório do Bom Jesus Ielusc.&lt;br /&gt;Dia desses falei que a cidade de Joinville é muito cultural. Mas pode ser mais. A literatura, me parece, é uma das mais celebradas: há bons escritores e há espaço para eles nos sites, blogs e também nas publicações com o apoio governamental (através dos editais de apoio). O Teatro se concentra basicamente nos teatros do SESC e da Ajote. Há peças (mas essas são, digamos, mais comerciais que artísticas - em sua maioria). Outras artes, como a fotografia e as plásticas, são apresentadas em exposições em museus (pouco visitados), shoppings e outros locais. Pode melhorar. E o cinema também: lugares não faltam. Falta só atitude.&lt;br /&gt;O povo de Joinville, tão cultural, precisa se mobilizar para ir de encontro ao que aqui é produzido. Os cinemas comercias e são caros e exibem filmes que, por vezes, decepcionam os espectadores. Fato que não ocorre nas 4 mostras acima citadas: são filmes, em geral, antigos ou então novos, mas alternativos. Em compensação, a qualidade é certa. Filmes que nos fazem pensar, que promovem discussões e, lógico, muitas reflexões dos espectadores. E grande detalhe: nessas 4 iniciativas as entradas são gratuitas. Gratuitas!&lt;br /&gt;Vamos ao cinema, Joinville!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Em breve (2010), ocorrerá o lançamento daquele que será o maior shopping da cidade, o Joinville Garten. A previsão é de que ele possua 8 salas de exibição (da empresa GNC, a mesma do Müeller. Que tantas salas não se restrinjam aos enlatados americanos. Que contemplem bons filmes (americanos, pode ser é claro), com bons roteiros, bem como, que contemplem os filmes brasileiros. Muitos deles, hoje, nem chegam à cidade. Ou então, permancem por míseros dias em cartaz. É esperar pra ver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-2822498186889110060?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/2822498186889110060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/11/o-cinema-em-joinville.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/2822498186889110060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/2822498186889110060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/11/o-cinema-em-joinville.html' title='O cinema em Joinville'/><author><name>Eduardo Silveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TRgMS_M2VyI/AAAAAAAAALU/pBAk_hYzxAY/S220/edy.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-5720006647883121445</id><published>2009-10-25T14:02:00.001-07:00</published><updated>2009-11-29T06:50:50.233-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='peças de teatro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Texto teatral'/><title type='text'>"Dois perdidos numa noite suja ou O riso da desgraça alheia"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Final de semana passado, eu e a Daia matamos uma adorável aula de latim para assistirmos à peça "Dois Perdidos Numa noite suja". Já havia lido o texto antes. A montagem sem erros do texto clássico de Plínio Marcos foi fruto da parceria de dois grupos: A Cia. Rústico e a La Trama. Em cena, dois ótimos e experientes atores, o Cristóvão Petry (Tonho) e Samuel Kuhn (Paco). A Daia preferiu a interpretação de Kuhn. Eu também, mas isso é uma coisa difícil de medir, pois o personagem de Kuhn, Paco, é o mais enérgico e ativo e nele se concentram mais as ações. Tonho é o que vai guardando, guardando as mágoas, até que no final explode. Talvez por isso a impressão de que Petry tenha uma atuação discreta. A verdade é que ambos mandaram muito bem e nós adoramos a peça. A história da peça é o que eu costumo chamar de soco no estômago: à sua frente, o ser humano, debatendo-se em sua angústia, agarrando-se em fiapos de sonhos futuros bem frágeis.&lt;br /&gt;Ambos são carregadores de peso no Mercado Público. Miseráveis, dividem um quarto numa espelunca. Esse é o único cenário da peça. Ficamos sabendo dos outros eventos através das conversas dos dois, todas elas são à noite alta, quando os dois voltam da lida diária. Em cena o homem e seu desespero.&lt;br /&gt;A esses atos de desespero, a platéia reage muitas vezes com risos. Como se fosse engraçada a desgraça de Paco e de Tonho. Um, querendo incomodar o outro, solta tiradas irônicas para o outro: a platéia cai na risada. Se ela se colocasse no lugar do personagem, sentiria - ao invés de graça - muita dor. Desespero, solidão, angústia. Nunca compreendemos isso no coração dos outros. Só quem sente sabe.&lt;br /&gt;O desespero dos dois personagens se concentra no sapato de Paco, que por isso ganha muita simbologia na peça. Paco desde que mostra seu "pisante novo" a Tonho, passa a dedicar cuidados extremos e obssessivos ao sapato. Empolga-se ao falar dele (único objeto de valor que ele possuía), a ponto de "idolatrar" o próprio sapato. Além disso, provoca Tonho, insistindo incessantemente que o companheiro de quarto tem inveja de seu calçado, já que o de Tonho é todo feio e furado. Ao mesmo tempo, Tonho insiste (também o faz incessantemente) para que Paco empreste o seu sapato a ele, nem que seja por um dia, pois acredita que basta um bom sapato para tornar-se apresentável por aí, e assim conseguir um emprego melhor (funcionário público é o seu sonho). O absurdo da situação se concentra na insistência dos dois: ambos falam muito do sapato. Tonho insiste no pedido de empréstimo. Paco insiste nos gracejos, afinal, ter o sapato e não emprestá-lo a Tonho significa impedí-lo de crescer. A sorte de Tonho significaria a tragédia de Paco, pois este ficaria para trás, totalmente só. Daí a explicação para a constante raiva de Paco e seu desejo de que Tonho só tenha infortúnios. Ele pode afundar, mas que seja agarrado a outro, a Tonho. No fundo, Paco tem medo.&lt;br /&gt;Paco mostra em sua fala que se entregou à realidade: apesar de dizer que toca flauta muito bem, e que se conseguisse uma poderia se dar muito bem na vida como músico, ele ao mesmo tempo, faz pouco para mudar tudo isso: concentra todo os seus esforços em diminuir Tonho. Não quer perdê-lo. Não quer ser perdedor. Paco se entrega: quer ser criminoso. Perigoso. Temido pela crueldade. Enquanto isso, Tonho resiste o mais que pode à toda forma de pressão do mundo. Abaixa a cabeça para humilhações, vai seguindo. Vai guardando. A angústia nada mais é do que esse doloroso guardar.&lt;br /&gt;Ao final da peça, os dois numa tentativa de ganhar dinheiro, cometem um assalto. O desfecho estava escrito nas ações dos dois. Paco continua a se mostrar elétrico, com sua opressão chata, com a intenção de fazer o outro sofrer para sempre ali. E Tonho louco para sumir daquele lugar, daquela vida. Mas não consegue. Numa cena final eletrizante (a peça é toda de dialógos rápidos que te fixam na poltrona) vemos que Paco consegue seu objetivo: Tonho se rende àquilo. Mas Paco não vence. Ficam as duas tragédias. Não há espaço para vitórias. O destino dos personagens se reconfigura. A peça termina e a tragédia continua. Continua dentro dos espectadores/leitores. Diante deles, estavam eles próprios: o homem. O ser humano e suas baixezas. Não é comédia, não. A desgraça alheia é a nossa desgraça.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-5720006647883121445?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/5720006647883121445/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/10/dois-perdidos-numa-noite-suja-ou-o-riso_25.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/5720006647883121445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/5720006647883121445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/10/dois-perdidos-numa-noite-suja-ou-o-riso_25.html' title='&quot;Dois perdidos numa noite suja ou O riso da desgraça alheia&quot;'/><author><name>Eduardo Silveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TRgMS_M2VyI/AAAAAAAAALU/pBAk_hYzxAY/S220/edy.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-3871622460023370229</id><published>2009-10-20T07:57:00.000-07:00</published><updated>2009-11-29T06:50:06.606-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='indicações'/><title type='text'>"Em defesa do romance"</title><content type='html'>Pra quem gosta das ideias desse ótimo escritor peruano, tem um texto dele (parece bem interessante, ainda não terminei) na &lt;a href="http://www.revistapiaui.com.br/edicao_37/artigo_1159/Em_defesa_do_romance.aspx"&gt;revista Piauí&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;té!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-3871622460023370229?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/3871622460023370229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/10/mario-vargas-llosa.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/3871622460023370229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/3871622460023370229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/10/mario-vargas-llosa.html' title='&quot;Em defesa do romance&quot;'/><author><name>Eduardo Silveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TRgMS_M2VyI/AAAAAAAAALU/pBAk_hYzxAY/S220/edy.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-2020126874902913811</id><published>2009-10-17T09:38:00.000-07:00</published><updated>2009-11-29T06:53:21.632-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia brasileira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='modernismo'/><title type='text'>O irreverente Oswald</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Vivo contando a minha paixão por Oswald de Andrade. Sei que ele não é o melhor poeta brasileiro (Drummond foi bem maior), mas é o meu preferido. Seu estilo pioneiro, ágil e irreverente sempre me encantou. Hoje posto uma entrevista de Oswald em 1954, seu último ano de vida (morreu em outubro). Essa entrevista tem aquela estrutura gostosa dos tempos antigos, em que o entrevistador descreve bem o clima da palestra, da situação e do humor do entrevistado. Aliás, Oswald (que trabalhou como jornalista no início de sua carreira) foi um desses grandes entrevistadores (tem uma com o Monteiro Lobato que é muito legal). Pois hoje as entrevistas são mais secas. Um breve resumo da vida do entrevistado (que se copia de algum lugar e cola na matéria) e pronto, já vêm as perguntas e respostas.&lt;br /&gt;Ressalte-se também a experiência de Flávio Porto, o jornalista que colheu os depoimentos do velho Oswald. Sabendo do estilo piadista de Oswald, elaborou perguntas polêmicas, que davam margem ao saboroso bom-humor e mau-humor do poeta.&lt;br /&gt;Bem, essa entrevista tem muitas referências a episódios antigos, entre as décadas de 20 e 50, como a semana de arte ou o governo de Getúlio, assim é difícil ter todas as referências para sacar as respostas-piadas (ele, o autor de ótimos poemas-piadas). Só acrescento que, quanto à duas críticas ao escritor José Lins do Rego, isso é por conta de uma troca de farpas que ocorreu entre eles através de jornais. Particularmente, discordo de Oswald quando se refere a Lins do Rego e Érico Veríssimo como 2 péssimos escritores. Pelo contrário, estão entre os melhores. Além disso, Oswald nunca foi um grande romancista e perde para os dois. Oswald foi grande (gigante!) em seus romances experimentais, o Serafim Ponte Grande e Memórias Sentimentais de João Miramar, enquanto nos outros romances, caiu num estilo bem fraquinho. Mas como o melhor de Oswald é a poesia (ali mora sua genialidade e pioneirismo), não me demorarei nas críticas de seus romances. Ah! E o José Lins do Rego escrevia muito sobre futebol na imprensa, e a raiva de Oswald se deve a algumas ideias de Rego de que ele discordava. Ah, só mais uma nota! O senador Chatobrioso, ao qual Oswald se refere na última respostada, nada mais é do que um jogo(Chateaubriand + brio) com Chatô, grande personalidade brasileira, que o deu um baile no castelo de Coberville, Paris, visando apresentar ao velho mundo a verdadeira cara do Brasil: povo de misturas e belezas (tais informações eu tiro de Chatô - O rei do Brasil, de Fernando Morais).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, chega de enrolação, vamos para a entrevista:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Entrevista de Oswald de Andrade a Flávio Porto, em 1954&lt;br /&gt;Matéria publicada na revista eletrônica Tanto (www.tanto.com.br),&lt;br /&gt;reproduzida sob autorização de seu editor, Luiz Edmundo Alves.&lt;br /&gt;Matéria publicada em 01/06/2000 - Edição Número 10&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi difícil achar Oswald de Andrade; pelo telefone mesmo, disse-lhe do motivo pelo qual pretendia avistá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trazia uma recomendação de Paulo Mendes Campos e gostaria de fazer uma entrevista. Ponderei-lhe que não tomaria muito de seu tempo. Já tinha as perguntas formuladas e, além do mais, (isso não lhe disse) ia com as idéias imbuídas num tópico do jornal Última Hora, publicado com certo destaque semanas antes de minha visita a São Paulo, onde li: "Deu cupim na cabeça do velhinho".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O velhinho era Oswald de Andrade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei no apartamento de Oswald (agora já o chamo assim), e encontrei-o bonachão em meio a alguns papéis escritos, esparramado numa poltrona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sente-se e não me dê recomendação alguma; os jovens não precisam de recomendação para falar comigo, disse-me ele, deixando-me logo à vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversamos longamente sobre coisas boas e ruins, e logo percebi que havia dado cupim era na cabeça de quem havia redigido a nota de Última Hora, pois o "irreverente" Oswald de Andrade era aquele mesmo homem inteligente e espirituoso de quem tantas vezes ouvi falar na casa – saudosa casa – de Álvaro Moreyra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falou-me da desesperança literária que o assaltou um dia. "Durante algum tempo no Brasil", contava-me, "a ausência de valores tornou-se de uma maneira tal, que quase suicidei-me literariamente. Mais tarde melhorou", prosseguiu, "surgiram elementos realmente de valor, apareceu poesia de Vinícius de Moraes, surgiu Paulo Mendes de Campo, Sérgio Milliet continuava a ser o maior informante do Brasil, produto de seus esforços como estudioso de tudo e de todos, e também fez versos muito bons por sinal. Havia ainda Cassiano Ricardo, Rachel de Queiroz e tantos outros que me ressuscitaram para a literatura, pois continuavam a produzir coisas boas, disse ele, desta vez já afastado de seu trabalho e com todas as atenções para o que me dizia. Não me refiz totalmente, porque o número de "picaretas" na imprensa e na literatura era tão grande, que seu analfabetismo fazia-me esquecer esses que, ainda, achava bons.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grande número de mulheres invadiu a literatura nacional, na sua maioria 'semi-analfabetas' fazendo movimento estéril.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois sim, melhorou e muito. Até mesmo nos menores setores, surgiram e continuam surgindo valores positivos." E aí desandou a citar nomes. Falou demoradamente e com grande entusiasmo de Millor Fernandes, o Vão Gogo, dizendo da sua capacidade de criar coisas novas, e todas boas. Comentou "Uma mulher em três atos", peça teatral de autoria de Millor, onde diz ter encontrado finalmente quem não escrevesse "bobagens". Demorou-se também falando sobre Tiago de Mello, em quem vê um bom poeta, que, apesar da bagagem literária que já possui, tem ainda capacidade de escrever muito mais, com tendências a melhorar. Falou sobre Geir Campos – "um grande estudioso", e deteve-se para dizer da grande importância de Paulo Mendes de Campos. "Paulinho faz tudo direito. Crônica, verso, ensaio, tradução e, se derem cinema para ele, garanto que vai fazer melhor que muito italiano idiota que anda por aí".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quanto a vocês", dizia isso referindo-se a mim, "vocês todos que iniciaram há pouco tempo a escrever, têm uma responsabilidade muito grande. No meu tempo, eu escrevia para um país de analfabetos, mas hoje todo mundo lê, todos se interessam pelo que se escreve por aí, em suma, o público está muito mais esclarecido, e há um número muito maior de pessoas escrevendo bem. Acredito que muitos vençam, muitos dessa novíssima geração."