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sábado, 14 de agosto de 2010

sylvia orthof e um pouquinho do seu teatro infantil (teatro infantil?)



eu gosto muito da sylvia orthof, essa "inventadeira de palco e escrita". Pra quem não sabe, Orthof começou sua carreira no teatro, atuando. Com o tempo, tornou-se uma das melhores autoras de livros infanto-juvenis do país. E ela escreveu algumas peças também, tão boas como seus livros. O que aprecio em seus trabalho é o bom-humor original dela. lendo seus livros e peças você até consegue imaginar como era a Orthof como pessoa: uma velhota bem doida! É um bom-humor meio espalhafatoso, meio maluco, que brinca com tudo.
Esse livro aí da capa, que está em milhares de escolas por aí, por fazer parte do programa "literatura em minha casa", do MEC, é uma peça adorável, bom exemplo pra comprovar a qualidade do teatro infantil de sylvia. Na apresentação da obra, feita pela amiga Ana Maria Machado, um primeiro toque: reparar no título da obra. Sylvia apropria-se de um verbo e subverte as leis da sintaxe, afinal... tá todo mundo cansado de saber que "chover" é um verbo impessoal, logo não pode ter sujeito... mas no título de orthof temos 3! E essa brincadeira com as palavras está em todo o livro, isso que é bom.
E quando falamos em teatro, não podemos parar no texto, pois o teatro não existe até ser encenado. E a sylvia se mostrar uma autora muito atenciosa: ao longo do texto, nos rodapés, deixa observações a quem pretende encenar. São indicações sobre o melhor jeito de criar certa fantasia ou cena, sempre pensando no público: as crianças. E a peça está repleta de músicas. Melodias de cantigas populares como o 'sambalelê' ou 'atirei o pau no gato' são aproveitadas para canções cantadas pelos personagens. As fantasias são muito divertidas. E simples! Com guarda-chuvas, baldes e chuveiros os personagens (o atrapalhado Pingo de Chuva, sua tia doida, o Senhor chuveiro -chefe mandão do pingo-, a Ovo de Peixe, o Ovo Bonifácio, a dondoca Sereia... entre outros) podem ganhar vida.
Como se não bastasse a graça que há em toda a cena, na cena final, ainda, uma divertida "missão" é oferecida aos espectadores: ajudar a carregar um elefante (imaginário!) pra fora de cena, junto com os personagens.
Para falar um pouco mais sobre o texto da peça, acho válido reproduzir uma opinião de Maria Clara Machado, outra dama do teatro para crianças:

"Verdadeiros aventureiros se lançam ou se atrevem a fazer teatro para criança, desconhecendo não somente a criança, ou melhor, ignorando-a, como desconhecendo também as regras básicas para se fazer um bom espetáculo; produção e direção de atores quase sempre postas em segundo plano, cenas mal ensaiadas, onde os atores, muitas vezes, apenas estão procurando sobreviver economicamente sem se empenharem realmente nos papéis que representam. O teatro de segunda classe, onde nem os críticos teatrais dos principais jornais se aventuram a ir para não morrer de tédio ou de vergonha. Preferem calar, silenciar, ou melhor, não assistir a tais espetáculos que estão sendo oferecidos todos os finais de semanas às crianças. E onde estão os pais dessas crianças? Precisam ocupar seus filhos, dar-lhes qualquer coisa aos sábados e domingos. Também eles não tiveram nenhuma educação para o teatro e pensam que aquilo que dão aos filhos são coisas que realmente só servem para crianças, porque muito enfadonhas e desinteressantes. E muitas vezes deixam os filhos na porta do teatro, porque não têm coragem de ver, ou melhor, de aguentar o espetáculo. O tipo de teatro que se faz geralmente para crianças tende a desenvolver a vulgaridade, o lugar-comum, a tendência ao excitamento coletivo, à dispersão, ao fácil... e ao comercial."

Longe desse teatro do fácil, do lugar-comum, do teatro-só-pra-criancinhas, a peça de orthof é pra quem gosta de rir. rir um riso inteligente, de quem de repente teve suas ideias provocadas. Quero dizer que o teatro dela não é bobo. Um exemplo vem dos personagens Senhor Chuveiro e a Sereia: ele é o legítimo mandão, é o chefe da vida real, aquele que manda e desmanda. e pobre do Pingo de Chuva! E a Sereia é a dondoca, fútil, que só pensa em sua beleza. e pobre de sua criada, a Ova de Peixe! Pois tem uma hora que os "criados" se revoltam e mandam eles às favas, numa clara demonstração da ideia que orthof faz do autoritarismo: a maior besteira. E, adiante, subvertendo o esperado... a criada Ova se transforma na Princesova de Peixova.
Eis aqui um trecho muito legal, no qual o Ovo Bonifácio se transforma num tal (doideira!) Príncipe Elefântico (ou seja, montado num elefante....que é um elefante Tromba d´Água! rsrs). Reparem que ao falar de casamento e divórcio, com muito bom-humor, esse trecho abrange questões nem sempre presentes num teatro infantil boboca, desses que, durante meia hora, acontece um pega-pega, o lobo correndo atrás do porquinho, e o porquinho correndo atrás do lobo, e aí o lobo esbaforido corre atrás do porquinho e aí o porquinho dá um gritinho e diz socorro e aí chega o caçador (e nessa hora, os pais acordam do sono, mas voltam a dormir) e aí, pois onde eu estava?
Ah, sim, o trecho da peça da orthof! Ei-lo:

OVA: Você é o meu querido Ovo Bonifácio?
PRINCÍPE: Sou eu! E como numa chuva tudo pode acontecer, choveu e aconteceu. Quer casar comigo, minha Princesova de Peixova? Até que o divórcio nos separe?
OVA: E se a gente quiser casar pra sempre?
PRÍNCIPE: Aceito! Está feito!
OVA: E o Elefantinho? O que a gente faz com o Elefantinho Tromba d'Água?
PRÍNCIPE: Como nós nos amamos muito, para que nossa felicidade não seja perfeita, pois tudo o que é bom demais enjoa, levaremos o Elefantinho para o nosso apartamento! Sempre vai atrapalhar um pouco... É bom, para não sermos totalmente felizes!

Resumo da ópera: Hilariante esse texto da Orthof. Eu fico imaginando a montagem dele, e o que vejo é uma peça engraçadíssima, que faz todo mundo cair na risada, criança ou adulto. a orthof é genial. Desde a escolha dos nomes dos personagens (o Ovo Bonifácio, namorado da Ova de Peixe), até as falas rápidas, repletos de trocadilhos nonsense, tudo é muito legal. Uma peça cheia de música e doideira, que interage com o público e que diverte do início ao fim.
Mas e aí, é peça pra criança? É, é sim. É só pra criança, então? É, é só pra criança. Ah então adulto não deve achar graça, né? Olha, Adulto-adulto, esses do dicionário, não acharão graça. É peça pra criança: adulto-criança, velho-criança, pai/mãe-criança, crianças-crianças, sobretudo. Do contrário, favor aguardar do lado de fora. E silêncio, pois começa a chover e o espetáculo vai começar!


Referências: A citação da Maria Clara foi extraída do livro "Literatura Infantil: Teoria & Prática", de Maria Antonieta Antunes Cunha. Ed. Ática. 1986.