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E citou Darwin Brandão e Carlos de Oliveira como repórteres. Maria Karam como pintora e Millor Fernandes (qualquer setor).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às seis horas da tarde – tinha um compromisso para jantar em Santos – entreguei-lhe as perguntas, que foram respondidas prontamente, e surgiu o clássico cafezinho acompanhado de uma verdadeira bateria de remédios que, por mais amargos que fossem, deviam saber-lhe doces, dado o carinho de quem os trouxera, esse monstro de simpatia que é a Sra. Oswald de Andrade. Um a um, ele foi tomando-os e comentou com um sorriso: "Tem gente à beça torcendo para que eu morra, mas os médicos estão de safadeza com eles. Cada dia eles inventam um negócio novo e, hoje em dia, eu estou quase perfeito".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Sra. Andrade retirou-se sorrindo, e afirmando: "Esteja tranquilo Oswald, você não morrerá nunca".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que, indubitavelmente, tem razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrevista de Oswald de Andrade a Flávio Porto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Quais os livros essenciais à humanidade?&lt;br /&gt;Não são, nem a Bíblia, nem o Alcorão, nem Margarida La Rocque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Onde gostaria de morar?&lt;br /&gt;Em Paris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– São Paulo é uma grande coisa?&lt;br /&gt;Mezzo a mezzo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O que você acha de sua poesia? seus romances? suas idéias?&lt;br /&gt;Não posso dizer, porque você não publica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Acha "O Cangaceiro" um bom filme?&lt;br /&gt;É, sem dúvida. Quanto a Lima Barreto, há um engano. Não se trata de nenhum superego e sim, de uma super-égua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O que acha do Museu de Arte Moderna do Rio e de São Paulo?&lt;br /&gt;Prefiro o do Rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O que o mundo deve fazer entre os EUA e a Rússia?&lt;br /&gt;Ficar com os dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Conheceu Stephen Spender? Que achou?&lt;br /&gt;Muito crescido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– De quem foi a idéia da semana de arte moderna?&lt;br /&gt;Do grande Di Cavalcanti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Você procurou fazer as pazes com Mário de Andrade?&lt;br /&gt;Não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Qual o maior sociólogo brasileiro?&lt;br /&gt;Eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Quais os melhores e piores romancistas brasileiros?&lt;br /&gt;Os piores são: o búfalo do Nordeste, José Lins do Rego, e o bem-te-vi do Sul, Érico Veríssimo. Mas, pior poeta há um só – Augusto Frederico Schmidt.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Você se acha um homem justo?&lt;br /&gt;Perfeitamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Quais são os mais requintados imbecis do Brasil?&lt;br /&gt;Pedro Calmon, Pedro Bloch e Nélson Rodrigues.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Você acha que a Bienal vai ser um sucesso?&lt;br /&gt;Não. O Sr. Cicillo Matarazzo já começou a fazer compadrismo, aquele incansável compadrismo que já fez do plagiário Di Preti um pintor conhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Que acha do Plínio Salgado?&lt;br /&gt;Uma vaca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Getúlio é homem inteligente?&lt;br /&gt;É.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Qual o maior defeito da política brasileira?&lt;br /&gt;Existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Por que o Brasil perde os campeonatos de futebol?&lt;br /&gt;Por causa do José Lins do Rego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Que escritores jovens você deportaria do Brasil?&lt;br /&gt;Mandava o poeta Loanda voltar para Loanda. Ledo Ivo ia para a Oceania, de onde veio. O José Conde ficava porque não é jovem nem escritor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Que ministro você poria no Governo?&lt;br /&gt;Josué de Castro, Gilberto Freire e Cassiano Ricardo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– É capaz de definir a UDN em poucas palavras?&lt;br /&gt;Não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Quais mulheres você acha que escrevem bem no Brasil?&lt;br /&gt;Clarice Lispector, Rachel de Queiroz, Lúcia M. e Adalgisa Nery.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Qual seria sua atitude se Getúlio desse um golpe?&lt;br /&gt;Aderia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Acha que o samba melhorou?&lt;br /&gt;Piorou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Alguma coisa melhorou no Brasil depois de 1930?&lt;br /&gt;O salário e o custo de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Que acha dos auxiliares de Getúlio?&lt;br /&gt;Quais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O baile de Coberville é um sinal de decomposição de nossas elites?&lt;br /&gt;Não. Foi uma das raras coisas boas que fez o senador Chatobrioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;******&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOTAS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na foto acima, Oswald está com filhos e com Maria Antonieta, sua última esposa, a quem Oswald dedicou um dos mais belos poemas que já li nessa vida: "Cântico dos Cânticos para flauta e violão". Imperdível!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FONTE:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O link é:&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://kplus.cosmo.com.br/materia.asp?co=55&amp;amp;rv=Literatura"&gt;http://kplus.cosmo.com.br/materia.asp?co=55&amp;amp;rv=Literatura&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Acesso em 17/02/09, às 21:18.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-2020126874902913811?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/2020126874902913811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/10/o-irreverente-oswald.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/2020126874902913811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/2020126874902913811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/10/o-irreverente-oswald.html' title='O irreverente Oswald'/><author><name>Eduardo Silveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TRgMS_M2VyI/AAAAAAAAALU/pBAk_hYzxAY/S220/edy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-2553616342019855904</id><published>2009-10-02T13:45:00.000-07:00</published><updated>2009-11-29T06:51:53.008-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='peças de teatro'/><title type='text'>mais novidades teatreiras</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Outra peça que estreiará em breve será "Marco", baseada no "Livro de Marco", do escritor goiano Flávio Carneiro.&lt;br /&gt;A estréia da peça, que é da Cia Rústico Teatral será no dia 16 de Novembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma fato muito legal é que a cia. criou um blog para publicar a evolução da montagem da peça. Com informações e comentários dos envolvidos na elaboração da peça. Há fotos, comentários e vídeos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos interessados, eis aí o link do blog &lt;a href="http://marco-umacenapoetica.blogspot.com/"&gt;Marco - Uma Cena Poética &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-2553616342019855904?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/2553616342019855904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/10/mais-novidades-teatreiras.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/2553616342019855904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/2553616342019855904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/10/mais-novidades-teatreiras.html' title='mais novidades teatreiras'/><author><name>Eduardo Silveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TRgMS_M2VyI/AAAAAAAAALU/pBAk_hYzxAY/S220/edy.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-1994704985635789992</id><published>2009-10-01T13:56:00.000-07:00</published><updated>2009-11-29T06:53:58.648-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='peças de teatro'/><title type='text'>Novidade na área</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Leio no ANotícia uma boa nova para o povo que gosta de teatro: a peça "Dois Perdidos numa noite suja", de Plínio Marcos, um texto muito conhecido do teatro brasileiro ganhará uma montagem joinvillense. A montagem é fruto de uma parceria inédita entre duas companhias de teatro joinvilense: Cia. Rústico e La Trama.&lt;br /&gt;A peça, aprovada pelo Mecenato 2008, estreiará dia 16 desse mês na AJOTE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;=D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: mais informações (o cartaz de divulgação) aqui no &lt;a href="http://cristovaopetry.blogspot.com/2009/10/estreia-em-joinville.html"&gt;blog do Cristovão Petry.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-1994704985635789992?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/1994704985635789992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/10/novidade-na-area.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/1994704985635789992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/1994704985635789992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/10/novidade-na-area.html' title='Novidade na área'/><author><name>Eduardo Silveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TRgMS_M2VyI/AAAAAAAAALU/pBAk_hYzxAY/S220/edy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-1133132568411044853</id><published>2009-09-28T13:50:00.001-07:00</published><updated>2009-11-29T06:52:40.991-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tradução'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia estrangeira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ilustração'/><title type='text'>Um livro de três poetas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/SruUW3o5TQI/AAAAAAAAADU/ZcukhybDjAQ/s1600-h/caracolatila.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385060900065070338" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 236px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/SruUW3o5TQI/AAAAAAAAADU/ZcukhybDjAQ/s320/caracolatila.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tem livro que dá vergonha de resenhar. Começamos a falar dele com receio, sentindo a impressão de que não conseguiremos traduzir num texto breve e limitado, toda a grandeza da obra. É com esse sentimento que escrevo sobre "Os encontros de um caracol aventureiro e outros poemas de Federico García Lorca". Que livro maravilhoso!&lt;br /&gt;O livro é composto por sete poemas. 5 pequenos e 2 maiores. A edição é muito boaº - grande parte do mérito se deve às ilustrações de Odilon Moraes que permeiam todo o livro. Outra boa escolha foi a de colocar os poemas no original espanhol, ao fim do livro, para suscitar a curiosidade dos leitores.&lt;br /&gt;A tradução é do poeta José Paulo Paes¹, um dos mais sensíveis e inteligentes poetas brasileiros - escreveu poesia adulta e adultantil.&lt;br /&gt;Quanto aos poemas, são muito lindos. O mais longo, presente no título do livro, é - sem dúvida - o mais belo texto do livro. A história de um caracol, habitante da vereda, que decide, numa manhã quieta, adentrar no mato para chegar ao final da senda. Pode-se dizer que o poema trata-se de uma narrativa (cheia de poesia). E a cada encontro do caracol com outros bichos, surgem mais um (dois, três...quatro...) poema(s), como se existissem vários poemas dentro de um só poema.&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;Sinto que não estou sendo claro. Por isso, boto aqui um trecho do poema, em que o caracol encontra um bando de formigas arrastando, sem piedade, uma companheira ferida. Então o caracol questiona o porquê daquilo. Eis a resposta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A formiga, meio morta,&lt;br /&gt;diz com muita tristeza:&lt;br /&gt;"Eu avistei as estrelas"&lt;br /&gt;"Mas que são estrelas?", diziam&lt;br /&gt;as formiguinhas inquietas.&lt;br /&gt;E o caracol pergunta&lt;br /&gt;pensativo: "estrela?"&lt;br /&gt;"Sim - continua a formiga -,&lt;br /&gt;avistei as estrelas,&lt;br /&gt;subi à mais alta árvore&lt;br /&gt;que existe na alameda&lt;br /&gt;e vi milhares de olhos&lt;br /&gt;dentro das minhas trevas"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, esse trecho se estende, e a vontade de botar ele na íntegra é imensa. Mas só esse pedaço serve para ilustrar o que eu queria dizer: nos diálogos dessa narrativa, desse grande poema, vão surgindo outros poemas, resultando num texto maravilhoso.&lt;br /&gt;Todo encontro do caracol lhe traz novas ideias e ele vai refletindo sobre sua busca (o fim... as estrelas... uma busca pelo eterno, pelo infinito... e ele começa a achar tudo tão longe... e ele se acha tão lerdo...). Desanimado, sob um sol fraco e uma neblina fina que deixam o céu brumoso, o caracol - "burguês pacífico da senda, aturdido e inquieto, contempla a paisagem". Assim termina o poema. Nas reflexões do caracol, estão presentes sentimentos dolorosos como o tédio e a angústia. Trazer isso para as crianças, de uma forma tão bela, é uma proeza de Lorca.&lt;br /&gt;O outro grande (tanto em tamanho, quanto em qualidade) poema do livro é muito diverso desse último. Chama-se "Cena do tenente-coronel da guarda civil". Aqui, Lorca escreve de fato uma cena, aos moldes de um texto teatral (destaque para as marcações de cena recheadas de poesia). Na cena, o tenente-coronel aparecendo exercendo seu poder hierárquico sobre o sargento. O tenente-coronel é presunçoso e irritadiço. O sargento apenas assente a tudo o que o tenente-coronel diz.&lt;br /&gt;Essa cena traz nitidamente uma crítica ao regime fascista que, comandado por Franco, assolou a Espanha, a terra de Lorca. Em dado momento, entra em cena um cigano (povo pelo qual Lorca era apaixonado) a cantar. O tenente-coronel, irritado, exije ao sargento a presença do cantor. No encontro, dois mundos opostos: o cigano alegre e despreocupado e o militar nervoso e ridículo. Às perguntas ríspidas dirigidas pelo militar, o cigano responde cheio, tranquilo, com muita poesia. Com as respostas simples e poéticas do cigano, a raiva do militar aumenta cada vez mais, até que o velho cai duro no chão. Aqui, o cigano representa a poesia e o militar, o poder ditatorial. Uma metáfora para dizer que a poesia vence toda a maldade, a covardia e a ignorância, pois é eterna. O cigano não deixa de cantar nem mesmo quando apanha dos outros soldados. Porque é um poeta como Lorca, que nunca deixou de cantar. E foi morto por isso (Lorca foi fuzilado em 1936 por&lt;em&gt; para-militares fascistas&lt;/em&gt; - não exatamente a mando de Franco).&lt;br /&gt;Sobre as ilustrações, Odilon Moraes faz um trabalho excepcional. No primeiro poema - o do caramujo - a ilustração é uma graça, com cenas belíssímas da natureza, onde predominam o verde e o roxo. No poema "Cena do tenente-general da guarda civil", o militar é desenhado com toda a sua "altura" (mas é magro, feio e velho) e com todas as estrelas e cruzes de que se gaba. Já o cigano é vivo, com seu brinco, seu violão e sua rosa. Com seu sorriso sempre aberto, o cigano é a própria rosa.&lt;br /&gt;Outra beleza de ilustração estão nos poemas "Meia lua" e "Búzios":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MEIA LUA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anda a lua pela água&lt;br /&gt;Como o céu está tranquilo!&lt;br /&gt;Vai ceifando lentamente&lt;br /&gt;o velho tremor do rio&lt;br /&gt;enquanto um ramo inda jovem&lt;br /&gt;a toma por espelhinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BÚZIOS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(a Natalita Jiménez)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me trouxeram um búzio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro dele canta&lt;br /&gt;um mar de mapa.&lt;br /&gt;Meu coração se enche de água&lt;br /&gt;com peixinhos&lt;br /&gt;de sombra e prata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me trouxeram um búzio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como são poemas curtos, eles estão lado a lado, um na página esquerda e outro na direita. E Moraes, fazendo poesia, faz apenas uma ilustração onde o mar e o rio estão juntos. Onde o reflexo da lua, a sombra do ramo e os peixes de sombra e prata dividem a mesma água.² A mesma ideia - uma ilustração única para dois poemas - também acompanha os poemas "Canção boba" (que de boba não tem nada, ao falar dos desejos de um filho ofuscado pelo senso de proteção de uma mãe) e "É verdade".&lt;br /&gt;Vergonha de resenhar eu até perco. Mas ainda assim é difícil. Há muito do que falar: do poeta que escreveu, do poeta que traduziu e do poeta que ilustrou.³ Posso dizer que é um livro sensível para onde quer que se olhe. Um encontro com a poesia. Uma aventura: enveredar pelas palavras. Recomendo a leitura a todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;º LORCA, Federico García. &lt;strong&gt;As aventuras de um caracol aventureiro e outros poemas.&lt;/strong&gt; (Trad. de José Paulo Paes). São Paulo: Ed. Ática, 2002.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¹ Paes se mostra cuidadoso logo no prefácio. Ao falar do mais conhecido livro de Lorca - Romancero Gitano - ele traduz o título para Romanceiro cigano. (Manter a palavra gitano, exigiria uma explicação - não curta - sobre esse povo originário da Andaluzia. E num livro de poemas infantis, o prefácio deve ser um convite, não muito longo. Afinal, o que importa são os poemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;² Reparem como Moraes foi sagaz, afinal esses dois poemas tem imagens que casam muito bem: numa, peixes de &lt;em&gt;sombra e prata&lt;/em&gt; e, na outra, a &lt;em&gt;sombra&lt;/em&gt; do ramo e lua (que tem cor de... &lt;em&gt;prata&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;³ Aqui cabe a observação de que, obviamente, cada um é poeta ao seu modo, e o meu comentário é figurado. Lorca é o criador original dos textos. Paes traduziu (e traduzir é também um ato criativo) e Odilon fez poesia, mas com cores, ao ilustrar os textos de Lorca. &lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais sobre Lorca? &lt;a href="http://www.revista.agulha.nom.br/ag55lorca.htm"&gt;Clique aqui&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-1133132568411044853?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/1133132568411044853/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/09/um-livro-de-tres-poetas.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/1133132568411044853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/1133132568411044853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/09/um-livro-de-tres-poetas.html' title='Um livro de três poetas'/><author><name>Eduardo Silveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TRgMS_M2VyI/AAAAAAAAALU/pBAk_hYzxAY/S220/edy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/SruUW3o5TQI/AAAAAAAAADU/ZcukhybDjAQ/s72-c/caracolatila.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-8366143419084108503</id><published>2009-09-25T09:11:00.000-07:00</published><updated>2010-10-03T08:53:43.163-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura Infantojuvenil'/><title type='text'>Histórias são luz ante os olhos do leitor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_D6NC0UmRe-s/Srzv_COkb_I/AAAAAAAAADc/TJA1T1WbgcI/s1600-h/673310g.gif"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385443120637046770" src="http://3.bp.blogspot.com/_D6NC0UmRe-s/Srzv_COkb_I/AAAAAAAAADc/TJA1T1WbgcI/s320/673310g.gif" style="cursor: hand; float: left; height: 193px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 193px;" /&gt;&lt;/a&gt;“A história de Despereaux”, de Kate DiCamillo, é a história de um jovem camundongo, bem diferente dos padrões de sua espécie, que não se identifica com a rotina dos camundongos e prefere ler romances de cavalaria na biblioteca real do castelo onde vive. Um dia, Despereaux visita os aposentos da princesa (humana) Ervilha, que estava ao lado de seu pai - o rei - ouvindo-o tocar uma música ao som do violão. A partir de então, Despereaux apaixona-se por música e pela princesa, e enfrenta todos os desafios para protegê-la. Mas como castigo pela ousadia de ter contato com humanos, o conselho dos camundongos decide mandá-lo para o mundo dos ratos – o calabouço. Esta, também é a história de um rato chamado Roscuro, que vive na escuridão do calabouço, mas que deseja um mundo cheio de luz e quando sobe ao castelo em busca de luz, cai acidentalmente no prato de sopa da rainha, esta tem um ataque do coração e morre, levando o rei a proibir sopas e a banir os ratos e camundongos do reino. E é a história de uma criada chamada Migalha Sementeira, uma triste menina com orelhas em forma de couve-flor que deseja muito ser princesa algum dia e que sonha ocupar o lugar de Ervilha e, para tanto, contará com a ajuda de Roscuro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esses personagens embarcam numa viagem que os leva a um horrível calabouço e a um castelo e, finalmente, para dentro da vida uns dos outros. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É uma história que pode ser considerada como um moderno conto de fadas, tecida num labirinto de muitas outras histórias de aventura, coragem, amor, vingança, perdão e de esperança na vida dos personagens que se encontrarão nos espaços iluminados do castelo e nas profundezas sombrias do calabouço. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O mergulho dos personagens entre a luz e a escuridão nos mostra o percurso interno de aprendizagem de cada um deles. O castelo, o ambiente principal da história, é dividido entre as luzes dos grandiosos salões, a penumbra da cozinha e a escuridão do calabouço. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O livro traz belas ilustrações em preto-e-branco de Timothy Basil Ering, onde evoca os principais encontros entre os personagens da história. Percebe-se claramente que seus traços são empregados delicadamente com o grafite. Suas imagens intercalam-se ao texto e são margeadas pelo branco da página em que, abaixo, inscreve-se uma legenda.&lt;br /&gt;O livro é dividido em quatro capítulos que acompanham a história de cada um dos personagens principais: Despereaux, Roscuro, Migalha Sementeira e a Princesa Ervilha.&lt;br /&gt;A autora faz questão de deixar claro que está contando uma história. Fala ao leitor o tempo todo, discute idéias com ele, esclarece desde o significado de palavras que são supostamente mais difíceis até o significado das consequências de decisões éticas. Sabe que é um leitor que precisa ser instruído, mas que é capaz de aprender. Tal estratégia muito facilita a compreensão de idéias.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A autora conseguiu construir uma história com muita pureza e uma profundidade singela e delicada. Além da delicadeza do estilo, DiCamillo conseguiu revelar com muita clareza as ambivalências dos sentimentos, os “mapas dos corações” de cada personagem. Dessa forma, as ações do vilão (Roscuro) podem ser perdoadas, ou ao menos, compreendidas, pois a autora mostra que sua motivação é inocente, ainda que suas ações sejam condenáveis. Esta história fala do respeito às diferenças e procura não estigmatizar heróis e vilões, nos mostrando que esses papéis não são definitivos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A história de Despereaux é trabalhada entre dois níveis. No primeiro, a ação do camundongo (herói), como modelo positivo, ele reúne além das orelhas enormes, as qualidades (franqueza, bondade, um coração sem tamanho e coragem maior do que sua altura) que contrasta com a ação de seus antagonistas, Roscuro (um rato que sendo incapaz de alcançar a luz do mundo luminoso acima do calabouço onde vive, tenta escurecer a vida das outras criaturas) e Mig (a criada que deseja, a qualquer preço, ser princesa). Esses dois personagens são modelos negativos para as crianças, aquilo que, espera-se, elas não devem se tornar, mas isso não impede DiCamillo de tratá-los com compaixão e apresentar-lhes as motivações e traumas que os impulsionaram a praticarem o mal. No outro nível está a bem-humorada narração de Kate DiCamillo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É interessante observar a simetria que ocorre entre Despereaux e Roscuro, pois tanto a descida do camundongo ao calabouço, quanto a ascensão do rato aos salões iluminados do castelo acabam por aproximá-los e os antagonismos entre eles são desfeitos.&lt;br /&gt;Esse não é um final óbvio em um livro infanto-juvenil, até mesmo porque não se trata de um livro óbvio. O final não é do tipo “para sempre”, mas sim uma situação de retorno a um equilíbrio que não é garantido. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A história de Despereaux é daquelas obras que estão repletas de mensagens importantes sobre a necessidade de nos assumirmos como somos, e também vemos desenhar-se alguns temas bem adultos, como por exemplo, o abandono dos pais e a capacidade de perdoar.&lt;br /&gt;Vale ressaltar que Despereaux se salva da morte no calabouço por ter uma história para contar. E como lhe diz Gregório, o carcereiro do calabouço: “Histórias são luz. A luz é preciosa num mundo tão escuro. Comece do começo, conte uma história para Gregório. Faça alguma luz.” E agora eu pergunto: por que será que gostamos tanto de histórias?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;DICAMILLO, Kate. &lt;strong&gt;A história de Despereaux&lt;/strong&gt;. São Paulo: Martins Fontes, 2005.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-8366143419084108503?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/8366143419084108503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/09/historias-sao-luz-ante-os-olhos-do.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/8366143419084108503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/8366143419084108503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/09/historias-sao-luz-ante-os-olhos-do.html' title='Histórias são luz ante os olhos do leitor'/><author><name>Daiane da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06709615742337113404</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://3.bp.blogspot.com/_D6NC0UmRe-s/SoVuBe9SvVI/AAAAAAAAACI/xiTnva6a2ho/S220/untitled.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_D6NC0UmRe-s/Srzv_COkb_I/AAAAAAAAADc/TJA1T1WbgcI/s72-c/673310g.gif' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-3543289427658746839</id><published>2009-09-21T08:34:00.000-07:00</published><updated>2010-10-03T08:54:58.886-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura Infantojuvenil'/><title type='text'>A casa da madrinha</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/Srj1AwueA8I/AAAAAAAAADM/GW7WG-ER9Js/s1600-h/casa+da+madrinha.bmp"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5384322747950040002" src="http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/Srj1AwueA8I/AAAAAAAAADM/GW7WG-ER9Js/s320/casa+da+madrinha.bmp" style="cursor: hand; display: block; height: 320px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 230px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Escrito por Lygia Bojunga, "A casa da madrinha" conta a história de Alexandre, menino pobre, morador da favela carioca, que parte numa viagem em busca da casa de sua madrinha. A realidade do menino é opressora: a família o pressiona a deixar a escola (um dos poucos espaços em que o menino alimentava sua imaginação) para vender guloseimas na praia e assim ajudar com o orçamento familiar, que cada vez mais se aperta. O maior amigo do menino é Augusto, o irmão mais velho, que o apóia e faz de tudo para manter o menino na escola. Mas chega a hora em que não dá mais para protelar isso, e Alexandre deixa a escola. Então, numa conversa, Augusto conta para o irmão da existência de uma madrinha que o menino não conhecia. Essa madrinha tinha uma casa maravilhosa, onde se realizam todos os desejos. Uma casa com conforto, num lugar bonito e alegre, onde há tempo de sobra para brincar e ser feliz. Não se trata de uma simples casa, e sim de um convite à fantasia; à fantasia que a realidade dura tenta ofuscar.&lt;br /&gt;Quando o irmão Augusto troca de cidade por conta do trabalho, Alexandre se sente sozinho, já que seu ambiente familiar é de pouco diálogo. Assim, decide partir em busca de seu sonho. Joga tudo para o alto e parte.&lt;br /&gt;E parte sozinho. E sem medo. No caminho, seu destino se cruza com o Pavão, bicho curioso, que tem uma história tão difícil como a do menino.&lt;br /&gt;Bojunga, com sua linguagem dinâmica, abre a história com Alexandre e Pavão já na estrada, fazendo shows para arrecadar comida e dinheiro. No show eles conhecem Vera, menina que vive em realidade bem diversa (área rural, com um ambiente familiar estável, economicamente). Para Vera -que mesmo diferente de Alexandre, compartilha dos mesmos sonhos e desejos que ele - o menino vai contando a sua história e a do Pavão. Alexandre é um menino de histórias. E Lygia Bojunga também: faz desfilar diante do leitor uma gama de personagens curiosos como a Gata da Capa, o Seu Joca do pandeiro entre outros.&lt;br /&gt;A autora usa o recurso fantástico em sua narrativa (há o Pavão e a Gata que falam, os meninos inventam coisas com o pensamento) e faz muito bem, pois é disso que se trata a busca de Alexandre: da busca da fantasia, do encontro consigo mesmo, do encontro com o menino sonhador e criativo que ele é. A viagem de Alexandre não se trata de uma fuga, de uma alienação. Buscar a casa da madrinha (que o irmão Augusto define como uma graça de lugar, uma casa mágica, onde os desejos se realizam) é buscar a fantasia. E a imaginação, a fantasia nada tem de alienação. Quem se aliena cai no nada, ou no escuro (em dado momento, Alexandre, Vera e o Pavão se defrontam com o escuro e eles o vencem). E quem fantasia vive outro mundo, recria a realidade.&lt;br /&gt;E ao recriar a realidade, eles amadurecem. Aprendem. Trata-se uma viagem em busca da fantasia que não deve nunca adormecer nas pessoas. Ao dizer isso, estou falando da viagem de Alexandre e seus amigos até a casa da madrinha, mas essas palavras servem também para outra viagem: a viagem fantástica que faz quem lê “A casa da madrinha”, de Lygia Bojunga.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-3543289427658746839?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/3543289427658746839/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/09/casa-da-madrinha.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/3543289427658746839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/3543289427658746839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/09/casa-da-madrinha.html' title='A casa da madrinha'/><author><name>Eduardo Silveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TRgMS_M2VyI/AAAAAAAAALU/pBAk_hYzxAY/S220/edy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/Srj1AwueA8I/AAAAAAAAADM/GW7WG-ER9Js/s72-c/casa+da+madrinha.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-904785306184653455</id><published>2009-09-19T05:32:00.001-07:00</published><updated>2010-06-05T06:32:25.028-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia brasileira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>"a poesia está na dor"</title><content type='html'>&lt;p align="left"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/SrJYPavZ7GI/AAAAAAAAADE/Qr7hTLcuccw/s1600-h/ana.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5382461526560599138" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 207px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/SrJYPavZ7GI/AAAAAAAAADE/Qr7hTLcuccw/s320/ana.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa moça aí da foto é Ana Cristina César.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana C. ficou conhecida por ser uma das principais poetisas da geração de "poetas marginais", na década de 70, junto com Chacal, Armando Freitas Filho, Chico Alvim e outros. Ana cometeu suicídio aos 32 anos.&lt;br /&gt;Estou lendo "a teus pés", um dos poucos livros deixados por ela. Começou a escrever muito cedo (diz-se que aos quatro anos já ditava para sua mãe escrever). Outro exemplo do talento precoce de Ana é o poema abaixo, "a terceira noite", escrito aos nove anos. Nove! E é de impressionar a genialidade da menina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¹A TERCEIRA NOITE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma terceira noite.&lt;br /&gt;O giroscópio girava girando.&lt;br /&gt;Minha gravata balouçava no ar.