domingo, 29 de novembro de 2009

Marco e as três Marias



Eu e a Daia assistimos ontem à peça "Marco" lá na Ajote. O espetáculo dirigido por Samuel Kuhn é uma adaptação de "O livro de Marco" do escritor goiano Flávio Carneiro. Ficamos surpreendidos. Nós lemos o livro antes da peça e nos perguntávamos como alguém conseguiria encenar o livro. Parecia dificílimo (e deve ter sido). Mas o fato é que a Cia. Rústico deu um show.
No livro de Carneiro, é o próprio Marco quem conta sua história. Numa casa à beira do mar, Marco, já homem feito, começa a relembrar seus tempos de menino, o tempo em que fez as suas primeiras viagens em busca das estrelas cadentes. Seu pai, seu avô, seu bisavô...todos empreenderam viagens atrás das estelas cadentes. Marco conta sua história. Um dia chegou sua vez, e ele foi viajar. O livro é o relato de 3 estrelas conquistadas por Marco. Na primeira viagem, Marco está cheio de temores e questionamentos. Não sabe se vai ou se fica. Lembra dos conselho do pai sobre como encontrar e lidar com as estrelas, mas não consegue seguir todos. É impaciente, ansioso. É uma criança que de repente é apresentada ao mundo. Com a ajuda dos conselhos do pai e depois de muito andar, Marco encontra a primeira estrela. E estrela cadente quando cai na terra vira menina. O encontro com a primeira menina deixa Marco extasiado, hipnotizado. O encontro é rápido, mágico. Mas o suficiente para mexer com o coração de Marco. O menino a encontra dormindo. Ela acorda, trocam olhares (e ele tímido, perdido). Então ela sorri (e isso é tudo que basta para Marco, nesse momento). Logo ela adormece. Todo viajante que encontra uma estrela, dá um nome a ela. O menino não teve dúvida: seu nome era Maria. Adormecida novamente, é hora de partir. Partir ou ficar? Marco tem dúvidas. Mas seu destino parece escrito. Ele arrisca seguir viagem e acerta. A primeira Maria fica guardada no coração de Marco. Fugaz.
O que eu e a Daia achávamos difícil, era transportar toda essas imagens ricas do livro de Flávio carneiro para o palco. Como fariam isso? Ingenuamente, eu e Daia não conseguíamos pensar de que forma um único ator conseguiria contar a história, sem a ajuda de vários recursos. E eles conseguiram. O ator Vinícius da Cunha (ótima atuação) é Marco na peça. O início da peça é calmo, sereno. Afinal, Marco está olhando para seu passado, percorrendo lembranças. Logo percebemos a linguagem que a Cia Rustico escolheu para contar a história: gestos. Muitos gestos. Gestos que, combinados com uma trilha sonora e uma iluminação fantástica, resultaram numa das peças mais belas que vi. É coisa que não cabe no papel. Só vendo mesmo para entender. O ator, encarnando Marco, conta a história, ora no ritmo da música,
ora dialogando com a iluminação.