&lt;br /&gt;Meus guizos tocavam tocando.&lt;br /&gt;Meu coração batia batendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subi as escadas da noite.&lt;br /&gt;Desci as escadas do dia.&lt;br /&gt;Fui descendo para cima,&lt;br /&gt;E subindo para baixo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas num dado momento,&lt;br /&gt;Eis que sibila o vento&lt;br /&gt;As escadas se corrompem&lt;br /&gt;O quarto dia despenca&lt;br /&gt;E a nova noite aqui fica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em, "a teus pés", o estilo de Ana é veloz, pulsante e reflete seu modo de viver (ana viajou, estudou e leu muito). Nos poemas as ideias se sobrepõe, imagens se cruzam. Desses encontros, surgem novas ideias. Ninguém melhor para explicá-lo (e defendê-lo) do que a própria Ana:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;²ESTE LIVRO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu filho. Não é automatismo. Juro. É jazz do&lt;br /&gt;coração. É prosa que dá prêmio. Um tea for two&lt;br /&gt;total, tilintar de verdade que você seduz,&lt;br /&gt;charmeur volante, pela pista, a toda. Enfie a&lt;br /&gt;carapuça.&lt;br /&gt;E cante.&lt;br /&gt;Puro açúcar branco e blue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;****&lt;br /&gt;Sua poesia - pela velocidade, e também pelo uso contante de expressões em inglês - me lembrou muito Oswald de Andrade. Mas cabe dizer que as principais influências dela foram outras: S. Plath, K. Mansfield e Emily Dickinson, leituras que ela trouxe de suas viagens à Inglaterra, quando jovem.&lt;br /&gt;"a teus pés" é um livro que reúne o volume de poemas do título mais outras obras publicadas por ela como "Correspondência Completa" (prosa) e "Luvas de pelica" (poesia). Aliás, na obra de Ana C. é estranho separar sua prosa e poesia, diria até impossível. Não há essa diferença, como bem observou Caio Fernando de Abreu, o estilo de Ana é esse, de prosas poéticas e poesias proséticas. A maioria dos textos de "a teus pés" soam como confissões (a palavra não é bem essa). Quero dizer que, em seus textos, Ana C. é muito passional, entrega-se. É íntima, sem receio (logo, sua poesia tem muito de autobiográfica)&lt;br /&gt;São muitos os trechos que deixam bem claro o caráter intimista da poesia de Ana:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tarde da noite recoloco a casa toda em seu lugar&lt;br /&gt;Guardo os papéis todos que sobraram&lt;br /&gt;Confirmo para mim a solidez dos cadeados&lt;br /&gt;Nunca mais te disse uma palavra."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tantos poemas que perdi&lt;br /&gt;Tantos que ouvi, de graça,&lt;br /&gt;pelo telefone, taí&lt;br /&gt;eu fiz tudo pra você gostar&lt;br /&gt;fui mulher vulgar&lt;br /&gt;meia-bruxa, meia-fera&lt;br /&gt;risinho modernista&lt;br /&gt;arranhado na garganta"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sem você bem que sou lago, montanha&lt;br /&gt;Penso num homem chamado Herberto&lt;br /&gt;Me deito a fumar embaixo da janela.&lt;br /&gt;Respiro com vertigem. Rolo no colchão.&lt;br /&gt;E sem bravata, coração, aumento o preço"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veloz e ousada - mas, ao mesmo tempo, muito elegante - Ana Cristina criou um estilo único, fator que diferencia os bons poetas dos demais.&lt;br /&gt;Para terminar, mais um achado dessa poetisa apaixonante:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;²CARTILHA DA CURA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres e as crianças são as primeiras que&lt;br /&gt;desistem de afundar navios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;************&lt;br /&gt;Notas Inúteis:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¹Extraído de CÉSAR, Ana Cristina. &lt;strong&gt;Inéditos e Dispersos&lt;/strong&gt;. Org. de Armando Freitas Filho.&lt;br /&gt;²Extraídos de CÉSAR, Ana Cristina. &lt;strong&gt;a teus pés&lt;/strong&gt;. Ed. Brasiliense. 4ª edição, 1978. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-904785306184653455?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/904785306184653455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/09/poesia-esta-na-dor.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/904785306184653455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/904785306184653455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/09/poesia-esta-na-dor.html' title='&quot;a poesia está na dor&quot;'/><author><name>Eduardo Silveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TRgMS_M2VyI/AAAAAAAAALU/pBAk_hYzxAY/S220/edy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/SrJYPavZ7GI/AAAAAAAAADE/Qr7hTLcuccw/s72-c/ana.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-4595809965168962060</id><published>2009-09-17T12:15:00.000-07:00</published><updated>2009-11-29T08:11:04.362-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='peças de teatro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eventos'/><title type='text'>Agenda de Espetáculos do Mês de Setembro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;SESC Apresenta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dionisos Teatro em&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A CÉU ABERTO&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Data: 19 de setembro de 2009 – sábado&lt;br /&gt;Horário: 13h30&lt;br /&gt;Local: Mercado Municipal&lt;br /&gt;Aldeia Palco Giratório&lt;br /&gt;INGRESSOS GRATUITOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sinopse&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tortonho, Nó Cego, Buchuda e Maneta despertam para mais um dia, sobrevivendo a céu aberto. São quatro personagens que, com a graça do clown, experimentam o medo, a solidão e as intempéries de se viver na mendicância. Utilizam suas histórias de vida e outras artimanhas para convencer as pessoas a lhes dar esmolas. Mas um acontecimento transformará os seus caminhos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indicação: A partir de 7 anos&lt;br /&gt;Duração: 45 minutos&lt;br /&gt;________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SESC Apresenta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dionisos Teatro em&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BABAIAGA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Data: 22/09/2009 (terça-feira)&lt;br /&gt;Horário: 9h30min e 14h&lt;br /&gt;Local: Teatro do SESC Joinville&lt;br /&gt;Aldeia Palco Giratório&lt;br /&gt;ENTRADA FRANCA&lt;br /&gt;(Distribuição de ingressos 1h antes do espetáculo no local)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sinopse&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A menina Vasilisa, após a morte da mãe e a viagem do pai, enfrenta árduos trabalhos impostos por sua madrasta. Ela é sempre acompanhada por uma boneca mágica, dada por sua mãe. Por ordens da madrasta ela deve enfrentar seus medos atravessando uma densa floresta em busca do fogo na casa da Babaiaga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sobre o Espetáculo&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de um conto de fadas russo. “Esta é a mensagem que os contos de fada transmitem à criança de forma múltipla: que uma luta contra dificuldades graves na vida é inevitável, é parte intrínseca da existência humana que se a pessoa não se intimida mas se defronta de modo firme com as opressões inesperadas e muitas vezes injustas, ela dominará todos os obstáculos e, ao fim, emergirá vitoriosa.” (Bruno Bettelheim)&lt;br /&gt;“Vasilisa” lida com o medo. Como na maioria dos contos de fadas os heróis e heroínas tem o medo como companheiro inevitável, e é nas profundezas do medo que surge o destemor e a consciência. No conto há o enfrentamento explícito com o medo, com a “caverna oculta”, com o desconhecido. Uma menina enfrenta sua madrasta e a terrível Babaiaga, a bruxa canibal habitante da misteriosa floresta escura. Vasilisa, a heroína conta em sua jornada, com sua boneca, seu talismã, que ganhou de sua mãe antes desta morrer. A parceria de Vasilisa e sua boneca é responsável pelas conquistas da menina, que enfrenta a bruxa, seus medos e recupera o fogo, a luz, que faltava em sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indicação: A partir de 07 anos&lt;br /&gt;Duração: 40 minutos&lt;br /&gt;________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DIVULGANDO:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Festival e Aldeias Palco Giratório 2009 entram em cena em SC.&lt;br /&gt;Mais de 200 atrações culturais acontecem gratuitamente em Florianópolis e outras sete cidades do Estado – Joinville, Chapecó, Lages, Itajaí, Tubarão, Blumenau e Jaraguá do Sul -, de 1º a 30 de setembro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Joinville a ALDEIA PALCO GIRATÓRIO acontece a partir deste sábado dia 19/09, com 36 programações envolvendo apresentações de teatro, dança, música, Contações de Histórias, Poesia, Cinema, exposições de Artes Visuais, Mostra Fotográfica e 3 oficinas. Todas as atividades são gratuitas e a distribuição de ingressos acontece uma hora antes da programação no local onde ela ocorre.&lt;br /&gt;Muito mais do que disseminar a diversidade estética da produção cênica nacional, o projeto Palco Giratório busca, por meio das chamadas “ALDEIAS”, criar territórios de efervescência e intercâmbio de conteúdo entre artistas locais e visitantes estimulando, por sua vez, a formação de público e a produção local não só de teatro e dança mas também nas demais linguagens artísticas, artes plásticas e outras manifestações.&lt;br /&gt;Espetáculos por toda a cidade em diversos locais como o novo Teatro do SESC Joinville, Teatro Juarez Machado, Galpão de Teatro da AJOTE- Antarctica, Shopping Center Cidade das Flores, Praça do Mercado Municipal, Galeria de Artes do SESC Joinville e Galeria de Artes Victor Kursansew.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Programação:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SÁBADO:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Data: 19/09/2009 (sábado)&lt;br /&gt;ESPETÁCULO: A CÉU ABERTO -Dionisos Teatro – Joinville/SC&lt;br /&gt;Horário: 13h30min&lt;br /&gt;Local: Praça do Mercado Municipal (caso chova o espetáculo será transferido para o Teatro do SESC Joinville)&lt;br /&gt;INGRESSOS GRATUITOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data: 19/09/2009 (sábado)&lt;br /&gt;ESPETÁCULO: RENATO, O MENINO QUE ERA RATO - Cia Carona de Teatro – Blumenau/SC Horário: 16h&lt;br /&gt;Local: Teatro do SESC Joinville&lt;br /&gt;ENTRADA FRANCA&lt;br /&gt;(Distribuição de ingressos 1h antes do espetáculo no local)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data: 19/09/2009 (sábado)&lt;br /&gt;ESPETÁCULO: HISTÓRIAS DE MALAZARTES – Rústico Cia Teatral – Joinville/SC&lt;br /&gt;Horário: 17h&lt;br /&gt;Local: Shopping Center Cidade das Flores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data: 19/09/2009 (sábado)&lt;br /&gt;ESPETÁCULO: O VELHO DA HORTA - Cia Pequod Teatro de Animação – Rio de Janeiro/RJ&lt;br /&gt;Horário: 19h30&lt;br /&gt;Local: Galpão de Teatro da AJOTE – Cidadela Cultural Antarctica&lt;br /&gt;ENTRADA FRANCA&lt;br /&gt;(Distribuição de ingressos 1h antes do espetáculo no local)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data: 19/09/2009 (sábado)&lt;br /&gt;CONCERTO: DEDO DE PROSA - Joinville/SC&lt;br /&gt;Horário: 21h&lt;br /&gt;Local: Teatro do SESC Joinville&lt;br /&gt;ENTRADA FRANCA&lt;br /&gt;(Distribuição de ingressos 1h antes do espetáculo no local)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DOMINGO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data: 20/09/2009 (domingo)&lt;br /&gt;OFICINA “TEORIA E PRÁTICA NO TEATRO DE ANIMAÇÃO” – Cia Pequod Teatro de Animação – Rio do Janeiro/RJ&lt;br /&gt;Na oficina Teoria e Prática no Teatro de Animação serão abordadas questões teóricas e práticas como a parte histórica, enfocando o desenvolvimento do Teatro de Bonecos através do seu enriquecimento técnico e temas inerentes a qualquer técnica e que são base para que o interessado aprenda as noções da manipulação de bonecos. Uma série de exercícios enfocará os princípios de nível, ponto fixo, eixo, mudança de dinâmica, neutralidade entre outros tantos focos de interesse.&lt;br /&gt;Horário: 8h30 à 12h30&lt;br /&gt;Local: SESC Joinville&lt;br /&gt;INSCRIÇÕES PELO TELEFONE 3441-3305 (LIMITE DE 24 PARTICIPANTES)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data: 20/09/2009 (domingo)&lt;br /&gt;ESPETÁCULO: SAMSARA - Cia DiDois - Joinville/SC&lt;br /&gt;Horário: 16h&lt;br /&gt;Local: Galpão de Teatro da AJOTE - Antarctica&lt;br /&gt;ENTRADA FRANCA&lt;br /&gt;(Distribuição de ingressos 1h antes do espetáculo no local)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data: 20/09/2009 (domingo)&lt;br /&gt;XIRÊ DAS ÁGUAS – ODOYA - Cia Gente Falante – Porto Alegre/RS&lt;br /&gt;Horário: 20h&lt;br /&gt;Local: Teatro do SESC Joinville&lt;br /&gt;ENTRADA FRANCA&lt;br /&gt;(Distribuição de ingressos 1h antes do espetáculo no local)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SEGUNDA-FEIRA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Data: 21/09/2009 (segunda-feira)&lt;br /&gt;OFICINA “A CONSTRUÇÃO DA FORMA E DO MOVIMENTO” – Cia Gente Falante – Porto Alegre/RS&lt;br /&gt;Na oficina A Construção da Forma e do Movimento o ator e bonequeiro Paulo Fontes estará trabalhando técnicas de construção e manipulação de Bonecos de Vara, uma das técnicas utilizadas no espetáculo XIRE DAS ÀGUAS – ODOYA.&lt;br /&gt;Horário: 8h à 14h&lt;br /&gt;Local: SESC Joinville&lt;br /&gt;INSCRIÇÕES PELO TELEFONE 3441-3305 (LIMITE DE 25 PARTICIPANTES)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data: 21/09/2009 (segunda-feira)&lt;br /&gt;PROGRAMADORA BRASIL – CURTAS INFANTIS&lt;br /&gt;Horários: 9h30 e 14h&lt;br /&gt;Local: Teatro do SESC Joinville&lt;br /&gt;ENTRADA FRANCA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data: 21/09/2009 (segunda-feira)&lt;br /&gt;ESPETÁCULO: POESIA AO PÉ DA LUA – SESC Joinville&lt;br /&gt;Horário: 17h&lt;br /&gt;Local: Shopping Center Cidade das Flores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data: 21/09/2009 (segunda-feira)&lt;br /&gt;ESPETÁCULO: FILME NOIR - Cia Pequod Teatro de Animação – Rio de Janeiro/RJ&lt;br /&gt;Horário: 20h&lt;br /&gt;Local: Teatro Juarez Machado&lt;br /&gt;ENTRADA FRANCA&lt;br /&gt;(Distribuição de ingressos 1h antes do espetáculo no local)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TERÇA-FEIRA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Data: 22/09/2009 (terça-feira)&lt;br /&gt;ESPETÁCULO: BABAIAGA - Dionisos Teatro – Joinville/SC&lt;br /&gt;Horário: 9h30min e 14h&lt;br /&gt;Local: Teatro do SESC Joinville&lt;br /&gt;ENTRADA FRANCA&lt;br /&gt;(Distribuição de ingressos 1h antes do espetáculo no local)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data: 22/09/2009 (terça-feira)&lt;br /&gt;ESPETÁCULO: 4 CONTOS PARA TEATRO DE BONECOS – Cia Gente Falante – Porto Alegre/RS&lt;br /&gt;Horário: 17h&lt;br /&gt;Local: Shopping Center Cidade das Flores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data: 22/09/2009 (terça-feira)&lt;br /&gt;ESPETÁCULO: CHOROS E VALSAS - Cia de Ballet de Niterói/RJ&lt;br /&gt;Horário: 20h&lt;br /&gt;Local: Teatro Juarez Machado&lt;br /&gt;ENTRADA FRANCA&lt;br /&gt;(Distribuição de ingressos 1h antes do espetáculo no local)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;QUARTA-FEIRA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Data: 23/09/2009 (quarta-feira)&lt;br /&gt;CINE SESC&lt;br /&gt;FILME: O PEQUENO NARIGUDO&lt;br /&gt;Horário: 9h30&lt;br /&gt;Local: Teatro do SESC Joinville&lt;br /&gt;ENTRADA FRANCA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data: 23/09/2006 (quarta-feira)&lt;br /&gt;CINE SESC&lt;br /&gt;FILME: A LENDA DA VIDA&lt;br /&gt;Horário: 14h&lt;br /&gt;Local: Teatro do SESC Joinville&lt;br /&gt;ENTRADA FRANCA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data: 23/09/2009 (quarta-feira)&lt;br /&gt;ESPETÁCULO: FLORA E HORROROSIMBA NO MUNDO DAS HISTÓRIAS - Faunos Cia Teatral - Joinville/SC&lt;br /&gt;Horário: 17h&lt;br /&gt;Local: Shopping Center Cidade das Flores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data: 23/09/2009 (quarta-feira)&lt;br /&gt;CINE SESC&lt;br /&gt;FILME: LAVOURA ARCAICA&lt;br /&gt;Horário: 20h&lt;br /&gt;Local: Teatro do SESC Joinville&lt;br /&gt;ENTRADA FRANCA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;QUINTA-FEIRA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Data: 24/09/2009 (quinta-feira)&lt;br /&gt;OFICINA “CONSTRUÇÃO DE INSTRUMENTOS MUSICAIS ALTERNATIVOS”&lt;br /&gt;Oficina voltada ao público infanto-juvenil e ministrada pelo músico Fábio Kabelo de Joinville.&lt;br /&gt;Horário: 13h30 às 17h30&lt;br /&gt;Local: SESC Joinville&lt;br /&gt;INSCRIÇÕES PELO TELEFONE 3441-3305 (LIMITE DE 25 PARTICIPANTES)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data: 24/09/2009 (quinta-feira)&lt;br /&gt;ESPETÁCULO: HISTÓRIAS (RE) CONTADAS – Carolina Spieker – Joinville/SC&lt;br /&gt;Horário: 17h&lt;br /&gt;Local: Shopping Center Cidade das Flores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data: 24/09/2009 (quinta-feira)&lt;br /&gt;ESPETÁCULO: SMOKED LOVE – Faunos Cia Teatral – Joinville/SC&lt;br /&gt;Horário: 21h&lt;br /&gt;Local: Teatro do SESC Joinville&lt;br /&gt;ENTRADA FRANCA&lt;br /&gt;(Distribuição de ingressos 1h antes do espetáculo no local)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SEXTA-FEIRA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Data: 25/09/2009 (sexta-feira)&lt;br /&gt;ESPETÁCULO: CONTOS E CANTOS – Ana Paula da Silva e Humberto Soares – Joinville/SC&lt;br /&gt;Horário: 9h e 14h&lt;br /&gt;Local: Teatro do SESC Joinville&lt;br /&gt;ENTRADA FRANCA&lt;br /&gt;(Distribuição de ingressos 1h antes do espetáculo no local)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data: 25/09/2009 (sexta-feira)&lt;br /&gt;ESPETÁCULO: CONTOS E CANTOS – Ana Paula da Silva e Humberto Soares – Joinville/SC&lt;br /&gt;Horário: 17h&lt;br /&gt;Local: Shopping Center Cidade das Flores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data: 25/09/2009 (sexta-feira)&lt;br /&gt;ESPETÁCULO: AUTO RETRATRO – Solo de Erika Rosendo – Joinville/SC&lt;br /&gt;Horário: 19h30&lt;br /&gt;Local: Teatro do SESC Joinville&lt;br /&gt;ENTRADA FRANCA&lt;br /&gt;(Distribuição de ingressos 1h antes do espetáculo no local)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data: 25/09/2009 (sexta-feira)&lt;br /&gt;ESPETÁCULO: CELA DAS ALMAS – Em Cena Teatro – Joinville/SC&lt;br /&gt;Horário: 21h&lt;br /&gt;Local: Galpão de Teatro da AJOTE - Antarctica&lt;br /&gt;ENTRADA FRANCA&lt;br /&gt;(Distribuição de ingressos 1h antes do espetáculo no local)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SÁBADO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data: 26/09/2009 (sábado)&lt;br /&gt;ESPETÁCULO: BOM APETITE – Cia Pé de Vento – Florianópolis/SC&lt;br /&gt;Horário: 13h30&lt;br /&gt;Local: Praça do Mercado Municipal (caso chova o espetáculo será transferido para o Teatro do SESC Joinville)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data: 26/09/2009 (sábado)&lt;br /&gt;ESPETÁCULO: TEM XENTE UMA FÉIS – Cia Alma Livre – Jaraguá do Sul/SC&lt;br /&gt;Horário: 17h&lt;br /&gt;Local: Shopping Center Cidade das Flores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data: 26/09/2009 (sábado)&lt;br /&gt;SHOW DE BANDAS LOCAIS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AO SOM, com Fábio Kbelo e convidados&lt;br /&gt;Horário: 16h&lt;br /&gt;Local: Praça do Mercado Municipal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DENTINHO e Grupo Arueira&lt;br /&gt;Horário: 17h&lt;br /&gt;Local: Praça do Mercado Municipal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CANELA BRASIL&lt;br /&gt;Horário: 18h&lt;br /&gt;Local: Praça do Mercado Municipal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data: 26/09/2009 (sábado)&lt;br /&gt;ESPETÁCULO: DE MALAS PRONTAS – Cia Pé de Vento – Florianópolis – SC&lt;br /&gt;Horário: 20h&lt;br /&gt;Local: Teatro do SESC Joinville&lt;br /&gt;ENTRADA FRANCA&lt;br /&gt;(Distribuição de ingressos 1h antes do espetáculo no local)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Visite também as exposições do SESC Joinville.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESTENUAÇÃO DA PILHAGEM, ENTRE GANHOS E PERDAS&lt;br /&gt;Local: Galeria do SESC Joinville&lt;br /&gt;Visitação de Segunda a Sexta: 9h às 20h&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRETEXTO&lt;br /&gt;Local: Galeria de Artes Victor Kursancew&lt;br /&gt;Visitação de Segunda a Sexta: 8h às 12h e 14h às 20h&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MOSTRA FOTOGRÁFICIA – ALDEIA PALCO GIRATÓRIO&lt;br /&gt;Local: Corredor Central do Shopping Center Cidade das Flores&lt;br /&gt;Visitação entre 18 e 27/09/2009 das 10h às 22h&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para outras informações 47 3441-3305 SESC&lt;br /&gt;__________________________________________&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DIVULGANDO:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A&lt;br /&gt;Companhia de Teatro da SOCIESC&lt;br /&gt;Apresenta o&lt;br /&gt;Grupo Teatral Bytes &amp;amp; Parafusos em&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espetáculos: Descalças e Depois da Montanha Azul&lt;br /&gt;Local: Anfiteatro da SOCIESC&lt;br /&gt;Data: 25 de Setembro&lt;br /&gt;Horário: 19h30&lt;br /&gt;Ingresso: R$ 2,00&lt;br /&gt;Duração: 25 Minutos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descalças:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direção: Silvestre Ferreira&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Sinopse&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A Cia. de Teatro Sociesc apresenta a peça "Descalças" produzida pelo Grupo Bytes &amp;amp; Parafusos, composto por estudantes da instituição, sob direção de Silvestre Ferreira. A partir de textos literários, poemas e textos da equipe de estudantes, construiu-se um espetáculo visual e onírico que aborda o universo feminino em suas mais variadas formas e sentimentos.O grupo mergulhou numa série de exercícios criativos a partir dos sonhos, pesadelos e mulheres referência do elenco para a construção de um espetáculo calcado em textos do universo feminino.O corpo e a voz estão a serviço da musicalidade e da palavra, criando sinergia e magia por meio da representação que instiga a platéia para refletir sobre o misterioso e maravilhoso mundo feminino.&lt;br /&gt;----------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da Montanha Azul&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direção: Eduardo Campos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sinopse&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O espetáculo é uma adaptação do livro de mesmo nome de Christiane Gribel. A peça conta a história de uma pequena cidade ao pé de uma montanha, a montanha azul. Existe uma proibição na cidade que diz que ninguém pode subir a montanha. Uma menina, dizendo ter encontrado um viajante, conta para sua mãe que do outro lado da montanha azul existe um lugar maravilhoso. A história chega até os ouvidos do prefeito e a cidade inteira, após grande discussão, decide subir a montanha para ver o tal lugar maravilhoso. Após grande esforço para chegar até o topo, os cidadãos têm uma grande surpresa ao encontrar com o viajante.&lt;br /&gt;____________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DIVULGANDO:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A Companhia de Teatro da Univille&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apresenta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O Quadro das Maravilhas”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEMPRE COM ENTRADA FRANCA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SETEMBRO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 19 às 16h, Na Semana da Comunidade do Centro Social Urbano do Bairro Iririú&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 26, às 14h, em parceria com a AJOCIRCO, na Estação da Memória&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;OUTUBRO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 03 às 13h, no Mercado Público de Joinville (Em caso de chuva o espetáculo ocorrerá na área interna do Mercado)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 17 às 15h, no Galpão da Igreja São Domingos Sávio, no Bairro Jardim Paraíso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 24 às 16h, na Associação de Moradores do Bairro Itinga&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NOVEMBRO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 14 às 13 h, no Sábado Cultural da Fundação 25 de Julho, em Pirabeiraba&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 21, às 15h, na Festa das Flores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 28, às 15h30min, no Sábado Cultural do Bairro Vila Nova. Local: Secretaria Regional do Bairro Vila Nova&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs.: A Trilha Sonora deste Espetáculo foi criada pelos atores e músicos da Dionisos Teatro Andréia Malena Rocha e Vinicius José Puhl Ferreira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta programação está sujeita a alteração em caso de chuva. Maiores informações: 34619121/ 96079796 (UNIVILLE) ou 34332190/ 84323872 (Fundação Cultural de Joinville). &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-4595809965168962060?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/4595809965168962060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/09/agenda-de-espetaculos-do-mes-de.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/4595809965168962060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/4595809965168962060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/09/agenda-de-espetaculos-do-mes-de.html' title='Agenda de Espetáculos do Mês de Setembro'/><author><name>Daiane da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06709615742337113404</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://3.bp.blogspot.com/_D6NC0UmRe-s/SoVuBe9SvVI/AAAAAAAAACI/xiTnva6a2ho/S220/untitled.bmp'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-3630852873929259842</id><published>2009-09-05T07:46:00.000-07:00</published><updated>2010-10-03T08:54:32.055-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura Infantojuvenil'/><title type='text'>Afinal, quem está no front de batalha?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_D6NC0UmRe-s/SqJ6P-SOjGI/AAAAAAAAADU/cdmojEBbm0Y/s1600-h/9788575036914.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377995319869869154" src="http://2.bp.blogspot.com/_D6NC0UmRe-s/SqJ6P-SOjGI/AAAAAAAAADU/cdmojEBbm0Y/s320/9788575036914.jpg" style="cursor: hand; float: left; height: 210px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 157px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;CALI, Davide &amp;amp; BLOCH, Serge. &lt;strong&gt;O inimigo&lt;/strong&gt;. São Paulo: Cosac Naify, 2008. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Esta obra singular de Davide Cali e Serge Bloch traz um texto leve e belo. Palavra e imagem se convergem, e seguem além do diálogo entre frases e ilustrações.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os personagens são dois soldados que estão em uma trincheira no front de batalha. O livro retrata com minúcia as condições físicas e psicológicas destes soldados: a comida é escassa, a comunicação com o mundo é rara e esse isolamento torna-os inseguros e depressivos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ao descrever o inimigo, o soldado-narrador afirma que a única coisa que os dois têm em comum é a fome. “As diferenças entre nós são enormes. Ele é um animal selvagem, não conhece a piedade. Ele mata mulheres e crianças.” Esse trecho vem acompanhado de um desenho disforme, na cor vermelha, representando a idéia confusa que o soldado faz do inimigo: “O inimigo não é um ser humano.”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os responsáveis pela guerra treinaram seus soldados por meio de um manual que supostamente contêm tudo o que eles devem saber. Nas ilustrações, o manual destaca-se pela cor vermelha e há informações de como e porque o soldado deve liquidar seu inimigo. Ou seja, a guerra é executada por aqueles que não conhecem seus inimigos e obtém informações arbitrárias de um militar superior.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os soldados refletem sobre a guerra. Sabem que ela “não serve para nada e que é preciso terminá-la.” Somente “os que comandam” sabem como acabar com aquele conflito, mas eles ficam distantes do front – onde a guerra acontece – e nem imaginam como é urgente o seu fim. Eles simplesmente ordenam; nunca terão de conviver com a dor de ter tirado uma vida. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No trecho em que o soldado decide acabar com o confronto, indo disfarçado ao buraco do inimigo para matá-lo e finalmente voltar para casa e rever sua família (não pelos ideais do seu país), ele encontra um leão. Mas esse leão na verdade era seu inimigo disfarçado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar no buraco do inimigo e ver que está vazio, o narrador percebe que eles têm os mesmos mantimentos e o mesmo manual que diz que o inimigo a ser combatido é perigoso e cruel: “Mas eu não sou assim, não sou um monstro.”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Enfim o soldado descobre que seu inimigo também quer somente acabar com a guerra e voltar para casa. Eles são iguais. Ambos querem paz e não concordam com a guerra. Então, por que lutam?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As fotos presentes nas ilustrações são reais, pois devem existir soldados iguais aqueles do livro, que são desenhos e fazem parte de um universo fictício. O leitor relaciona a história com a realidade, com o mundo. O livro proporciona reflexão fazendo com que o leitor possa modificar sua visão de mundo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nunca haverá justificativa para uma guerra, pois vidas inocentes sempre serão sacrificadas em prol de um ideal insano. Todas as guerras são cruéis e desumanas; líderes a levantam, empresas a financiam e quem morre são homens, mulheres e crianças inocentes. Como o autor diz no início do livro, a guerra que continua é só uma: a guerra do homem contra a fascinação pelo poder.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Daiane da Silva)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-3630852873929259842?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/3630852873929259842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/09/em-breve-postarei-resenha-do-livro-o.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/3630852873929259842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/3630852873929259842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/09/em-breve-postarei-resenha-do-livro-o.html' title='Afinal, quem está no front de batalha?'/><author><name>Daiane da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06709615742337113404</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://3.bp.blogspot.com/_D6NC0UmRe-s/SoVuBe9SvVI/AAAAAAAAACI/xiTnva6a2ho/S220/untitled.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_D6NC0UmRe-s/SqJ6P-SOjGI/AAAAAAAAADU/cdmojEBbm0Y/s72-c/9788575036914.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-1185416455187003000</id><published>2009-09-03T05:15:00.000-07:00</published><updated>2010-10-03T08:55:32.154-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura Infantojuvenil'/><title type='text'>Desafiando Gigantes</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_D6NC0UmRe-s/Sp-3z2YabWI/AAAAAAAAADM/mIjV_XnxzTc/s1600-h/joaosetegigantes.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377218581502782818" src="http://3.bp.blogspot.com/_D6NC0UmRe-s/Sp-3z2YabWI/AAAAAAAAADM/mIjV_XnxzTc/s320/joaosetegigantes.jpg" style="cursor: hand; float: left; height: 216px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 135px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;SWOPE, Sam. &lt;strong&gt;João e os sete gigantes mortais&lt;/strong&gt;. São Paulo: Cosac Naify, 2008.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A literatura infantil pode e deve ser vista como uma arte, pois representa o mundo através da palavra; pode unir o real e o imaginário, o possível e o impossível.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os textos literários voltados para o público infantil foram escritos há alguns séculos, e retratam um mundo fantástico, de sonhos e encantamentos. Porém, eles permitem que as crianças vivam, por meio dos contos, situações-problemas e conflitos e, a partir daí, tentem construir conceitos que auxiliarão em sua formação ao longo da vida. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Partindo-se deste pressuposto, o livro “João e os Sete Gigantes Mortais”, de Sam Swope, chegou para renovar a estrutura dos contos de fadas, pois mostra de uma forma bem divertida, instigante e provocante um herói às avessas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Desde que João foi abandonado, ainda bebê, carregava a fama de menino mau da aldeia. Sempre estava metido em alguma encrenca ou confusão. E tudo acontecia sem ele querer. E a culpa sempre era sua. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas as coisas se complicam quando chega a notícia de que sete gigantes mortais se aproximam do povoado, João leva a culpa e então, resolve partir para que a aldeia fique a salvo. Caminhando sem destino, João encontra pelo caminho um sujeito esquisito que lhe dá de presente um feijão mágico. Um feijão que realiza desejos. O garoto faz então seu pedido de criança solitária: “Quero minha mãe!”. Mas, ao seu lado, surge apenas uma vaca. Desiludido, João segue viagem com sua nova companheira. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pelo caminho, João acaba enfrentando os gigantes que querem fazer dele um picadinho malpassado, que personificam os sete pecados capitais: O Poeta Gigante (a preguiça), O Terrível Guloso (a gula), Dona Iracúndia (a ira), O Cocegão Selvagem (a luxúria), Avarico (a avareza), Orgulha, a Grande (a vaidade) e a Rainha verde (a soberba). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;João se mostra, então, corajoso, esperto e muito inteligente. Com astúcia e capacidade de surpreender, o menino consegue vencer os sete gigantes, sem usar força física ou violência, mas o curioso é a forma positiva como o personagem lida com os problemas e obstáculos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Cheia de humor e irreverência, a narrativa nos transporta a combates divertidos e apavorantes, completada com as ilustrações extraordinárias dos temíveis monstrengos gigantes de Carll Cneut. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É por meio desta trama inusitada e singular que o autor Sam Swope aborda temas fundamentais na formação infantil: amor, autonomia, superação de obstáculos, justiça e solidariedade.&lt;br /&gt;Swope buscou em diversas fontes literárias, tudo o que lhe pudesse render inspiração para tratar de “grandes questões da vida”, foram referências que ganharam uma roupagem original, sempre com muito humor. A história criada por Swope possui um pé nos contos de fadas, simbolizado por elementos dos contos tradicionais (feijões mágicos, rainhas más, maçãs, princesas aprisionadas) e outro em alusões bíblicas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Podemos associar de alguma forma este João a outros Joões dos contos tradicionais e suas histórias. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O enredo trazido pela história “João e Maria” traduz a realidade de muitas crianças. Os pais pobres, não sabem como poderão cuidar dos filhos e decidem abandoná-los na floresta.&lt;br /&gt;João e Maria tentam encontrar o caminho de casa, vencer uma bruxa que pretende devorá-los são algumas atitudes que eles devem incorporar para conseguirem liberdade. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A trama da história “João e o Pé de Feijão” ocorre num ambiente mágico e ao mesmo tempo real. A mãe de João vendo que a comida e o dinheiro haviam acabado pede ao filho que vá até a cidade para vender a única vaca que tinham e que já não produzia leite. No caminho, João troca a vaca por feijões mágicos.&lt;br /&gt;Aproveitando a sugestão de “João e o Pé de Feijão”, Swope utiliza a vaca como um poderoso símbolo maternal de ternura e afeição. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dá para notar uma grande semelhança entre este João e o dos gigantes mortais, pois os dois agem com astúcia e coragem ao enfrentar os gigantes. Além disso, os dois Joões levaram um prêmio ao fim da história. Enquanto um ganhou uma harpa mágica e uma galinha que bota ovos de ouro e, com isso, consegue ficar rico, o outro, finalmente encontrou sua mãe e arranjara um lar onde era querido. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O desafio do leitor é encontrar nas entrelinhas outras histórias de gigantes da literatura.&lt;br /&gt;São muitas as costuras feitas por Swope para que as crianças sejam instigadas em sua vivacidade e, ao mesmo tempo, respeitadas em sua integridade – como é o caso do tratamento dado à luxúria, “pecado” que ganhou uma cuidadosa e bem-humorada metáfora. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em suma, este livro é moderno e original, e suas ilustrações dão o tom do capítulo que virá e estão em completa harmonia com a história, desafiando e estimulando a fantasia do leitor. As ilustrações de Cneut merecem, por si só, a leitura do livro, ainda que o texto seja também de elevada qualidade. Pois seus traços vão dando vida aos personagens deste livro, personagens apavorantes e marcantes, como é o caso dos gigantes e que despertam a capacidade criativa e imaginativa das crianças.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Daiane da Silva&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-1185416455187003000?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/1185416455187003000/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/09/desafiando-gigantes.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/1185416455187003000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/1185416455187003000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/09/desafiando-gigantes.html' title='Desafiando Gigantes'/><author><name>Daiane da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06709615742337113404</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://3.bp.blogspot.com/_D6NC0UmRe-s/SoVuBe9SvVI/AAAAAAAAACI/xiTnva6a2ho/S220/untitled.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_D6NC0UmRe-s/Sp-3z2YabWI/AAAAAAAAADM/mIjV_XnxzTc/s72-c/joaosetegigantes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-7121696988911165456</id><published>2009-09-01T08:42:00.001-07:00</published><updated>2009-09-01T08:43:02.988-07:00</updated><title type='text'>Contendo a multidão</title><content type='html'>Calma, pessoal! As novas postagens irão aparecer. Não se afobem. Logo, logo... só mais uns diazinhos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;=D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;By Daiane&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-7121696988911165456?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/7121696988911165456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/09/contendo-multidao.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/7121696988911165456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/7121696988911165456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/09/contendo-multidao.html' title='Contendo a multidão'/><author><name>Eduardo Silveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TRgMS_M2VyI/AAAAAAAAALU/pBAk_hYzxAY/S220/edy.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-8247283469308554065</id><published>2009-08-23T20:39:00.000-07:00</published><updated>2011-01-09T07:31:23.689-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sebos'/><title type='text'>Um tour pelos sebos de Joinville</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Aos que gostam de livros, e mais ainda, aos que gostam de comprar livros aqui em Joinville, deixamos aqui alguns comentários sobre alguns sebos dessa cidade, que é cada dia mais cultural. Nas ruas, na TV e na Internet (através de blogs e sites) crescem as manifestações de cultura. Bom de ver, isso.&lt;br /&gt;E para o povo que gosta de literatura, seguem abaixo algumas dicas. Experiência própria de Eduardo e Daiane, dois viciados em sebos!&lt;br /&gt;(A ordem numérica é aleatória: não representa preferência.)&lt;br /&gt;É importante observar que o sebo, como todo comércio, vai sofrendo modificações em seu estoque e em sua estrutura, logo é possível que algumas das nossas observações já não façam tanto sentido. Mas a maioria faz, então, recomendo a leitura! haha&lt;br /&gt;Outra coisa: também demos notas para os sebos. Por que? Porque é legal! :P&lt;br /&gt;Mais uma coisa (a última!): Nós dois não temos ligação com nenhum desses sebos, seja ela familiar, fraternal ou comercial. Resumindo: não estamos ganhando nada com esses comentários, nem fazendo favor a ninguém. O único intuito é compartilhar nossa experiência com os demais viciados em sebos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- Sebo *** (nome desconhecido) - Esse sebo fica na rua Dona Francisca, ali no primeiro piso de um sobrado. No segundo andar funciona a Junta Militar. Pois então, esse sebo é o mais desorganizado de todos. Isso, num primeiro momento é bom, pois se procurarmos podemos encontrar preciosidades que os preguiçosos não acham. No entanto, essa bagunça não é muito legal. O ambiente é pequeno e pouco arejado, a atmosfera é de puro mofo. Muitos dos livros estão empoeirados e amarelados (coisa de que o Eduardo odeia, enquanto a Daia não se importa muito). Quanto à qualidade dos livros, há muitos best-sellers, didáticos e livros - de qualidade duvidosa - em línguas estrangeiras, principalmente o alemão e o inglês. Já a literatura brasileira é representada, basicamente, pelos clássicos José de Alencar, Jorge Amado, Joaquim Manuel de Macedo, enfim, nada que não se possa encontrar em outro sebo, e em edição bem mais bonita. Ah, mais uma coisa. O preço é regular, o da média. E alguns títulos são mais caros do que mereciam ser.&lt;br /&gt;Mas esperem! Apesar disso tudo, isso não é um conselho para não visitar este sebo. Afinal, vai que numa dessas encontra-se lá, um livro que não tem em nenhum dos outros? Vai saber!&lt;br /&gt;Mas, dos sebos joinvilenses aqui elencados, é o pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nota: 5&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- Banca Colin - Esse, como o nome sugere, fica no início da Rua Dr. João Colin. É um sebo interessante, o espaço é amplo, bom de caminhar nele. As prateleiras de Literatura estrangeira e brasileira são organizadas por seções e estão em ordem alfabética (nome do autor), um dos poucos sebos que procedem assim. Para quem gosta de revistas, tem alguns títulos interessantes, alguns de coleções, sobre filosofia, ciência e educação. Além de revistas como a Língua Portuguesa, Entre Livros e a Discutindo Literatura. O preço é bem bacana.&lt;br /&gt;Quanto aos livros, o preço é justo. A maioria varia entre 4 e 10 reais. É um pouco escasso o seu acervo de materiais teóricos sobre Teoria da Literaura, Gramática e Linguística. Mas, de literatura, o acervo é bem interessante.&lt;br /&gt;A maioria das edições são boas e além dos tradicionais clássicos da literatura brasileira, encontramos bastante autores contemporâneos. Quanto ao fato das prateleiras de literaturas serem organizadas por ordem alfabética, é importante observar que é comum encontrarmos livros fora do devido lugar (na letra errada).&lt;br /&gt;Nesse sebo também se encontram livros de autores brasileiros na seção de lit. estrangeira, menos pelo descuido dos funcionários do que pela mania dos visitantes em bagunçar tudo. :P&lt;br /&gt;A seção de lit. estrangeira tem ótimos autores. Dos contemporâneos aos clássicos. De famosos a esquecidos. De Daniele Steel a Zola. De Philip Roth a Turgueniêv. Tem de tudo. (maldita publicidade e seus slogans, escrevi isso e me lembrei das lojas Milium, hahaha)&lt;br /&gt;Enfim, esse sebo é uma boa pedida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nota: 9&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- Livraria O Sebo - Essa também fica na João Colin, só que um pouco mais para "cima" (Um pouco antes do Giasse). Pois bem, chama atenção a denominação "livraria", já que a maioria dos livros são usados. Mas isso é só detalhe, afinal, sebo também é lugar de vender livros. Podemos dizer que esse sebo possui o acervo mais vasto, e o mais interessante de todos. Está recheado de preciosidades: literatura brasileira, estrangeira, além de outros campos de estudo como Economia, Teoria da Literatura, Psicologia e Educação. Lá você encontra livros que não existem nos outros. O ambiente é agradável e espaçoso. O único "porém" é quanto aos preços dos livros: este é o sebo mais caro de Joinville. Alguns títulos, que em outros vc compra por 7, 10 reais, ali são vendidos por 20. Há livros ótimos, até raros, podemos dizer. Mas a maioria são caros. Vale a pena comprar lá se você estiver realmente precisamente de certo livro, ou se ele é difícil de encontrar, pois os preços não são muito convidativos.&lt;br /&gt;Entretanto, há uma ressalva a ser feita: apesar da maioria dos títulos terem um preço maior do que o habitual, há outros (são poucos, mas existem) que estão com bom preço, ou seja, abaixo do valor habitual (seriam valores desatualizados?).&lt;br /&gt;Por isso, recomendamos aos visitantes que vasculhem bem, olhando muitas e muitas etiquetas de valor dentro dos livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nota: 9&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Merecia 10 pela qualidade, mas para avaliar um sebo, bom preço é fundamental!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4- Sebo Universo Cultural. Esse fica na rua Engenheiro Niemeyer (em frente aos bancos Besc e Bradesco Prime), ali no Centro. Também é um sebo bem interessante. O ambiente é limpo, bem iluminado e o espaço para percorrê-lo é bom. Há um acervo interessante de Sociologia/Política. Há bons CD's e discos de Vinil. Quanto aos livros, eles estão num preço justo. (embora alguns estejam acima do conveniente, mas são exceções). Há também uma seção relativamente boa de Infanto-Juvenil. A seções de Gramática/Litetura, Jornalismo e História possuem, quase sempre, obras interessantes (leia-se raras). É bem guarnecida também de literatura adulta: tanto a brasileira como a estrangeira são bem representados por clássicos e lançamentos. Esse sebo também possui a seção de Biografias mais completa, entre os sebos aqui listados. Pequena, é claro, mas contém alguns livros interessantes.&lt;br /&gt;Enfim, um bom sebo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nota: 9 &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5- Sebo Princesa Izabel - Esse sebo está localizado na quase-esquina (entre uma lanchonete e um estacionamento) da Princesa Isabel com a Dona Francisca. É bem pequeno, bem como é pequeno o seu acervo de livros. Livros teóricos não é o forte desse sebo: são poucos os interessantes, a respeito de Artes, Literatura, Gramática, História e outras artes. Há alguns bons livros de Literatura Brasileira, mas a maioria são os tradicionais clássicos da nossa literatura, que se encontram em qualquer lugar.&lt;br /&gt;Enfim, um sebo simples, com pouco destaque.&lt;br /&gt;(Não é bem assim. Vide abaixo)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nota: 6&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Rubens tem razão em seu comentário (é como eu disse, a tendência é que essa postagem esteja sempre desatualizada... fazer o quê). Seguindo sua dica, voltamos ao Sebo Princesa Izabel e vimos alguns livros bem interessantes lá que chegaram recentemente. Levamos algum, mas ficaram coisas muito boas, destaque para duas antologias de Murilo Mendes e Jorge Lima, com edições bem interessantes.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nota nova para o Princesa Izabel: 7&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-8247283469308554065?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/8247283469308554065/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/08/um-tour-pelos-sebos-de-joinville_23.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/8247283469308554065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/8247283469308554065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/08/um-tour-pelos-sebos-de-joinville_23.html' title='Um tour pelos sebos de Joinville'/><author><name>Eduardo Silveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TRgMS_M2VyI/AAAAAAAAALU/pBAk_hYzxAY/S220/edy.