Aliás, a importância da luz e do som fica ainda mais clara na segunda viagem de Marco. Depois da primeira emoção (a descoberta), o primeiro contato (fugaz e estonteante), Marco está sedento por encontrar uma nova estrela. Uma nova Maria. Antes de encontrá-la, Marco tem um sonho: ele, correndo dentro do vulcão, cercado por um fogo que não queima (lembrou o fogo que arde sem se ver do camões, né?). No fundo do corredor, uma porta negra. No topo da porta, uma estrela. E Marco, no sonho, corre, corre e não alcança a porta. Em dado momento, a porta se abre e ele vê uma menina (é maria!). E ele corre, e ele corre e não alcança. Então, acorda de seu sonho. Seria mesmo dentro de um vulcão que Marco encontraria a segunda estrela. A metáfora das transformações da adolescência chega aqui em seu ápice (mas não fim): é a paixão, o fogo, o calor, o sonho erótico, a tentação. É o mundo todo explodindo na cabeça e no corpo de Marco. Nessa cena, Vinícius da Cunha ferve como Marco, as luzes dançam, vermelhas-amarelas, e piscam, e há fumaça, e a música techno bate e bate, e Marco corre e corre, e Maria pega em sua mão, e o calor aumenta, ele se sente bem, o coração bate e bate, as luzes dançam, e Marco dança, dança vermelho, calor calor. É a paixão no coração, paixão amarela. E Marco mergulha de cabeça e sem medo no fundo do vulcão. Paixão. A segunda estrela, a segunda Maria também se vai e fica guardada no coração de Marco. Ardente.
Marco, caminhando em busca da terceira estrela, começa a pensar que ele tem um passado. Sim, ele tem. Não é mais o menino que mora nas histórias contadas pelo pai. Ele tem agora a sua história. Depois do susto descoberta, da eletricidade da paixão... Marco caminha com o coração limpo para sua terceira estrela. Perto do mar, ela cai. Marco caminha muito. Chega à praia exausto e deita-se na areia e adormece. Então, sente uma presença. Alguém lhe acaricia. Ele não precisa ver quem é: é Maria. É quem ele tem buscava ao longo de todas as suas viagens. Maria pergunta a Marco se ele faria algo para sempre. Marco titubeia. Do que ela fala? Acha que diria não. Mas logo percebe que ela, a Maria, é a estrela dele. É o que ele buscava por toda as milhas caminhadas. É seu porto. seu céu. É Maria. Sua terceira Maria. É sua constelação: 3 marias. A terceira Maria parte, mas parte com Marco. Para sempre. A terceira maria. Amante.
Vou me repetir, mas preciso dizer novamente que fiquei encantado, maravilhado com tudo. Com o trabalho de Vinícius da Cunha, que além de encenar muito bem, foi o responsável pela pesquisa dos gestos do persinagem. Vinícius não contou simplesmente com o gogó a história. Cada palavra tinha um gesto seu. O corpo dele contou a história também. Em certos momentos, Vinícius abriu mão das palavras. A plateia já estava familiar com suas expressões corporais e compreendeu. O corpo do ator falando.
Devo também assinalar a bela direção de Kuhn. Essa peça foi uma sintonia perfeita
de linguagens: o corpo do ator, a voz do ator, a música de fundo, a luz. Tudo. Maravilhoso. E é claro, encantador também é o livro de Marco, que gerou a adaptação. Flávio Carneiro construiu uma história belíssima e muito sensível para desenhar a adolescência com todos os seus componentes. Todos os seus medos e desejos.

domingo, 25 de outubro de 2009

"Dois perdidos numa noite suja ou O riso da desgraça alheia"

Final de semana passado, eu e a Daia matamos uma adorável aula de latim para assistirmos à peça "Dois Perdidos Numa noite suja". Já havia lido o texto antes. A montagem sem erros do texto clássico de Plínio Marcos foi fruto da parceria de dois grupos: A Cia. Rústico e a La Trama. Em cena, dois ótimos e experientes atores, o Cristóvão Petry (Tonho) e Samuel Kuhn (Paco). A Daia preferiu a interpretação de Kuhn. Eu também, mas isso é uma coisa difícil de medir, pois o personagem de Kuhn, Paco, é o mais enérgico e ativo e nele se concentram mais as ações. Tonho é o que vai guardando, guardando as mágoas, até que no final explode. Talvez por isso a impressão de que Petry tenha uma atuação discreta. A verdade é que ambos mandaram muito bem e nós adoramos a peça. A história da peça é o que eu costumo chamar de soco no estômago: à sua frente, o ser humano, debatendo-se em sua angústia, agarrando-se em fiapos de sonhos futuros bem frágeis.
Ambos são carregadores de peso no Mercado Público. Miseráveis, dividem um quarto numa espelunca. Esse é o único cenário da peça. Ficamos sabendo dos outros eventos através das conversas dos dois, todas elas são à noite alta, quando os dois voltam da lida diária. Em cena o homem e seu desespero.
A esses atos de desespero, a platéia reage muitas vezes com risos. Como se fosse engraçada a desgraça de Paco e de Tonho. Um, querendo incomodar o outro, solta tiradas irônicas para o outro: a platéia cai na risada. Se ela se colocasse no lugar do personagem, sentiria - ao invés de graça - muita dor. Desespero, solidão, angústia. Nunca compreendemos isso no coração dos outros. Só quem sente sabe.
O desespero dos dois personagens se concentra no sapato de Paco, que por isso ganha muita simbologia na peça. Paco desde que mostra seu "pisante novo" a Tonho, passa a dedicar cuidados extremos e obssessivos ao sapato. Empolga-se ao falar dele (único objeto de valor que ele possuía), a ponto de "idolatrar" o próprio sapato. Além disso, provoca Tonho, insistindo incessantemente que o companheiro de quarto tem inveja de seu calçado, já que o de Tonho é todo feio e furado. Ao mesmo tempo, Tonho insiste (também o faz incessantemente) para que Paco empreste o seu sapato a ele, nem que seja por um dia, pois acredita que basta um bom sapato para tornar-se apresentável por aí, e assim conseguir um emprego melhor (funcionário público é o seu sonho). O absurdo da situação se concentra na insistência dos dois: ambos falam muito do sapato. Tonho insiste no pedido de empréstimo. Paco insiste nos gracejos, afinal, ter o sapato e não emprestá-lo a Tonho significa impedí-lo de crescer. A sorte de Tonho significaria a tragédia de Paco, pois este ficaria para trás, totalmente só. Daí a explicação para a constante raiva de Paco e seu desejo de que Tonho só tenha infortúnios. Ele pode afundar, mas que seja agarrado a outro, a Tonho. No fundo, Paco tem medo.
Paco mostra em sua fala que se entregou à realidade: apesar de dizer que toca flauta muito bem, e que se conseguisse uma poderia se dar muito bem na vida como músico, ele ao mesmo tempo, faz pouco para mudar tudo isso: concentra todo os seus esforços em diminuir Tonho. Não quer perdê-lo. Não quer ser perdedor. Paco se entrega: quer ser criminoso. Perigoso. Temido pela crueldade. Enquanto isso, Tonho resiste o mais que pode à toda forma de pressão do mundo. Abaixa a cabeça para humilhações, vai seguindo. Vai guardando. A angústia nada mais é do que esse doloroso guardar.
Ao final da peça, os dois numa tentativa de ganhar dinheiro, cometem um assalto. O desfecho estava escrito nas ações dos dois. Paco continua a se mostrar elétrico, com sua opressão chata, com a intenção de fazer o outro sofrer para sempre ali. E Tonho louco para sumir daquele lugar, daquela vida. Mas não consegue. Numa cena final eletrizante (a peça é toda de dialógos rápidos que te fixam na poltrona) vemos que Paco consegue seu objetivo: Tonho se rende àquilo. Mas Paco não vence. Ficam as duas tragédias. Não há espaço para vitórias. O destino dos personagens se reconfigura. A peça termina e a tragédia continua. Continua dentro dos espectadores/leitores. Diante deles, estavam eles próprios: o homem. O ser humano e suas baixezas. Não é comédia, não. A desgraça alheia é a nossa desgraça.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

mais novidades teatreiras

Outra peça que estreiará em breve será "Marco", baseada no "Livro de Marco", do escritor goiano Flávio Carneiro.
A estréia da peça, que é da Cia Rústico Teatral será no dia 16 de Novembro.

Uma fato muito legal é que a cia. criou um blog para publicar a evolução da montagem da peça. Com informações e comentários dos envolvidos na elaboração da peça. Há fotos, comentários e vídeos.

Aos interessados, eis aí o link do blog Marco - Uma Cena Poética

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Novidade na área

Leio no ANotícia uma boa nova para o povo que gosta de teatro: a peça "Dois Perdidos numa noite suja", de Plínio Marcos, um texto muito conhecido do teatro brasileiro ganhará uma montagem joinvillense. A montagem é fruto de uma parceria inédita entre duas companhias de teatro joinvilense: Cia. Rústico e La Trama.
A peça, aprovada pelo Mecenato 2008, estreiará dia 16 desse mês na AJOTE.

Vamos?