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-1351103382236083679</id><published>2009-08-23T20:19:00.000-07:00</published><updated>2009-11-29T06:56:29.090-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rock'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eventos'/><title type='text'>Por que será que o rock'n não me larga... por que será...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/SpIIFyOPamI/AAAAAAAAACc/GMrSAoz-BdA/s1600-h/ESSE+SIM+VOU+MANDAR+PARA+VLAD+V+E+BELAS+ARTES.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373366200880294498" style="WIDTH: 288px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/SpIIFyOPamI/AAAAAAAAACc/GMrSAoz-BdA/s400/ESSE+SIM+VOU+MANDAR+PARA+VLAD+V+E+BELAS+ARTES.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí Pessoal,&lt;br /&gt;Só divulgando esse evento aí do cartaz que vai acontecer na cidade, dia 11 de Outubro.&lt;br /&gt;Muito legal, hein, não percam! Ótimas bandas aqui do estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E VIVA O ROCK'N ROLL!!!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-1351103382236083679?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/1351103382236083679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/08/por-que-sera-que-o-rockn-nao-me.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/1351103382236083679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/1351103382236083679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/08/por-que-sera-que-o-rockn-nao-me.html' title='Por que será que o rock&apos;n não me larga... por que será...'/><author><name>Eduardo Silveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/TRgMS_M2VyI/AAAAAAAAALU/pBAk_hYzxAY/S220/edy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9hcp0gT1Vp4/SpIIFyOPamI/AAAAAAAAACc/GMrSAoz-BdA/s72-c/ESSE+SIM+VOU+MANDAR+PARA+VLAD+V+E+BELAS+ARTES.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-3155281469669924406</id><published>2009-08-21T06:06:00.000-07:00</published><updated>2009-08-21T06:16:43.607-07:00</updated><title type='text'>AMOR COM AMOR SE PAGA</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-b8ab1bb844052637" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v13.nonxt3.googlevideo.com/videoplayback?id%3Db8ab1bb844052637%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331405999%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D5A1C4E97CBA356D60A177F63942B1336E76AD796.748A8255CFBD12661E483D2A90ECD43AB324736D%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Db8ab1bb844052637%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DCzLG0Iiaj11My8jEQ5QBan_CxOU&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v13.nonxt3.googlevideo.com/videoplayback?id%3Db8ab1bb844052637%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331405999%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D5A1C4E97CBA356D60A177F63942B1336E76AD796.748A8255CFBD12661E483D2A90ECD43AB324736D%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Db8ab1bb844052637%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DCzLG0Iiaj11My8jEQ5QBan_CxOU&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;RSRSRS&lt;/p&gt;&lt;p&gt;BJÃO!!! DAI&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-3155281469669924406?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=b8ab1bb844052637&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/3155281469669924406/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/08/amor-com-amor-se-paga.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/3155281469669924406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/3155281469669924406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/08/amor-com-amor-se-paga.html' title='AMOR COM AMOR SE PAGA'/><author><name>Daiane da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06709615742337113404</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://3.bp.blogspot.com/_D6NC0UmRe-s/SoVuBe9SvVI/AAAAAAAAACI/xiTnva6a2ho/S220/untitled.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-8183664368206094426</id><published>2009-08-20T11:29:00.000-07:00</published><updated>2009-11-29T09:08:26.556-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia brasileira'/><title type='text'>A PRIMEIRA PUBLICAÇÃO DE UM POETA BRASILEIRO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_D6NC0UmRe-s/So2Wl5McPrI/AAAAAAAAAC0/sRV0JJMnxtQ/s1600-h/thumbnail.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 260px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5372115508275199666" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_D6NC0UmRe-s/So2Wl5McPrI/AAAAAAAAAC0/sRV0JJMnxtQ/s320/thumbnail.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Primeira publicação de um poeta brasileiro foi em 1705. O primeiro poeta brasileiro a publicar um livro foi Manoel Botelho de Oliveira. O volume chamava-se "Música do Parnaso" e foi impresso em 1705, na oficina de Miguel Menescal. Na dedicatória que fez a D. Nuno Álvares Pereira, ele próprio se denominou "o primeiro filho do Brasil" a publicar versos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-8183664368206094426?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/8183664368206094426/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/08/primeira-publicacao-de-um-poeta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/8183664368206094426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/8183664368206094426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/08/primeira-publicacao-de-um-poeta.html' title='A PRIMEIRA PUBLICAÇÃO DE UM POETA BRASILEIRO'/><author><name>Daiane da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06709615742337113404</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://3.bp.blogspot.com/_D6NC0UmRe-s/SoVuBe9SvVI/AAAAAAAAACI/xiTnva6a2ho/S220/untitled.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_D6NC0UmRe-s/So2Wl5McPrI/AAAAAAAAAC0/sRV0JJMnxtQ/s72-c/thumbnail.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-2694175946687150857</id><published>2009-08-20T10:56:00.000-07:00</published><updated>2009-08-24T13:36:09.100-07:00</updated><title type='text'>CURIOSIDADES: 10 Doenças mais estranhas do mundo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_D6NC0UmRe-s/So2PxcgCv-I/AAAAAAAAACs/kW4Vb-jjAuI/s1600-h/thumbnail.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5372108010149822434" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 260px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_D6NC0UmRe-s/So2PxcgCv-I/AAAAAAAAACs/kW4Vb-jjAuI/s320/thumbnail.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Uma pesquisa do jornal australiano Sydney Morning Herald relacionou algumas das síndromes mais estranhas que atingem o ser humano. Podem parecer doideiras, mas para cada uma dessas doenças existe um batalhão de médicos tentando descobrir a causa. E principalmente a cura.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;1. SÍNDROME DO SOTAQUE ESTRANGEIRO&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Após sofrer uma pancada ou qualquer outro tipo de lesão no cérebro, as vítimas desse distúrbio passam a falar com sotaque francês... ou italiano... ou espanhol. A língua varia, mas, na maioria dos casos, as vítimas desconhecem o novo idioma. Segundo cientistas, a pronúncia não é efetivamente estrangeira, só dá a impressão disso. Pesquisadores da Universidade de Oxford, na Inglaterra, acreditam que o sintoma é causado por um trauma em áreas do cérebro responsáveis pela linguagem, provocando mudanças na entonação, na pronúncia e em outras características da fala. Um caso bem recente da síndrome do sotaque rolou com a britânica Lynda Walker, no mês passado. Após um infarto, Lynda acordou falando com sotaque jamaicano. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2. SÍNDROME DE CAPGRAS&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Após sofrer uma desilusão com o cônjuge, com os pais ou com qualquer outro parente, a pessoa passa a acreditar que eles foram sequestrados e substituídos por impostores. O sintoma por vezes se volta contra a própria vítima: ao se olhar no espelho, ela também acredita que está vendo a imagem de um farsante. Neurose total! O problema tende a atingir mais pessoas a partir dos 40 anos e suas causas ainda não são conhecidas. A síndrome foi descoberta pelo psiquiatra francês Jean Marie Joseph Capgras, que a descreveu pela primeira vez em 1923. Em graus mais extremos, a vítima acha que até objetos inanimados, como cadeiras, mesas e livros, foram substituídos por réplicas exatas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3. SÍNDROME DA MÃO ESTRANHA&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Minha mão agiu por conta própria..." Essa desculpa usada por alguns cafajestes pode ser verdadeira. A síndrome "alien hand syndrome", em inglês, faz com que uma das mãos da vítima pareça ganhar vida própria. O problema atinge principalmente pessoas com lesões no cérebro ou que passaram por cirurgias na região. O duro é que o doente não presta atenção na mão boba, até que ela faça alguma besteira. A mão doida é capaz de ações complexas, como abrir zíperes... Os efeitos da falta de controle sobre a mão podem ser reduzidos dando a ela uma tarefa qualquer, como segurar um objeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4. SÍNDROME DE ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Doença que provoca distorções na percepção visual da vítima, fazendo com que alguns objetos próximos pareçam desproporcionalmente minúsculos. O distúrbio foi descrito pela primeira vez em 1955, pelo psiquiatra inglês John Todd, que o batizou em homenagem ao livro de Lewis Carroll. Na obra, a protagonista Alice enxerga coisas desproporcionais, como se estivesse numa "viagem" provocada por LSD. As vítimas da síndrome também vêem distorções no próprio corpo, acreditando que parte dele está mudando de forma ou de tamanho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5. PICA&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esse nome também estranho não tem nada de pornográfico: pica é uma palavra latina derivada de pêga, um tipo de pombo que come qualquer coisa. E a pica (a síndrome), é claro... faz exatamente isso: a pessoa sente um apetite compulsivo por coisas não comestíveis, como barro, pedras, tocos de cigarros, tinta, cabelo... O problema atinge mais grávidas e crianças. Após comerem muita porcaria involuntariamente, os glutões ficam com pedras calcificadas no estômago. Em 2004, médicos franceses atenderam um senhor de 62 anos que devorava moedas. Apesar dos esforços, ele morreu. Com cerca de 600 dólares no estômago...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6. MALDIÇÃO DE ONDINA&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O nome bizarro é uma referência a Ondina, ninfa das águas na mitologia pagã européia. A doença, mais estranha ainda, faz com que as vítimas percam o controle da respiração. Se não ficar atento, o sujeito simplesmente esquece de respirar e acaba sufocado! A síndrome foi descoberta há 30 anos e já existem cerca de 400 casos no mundo. Pesquisadores do hospital Enfants Malades, de Paris, acreditam que a doença esteja relacionada com um gene chamado THOX2B. O sistema nervoso central se descuida da respiração durante o sono e o doente precisa dormir com um ventilador no rosto para não ficar sem ar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7. SÍNDROME DE COTARD&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depressão extrema, em que o doente passa a acreditar que já morreu há alguns anos. Ele acha que é um cadáver ambulante e que todos à sua volta também estão mortos. Em casos extremos, o sujeito diz que pode sentir sua carne apodrecendo e vermes passeando pelo corpo... Na fase final, a vítima deixa até de dormir e sua ilusão pode efetivamente se tornar realidade. O nome da doença faz referência ao médico francês Jules Cotard, que a descreveu pela primeira vez em 1880. Apesar de depressivo e certo de que está morto, o doente, contraditoriamente, também pode apresentar idéias megalomaníacas, como a crença na própria imortalidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;8. SÍNDROME DE RILEY-DAY&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se você já sonhou em nunca mais sentir nenhuma dor, cuidado com o que pede... As vítimas dessa doença não sentem dores, mas isso é um problemão. Elas ficam muito mais sujeitas a sofrer acidentes porque param de registrar qualquer aviso de dano nos tecidos do corpo, como cortes ou queimaduras. A doença é causada por uma mutação no gene IKBKAP do cromossomo 9 e foi descrita pela primeira vez pelos médicos Milton Riley e Richard Lawrence Day. Sem o aviso de perigo que a dor proporciona às pessoas comuns, a maioria dos doentes com a síndrome de Riley-Day tende a morrer jovem, antes dos 30 anos, por causa de ferimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;9. SÍNDROME DA REDUÇÃO GENITAL&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Também conhecido como koro, esse distúrbio mental deixa a pessoa convencida de que seus genitais estão desaparecendo. A maioria dos casos até hoje foi relatada em países da Ásia ou da África, e em muitos deles a síndrome parece ter sido contagiosa! Um dos episódios mais estranhos ocorreu em Cingapura, em 1967, quando o serviço de saúde local registrou centenas de casos de homens que acreditavam que seu pênis estava sumindo. Um único caso da síndrome da redução genital foi registrado até hoje no Brasil, no Instituto de Psiquiatria da USP. Convencido de que seu pênis estava sumindo, o doente tentou se matar com duas facadas no abdômen!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;10. CEGUEIRA EMOCIONAL&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A expressão "cego de emoção" existe na prática, e pode acontecer com qualquer pessoa normal. O problema foi descoberto recentemente por pesquisadores da Universidade de Yale, nos Estados Unidos. Depois de olhar para alguma imagem forte, principalmente com conteúdo pornográfico, a maioria das pessoas perde a vista por um curto espaço de tempo - décimos de segundo na verdade. Até agora, nenhum especialista conseguiu explicar o porquê dessa reação. A descoberta da cegueira emocional deu origem a um movimento no Congresso americano para que seja banida toda a publicidade com apelo erótico em grandes rodovias do país.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-2694175946687150857?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/2694175946687150857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/08/curiosidades-10-doencas-mais-estranhas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/2694175946687150857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/2694175946687150857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/08/curiosidades-10-doencas-mais-estranhas.html' title='CURIOSIDADES: 10 Doenças mais estranhas do mundo'/><author><name>Daiane da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06709615742337113404</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://3.bp.blogspot.com/_D6NC0UmRe-s/SoVuBe9SvVI/AAAAAAAAACI/xiTnva6a2ho/S220/untitled.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_D6NC0UmRe-s/So2PxcgCv-I/AAAAAAAAACs/kW4Vb-jjAuI/s72-c/thumbnail.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-7285282837668690032</id><published>2009-08-19T09:08:00.000-07:00</published><updated>2009-08-19T09:09:39.750-07:00</updated><title type='text'>A Companhia de Teatro da Univille Apresenta "O Quadro das maravilhas"</title><content type='html'>SEMPRE COM ENTRADA FRANCA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AGOSTO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESTRÉIA: Dia 12 às 20h30min, na Semana da Comunidade da UNIVILLE. Local: Centro de Convenções e Eventos da UNIVILLE (antigo restaurante do SESI)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 14 às 9h10min, na Semana da Comunidade da UNIVILLE. Local: Feira das Profissões da UNIVILLE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 15 às 11h, na Semana da Comunidade da UNIVILLE – São Bento do Sul. Local: Calçadão Praça da Igreja Matriz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 22 às 15h, na Praça do Bosque, no Sábado Cultural promovido pela Secretaria Regional do Bairro Costa e Silva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 29 às 11h, na Praça Nereu Ramos (Em caso de chuva, o espetáculo será transferido para a garagem da CONURB, na Cidadela Cultural Antártica)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SETEMBRO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 12 às 16h, no Sábado Cultural do Bairro Aventureiro. Local: Pátio da Secretaria Regional do Aventureiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 19 às 16h, Na Semana da Comunidade do Centro Social Urbano do Bairro Iririu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 26, às 14h, em parceria com a AJOCIRCO, na Estação da Memória&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;OUTUBRO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 03 às 13h, no Mercado Público de Joinville (Em caso de chuva o espetáculo ocorrerá na área interna do Mercado)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 17 às 15h, no Galpão da Igreja São Domingos Sávio, no Bairro Jardim Paraíso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 24 às 16h, na Associação de Moradores do Bairro Itinga&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NOVEMBRO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 14 às 13 h, no Sábado Cultural da Fundação 25 de Julho, em Pirabeiraba&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 21, às 15h, na Festa das Flores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 28, às 15h30min, no Sábado Cultural do Bairro Vila Nova. Local: Secretaria Regional do Bairro Vila Nova&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta programação está sujeita a alteração em caso de chuva. Maiores informações:&lt;br /&gt;34619121/ 96079796 (UNIVILLE) ou 34332190/ 84323872 (Fundação Cultural de Joinville)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-7285282837668690032?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/7285282837668690032/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/08/companhia-de-teatro-da-univille.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/7285282837668690032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/7285282837668690032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/08/companhia-de-teatro-da-univille.html' title='A Companhia de Teatro da Univille Apresenta &quot;O Quadro das maravilhas&quot;'/><author><name>Daiane da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06709615742337113404</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://3.bp.blogspot.com/_D6NC0UmRe-s/SoVuBe9SvVI/AAAAAAAAACI/xiTnva6a2ho/S220/untitled.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-4884831762475567976</id><published>2009-08-19T09:03:00.000-07:00</published><updated>2009-08-19T09:04:35.393-07:00</updated><title type='text'>Programação de INAUGURAÇÃO DO TEATRO DO SESC</title><content type='html'>18/08&lt;br /&gt;Espetáculo: Recomendação das Almas (Grupo Matakiterani – Lages/SC)&lt;br /&gt;Local: Teatro SESC Joinville (rua Itaiópolis, 470)&lt;br /&gt;Horário: 20h&lt;br /&gt;ENTRADA FRANCA&lt;br /&gt;Classificassão: livre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19, 20 e 21/08&lt;br /&gt;Mostra de Cinema Indiano – Trilogia de Apu&lt;br /&gt;19/08  – A Canção da Estrada (122’)&lt;br /&gt;20/08  – O Invencível (127’)&lt;br /&gt;21/08  – O Mundo de Apu (101’)&lt;br /&gt;Local: Cine-Teatro SESC Joinville (rua Itaiópolis, 470)&lt;br /&gt;Horário: 19h30&lt;br /&gt;ENTRADA FRANCA&lt;br /&gt;Classificassão: livre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;24/08&lt;br /&gt;Abertura da 1ª Exposição de Arte Contemporânea&lt;br /&gt;Local: Galeria de Artes – SESC Joinville&lt;br /&gt;Horário: 20h&lt;br /&gt;ENTRADA FRANCA&lt;br /&gt;Visitação: 25/08 à 26/09&lt;br /&gt;Agendamentos pelo telefone 3433-3305 e/ou 3433-3319&lt;br /&gt;Clasificação: livre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;26/08&lt;br /&gt;Concerto: O Violão Brasileiro nas Regiões Norte e Sul&lt;br /&gt;Local: Teatro SESC Joinville (rua Itaiópolis, 470)&lt;br /&gt;Horário: 20h&lt;br /&gt;ENTRADA FRANCA&lt;br /&gt;Classificassão: livre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;28/08&lt;br /&gt;Programação de Inauguração Teatro SESC Joinville&lt;br /&gt;Espetáculo: Entardecer (Dionisos Teatro – Joinville/SC)&lt;br /&gt;Local: Teatro SESC Joinville (rua Itaiópolis, 470)&lt;br /&gt;Horário: 20h&lt;br /&gt;ENTRADA FRANCA&lt;br /&gt;Classificassão: livre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;29/08&lt;br /&gt;Programação De Inauguração Teatro Sesc Joinville&lt;br /&gt;Espetáculo: As Três Irmãs (Traço Cia De Teatro – Florianópolis/Sc)&lt;br /&gt;Local: Teatro SESC Joinville (rua Itaiópolis, 470)&lt;br /&gt;Horário: 20h&lt;br /&gt;ENTRADA FRANCA&lt;br /&gt;Classificassão: livre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;30/08&lt;br /&gt;Programação De Inauguração Teatro Sesc Joinville&lt;br /&gt;Espetáculo: O Patinho Feio (Grupo Gats – Jaraguá Do Sul/Sc)&lt;br /&gt;Local: Teatro SESC Joinville (rua Itaiópolis, 470)&lt;br /&gt;Horário: 16h&lt;br /&gt;ENTRADA FRANCA&lt;br /&gt;Classificassão: livre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;31/08&lt;br /&gt;Programação De Inauguração Teatro Sesc Joinville&lt;br /&gt;Concerto: Grupo Aroeira (Joinville/Sc)&lt;br /&gt;Local: Teatro SESC Joinville (rua Itaiópolis, 470)&lt;br /&gt;Horário: 20h&lt;br /&gt;ENTRADA FRANCA&lt;br /&gt;Classificassão: livre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bjooo!!! Dai&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-4884831762475567976?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/4884831762475567976/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/08/programacao-de-inauguracao-do-teatro-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/4884831762475567976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/4884831762475567976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/08/programacao-de-inauguracao-do-teatro-do.html' title='Programação de INAUGURAÇÃO DO TEATRO DO SESC'/><author><name>Daiane da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06709615742337113404</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://3.bp.blogspot.com/_D6NC0UmRe-s/SoVuBe9SvVI/AAAAAAAAACI/xiTnva6a2ho/S220/untitled.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-8668051261564611272</id><published>2009-08-19T08:47:00.000-07:00</published><updated>2009-10-17T14:06:03.835-07:00</updated><title type='text'>SESC Apresenta Dionisos Teatro em ENTARDECER</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;Projeto de Inauguração do Teatro do SESC Joinville&lt;br /&gt;Data: 28 de Agosto de 2009 – Sexta-feira&lt;br /&gt;Horário: 20 horas&lt;br /&gt;Local: Teatro SESC Joinville (Rua Itaiópolis, 470)&lt;br /&gt;INGRESSOS GRATUITOS.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Só na velhice a mesa fica repleta de ausências.&lt;br /&gt;Chego ao fim, uma corda que aprende seu limite&lt;br /&gt;após arrebentar-se em música.&lt;br /&gt;Creio na cerração das manhãs.&lt;br /&gt;Conforto-me em ser apenas homem.&lt;br /&gt;Envelheci, tenho muita infância pela frente."&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Fabrício Carpinejar&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sinopse:&lt;/strong&gt; Nino, Maria e Ubert encontram-se em algum lugar, qualquer lugar entre a lembrança e o esquecimento. Uma janela entre o que foi e o que poderia ser, e os sons de passado que se aninham em nosso presente. Fios de tempo que nos fazem vivos pela lembrança.&lt;br /&gt;O espaço da memória e do esquecimento o vivido e o contado revivido, re-significado. Existiu mesmo? Aconteceu mesmo? Contamos o que fomos ou o que poderíamos ter sido? Vida que foi ou poderia ser. Ou pode ainda ser. Entre o entardecer e o breu da noite, muita luz ainda há, mesmo que filtrada pelo tempo. Pra amanhecer é preciso antes entardecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sobre o espetáculo:&lt;/strong&gt; A partir da observação e entrevista com pessoas idosas, o grupo construiu três personagens sínteses de muitas memórias pesquisadas. Em três corpos imitados reconstroem-se imagens e lembranças de muitos outros que se dizem através deles.&lt;br /&gt;Expressões politicamente corretas como “melhor idade” ou “terceira idade” não dão conta desta faixa etária, que, por mais novos nomes que se procure, não abarcam a diversidade do sentimento que se avizinha quando se trata da velhice. Muito se tem falado sobre os direitos dos velhos de desenvolver-se e participar ativamente da vida comunitária, porém a sociedade, onde o ser produtivo é imperatório, ainda tem muito a caminhar para alcançar esse objetivo.&lt;br /&gt;Nessa pesquisa, que utilizou a Mímesis Corpórea como ponto de partida procurou-se o contato com diversas pessoas, pois múltiplos são os indivíduos. Assim, não existe a proposta de uma velhice apenas, mas de múltiplas velhices, múltiplas formas de pensar e sentir.&lt;br /&gt;Espetáculo contemplado pelo prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz com o patrocínio da Petrobras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ficha Técnica&lt;br /&gt;Elenco:&lt;/strong&gt; Andréia Malena Rocha, Clarice Steil Siewert, Eduardo Campos&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Figurinos e Maquiagem:&lt;/strong&gt; Lucas David&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cenografia:&lt;/strong&gt; O grupo, Marcelo de Mello e Lucas David&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Iluminação:&lt;/strong&gt; Hélio Muniz&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Trilha Sonora Original:&lt;/strong&gt; Lausivan Corrêa&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Operação de Luz:&lt;/strong&gt; Hélio Muniz / Manoella Carolina Rego&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Operação de Som:&lt;/strong&gt; Vinícius José Puhl Ferreira&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Direção:&lt;/strong&gt; Silvestre Ferreira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duração: 50 minutos&lt;br /&gt;Indicação: a partir dos 12 anos&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-8668051261564611272?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/8668051261564611272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/08/sesc-apresenta-dionisos-teatro-em.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/8668051261564611272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/8668051261564611272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/08/sesc-apresenta-dionisos-teatro-em.html' title='SESC Apresenta Dionisos Teatro em ENTARDECER'/><author><name>Daiane da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06709615742337113404</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://3.bp.blogspot.com/_D6NC0UmRe-s/SoVuBe9SvVI/AAAAAAAAACI/xiTnva6a2ho/S220/untitled.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-7162116926646333568</id><published>2009-08-14T05:17:00.000-07:00</published><updated>2009-10-17T14:03:10.763-07:00</updated><title type='text'>CICLO DE CINEMA DE AGOSTO APRESENTA PRODUÇÕES LATINOAMERICANAS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O Ciclo de Cinema iniciou no sábado (1) o tema "Latinoamérica" com o filme “Homem olhando a sudeste" de 1986, filme que conta a história de um homem que diz ser de outro planeta.&lt;br /&gt;O ciclo "Latinoamérica" vai apresentar produções da Argentina, Cuba, Chile, México, Paraguai e Equador. A maioria dos filmes escolhidos são dramas, que retratam o poder político e os problemas sociais de cada povo. O Ciclo de Cinema é uma promoção da Fundação Cultural de Joinville e é exibido na sala de cinema da Cidadela Cultural Antarctica, sempre às 19 horas. A entrada é aberta ao público em geral e gratuita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confira a lista de filmes do ciclo de Agosto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;01/08 - Homem olhando a Sudeste (Hombre mirando al Sudeste). Argentina, 1986.&lt;br /&gt;07/08 - Morango e chocolate (Fresa y chocolate). Cuba, 1993.&lt;br /&gt;08/08 - Machuca (Machuca). Chile, 2004.&lt;br /&gt;14/08 - O Rei do Tráfico (El Rey). Colômbia, 2004.&lt;br /&gt;15/08 - Vozes inocentes (Voces inocentes). Porto Rico / México / EUA, 2004.&lt;br /&gt;21/08 - Whisky (Whisky). Uruguai, 2004.&lt;br /&gt;22/08 - Hamaca paraguaya (Hamaca paraguaya). Paraguai, 2006.&lt;br /&gt;28/08 - Qué tan lejos (Qué tan lejos). Equador, 2006.&lt;br /&gt;29/08 - O búfalo da noite (El búfalo de la noche). México, 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bjo!!! Dai&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-7162116926646333568?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/7162116926646333568/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/08/ciclo-de-cinema-de-agosto-apresenta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/7162116926646333568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/7162116926646333568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/08/ciclo-de-cinema-de-agosto-apresenta.html' title='CICLO DE CINEMA DE AGOSTO APRESENTA PRODUÇÕES LATINOAMERICANAS'/><author><name>Daiane da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06709615742337113404</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://3.bp.blogspot.com/_D6NC0UmRe-s/SoVuBe9SvVI/AAAAAAAAACI/xiTnva6a2ho/S220/untitled.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1894914303192414299.post-4581354215877525432</id><published>2009-08-14T05:03:00.000-07:00</published><updated>2009-08-14T05:37:09.358-07:00</updated><title type='text'>AGENDA DE TEATRO AGOSTO 2009</title><content type='html'>Programação do Galpão de Teatro da AJOTE&lt;br /&gt;Anexo Cidadela Cultural Antártica&lt;br /&gt;Rua XV de Novembro, 1383&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="Link Permanente to Dias 01 e 02" href="http://www.teatroemjoinville.com.br/wordpress/?p=186" rel="bookmark"&gt;Dias 01 e 02&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;TEATRO PLAYBACK&lt;br /&gt;Dionisos Teatro - Joinville/SC&lt;br /&gt;Horário: 20h&lt;br /&gt;Ingressos: R$16,00 e R$8,00&lt;br /&gt;Indicação: livre&lt;br /&gt;Duração: 1h30min&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="Link Permanente to Dia 05" href="http://www.teatroemjoinville.com.br/wordpress/?p=184" rel="bookmark"&gt;Dia 05&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O CONTRA-REGRA&lt;br /&gt;Cirquinho do Revirado - Criciuma/SC&lt;br /&gt;Produção - SESC&lt;br /&gt;Horário: 20h&lt;br /&gt;Ingressos: entrada franca (ingressos 1hora antes no local)&lt;br /&gt;Indicação: livre&lt;br /&gt;Duração: 50min&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="Link Permanente to Dias 07, 08 e 09" href="http://www.teatroemjoinville.com.br/wordpress/?p=181" rel="bookmark"&gt;Dias 07, 08 e 09&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;SAMSARA&lt;br /&gt;Cia. DIDOIS - Joinville/SC&lt;br /&gt;Horário: 20h&lt;br /&gt;Ingressos no local: R$16,00 e R$8,00&lt;br /&gt;Ingressos antecipados: R$10,00 e R$5,00 na Yacamin (Shopping Cidades das Flores)&lt;br /&gt;Indicação: livre&lt;br /&gt;Duração: 50min&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="Link Permanente to Dias 14 a 16, 20 a 23 e 27 a 30" href="http://www.teatroemjoinville.com.br/wordpress/?p=179" rel="bookmark"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Dias 14 a 16, 20 a 23 e 27 a 30&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;SMOKED LOVE&lt;br /&gt;Faunos Cia Teatral – Joinville/SC&lt;br /&gt;Horário: 20h&lt;br /&gt;Ingressos antecipados: R$16,00 e R$8,00 na Fixação Fashion. Demais dias no local: R$20,00 e R$10,00&lt;br /&gt;Indicação: acima de 14 anos&lt;br /&gt;Duração: 50min&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BjoBjo!!! Dai&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1894914303192414299-4581354215877525432?l=daki-dali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daki-dali.blogspot.com/feeds/4581354215877525432/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/08/agenda-agosto-2009-programacao-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/4581354215877525432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1894914303192414299/posts/default/4581354215877525432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daki-dali.blogspot.com/2009/08/agenda-agosto-2009-programacao-do.html' title='AGENDA DE TEATRO AGOSTO 2009'/><author><name>Daiane da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06709615742337113404</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://3.bp.blogspot.com/_D6NC0UmRe-s/SoVuBe9SvVI/AAAAAAAAACI/xiTnva6a2ho/S220/untitled.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