=D


PS: mais informações (o cartaz de divulgação) aqui no blog do Cristovão Petry.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Agenda de Espetáculos do Mês de Setembro

SESC Apresenta

Dionisos Teatro em

A CÉU ABERTO

Data: 19 de setembro de 2009 – sábado
Horário: 13h30
Local: Mercado Municipal
Aldeia Palco Giratório
INGRESSOS GRATUITOS.

Sinopse
Tortonho, Nó Cego, Buchuda e Maneta despertam para mais um dia, sobrevivendo a céu aberto. São quatro personagens que, com a graça do clown, experimentam o medo, a solidão e as intempéries de se viver na mendicância. Utilizam suas histórias de vida e outras artimanhas para convencer as pessoas a lhes dar esmolas. Mas um acontecimento transformará os seus caminhos...

Indicação: A partir de 7 anos
Duração: 45 minutos
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SESC Apresenta

Dionisos Teatro em

BABAIAGA

Data: 22/09/2009 (terça-feira)
Horário: 9h30min e 14h
Local: Teatro do SESC Joinville
Aldeia Palco Giratório
ENTRADA FRANCA
(Distribuição de ingressos 1h antes do espetáculo no local)

Sinopse

A menina Vasilisa, após a morte da mãe e a viagem do pai, enfrenta árduos trabalhos impostos por sua madrasta. Ela é sempre acompanhada por uma boneca mágica, dada por sua mãe. Por ordens da madrasta ela deve enfrentar seus medos atravessando uma densa floresta em busca do fogo na casa da Babaiaga.

Sobre o Espetáculo

Trata-se de um conto de fadas russo. “Esta é a mensagem que os contos de fada transmitem à criança de forma múltipla: que uma luta contra dificuldades graves na vida é inevitável, é parte intrínseca da existência humana que se a pessoa não se intimida mas se defronta de modo firme com as opressões inesperadas e muitas vezes injustas, ela dominará todos os obstáculos e, ao fim, emergirá vitoriosa.” (Bruno Bettelheim)
“Vasilisa” lida com o medo. Como na maioria dos contos de fadas os heróis e heroínas tem o medo como companheiro inevitável, e é nas profundezas do medo que surge o destemor e a consciência. No conto há o enfrentamento explícito com o medo, com a “caverna oculta”, com o desconhecido. Uma menina enfrenta sua madrasta e a terrível Babaiaga, a bruxa canibal habitante da misteriosa floresta escura. Vasilisa, a heroína conta em sua jornada, com sua boneca, seu talismã, que ganhou de sua mãe antes desta morrer. A parceria de Vasilisa e sua boneca é responsável pelas conquistas da menina, que enfrenta a bruxa, seus medos e recupera o fogo, a luz, que faltava em sua vida.

Indicação: A partir de 07 anos
Duração: 40 minutos
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DIVULGANDO:

Festival e Aldeias Palco Giratório 2009 entram em cena em SC.
Mais de 200 atrações culturais acontecem gratuitamente em Florianópolis e outras sete cidades do Estado – Joinville, Chapecó, Lages, Itajaí, Tubarão, Blumenau e Jaraguá do Sul -, de 1º a 30 de setembro


Em Joinville a ALDEIA PALCO GIRATÓRIO acontece a partir deste sábado dia 19/09, com 36 programações envolvendo apresentações de teatro, dança, música, Contações de Histórias, Poesia, Cinema, exposições de Artes Visuais, Mostra Fotográfica e 3 oficinas. Todas as atividades são gratuitas e a distribuição de ingressos acontece uma hora antes da programação no local onde ela ocorre.
Muito mais do que disseminar a diversidade estética da produção cênica nacional, o projeto Palco Giratório busca, por meio das chamadas “ALDEIAS”, criar territórios de efervescência e intercâmbio de conteúdo entre artistas locais e visitantes estimulando, por sua vez, a formação de público e a produção local não só de teatro e dança mas também nas demais linguagens artísticas, artes plásticas e outras manifestações.
Espetáculos por toda a cidade em diversos locais como o novo Teatro do SESC Joinville, Teatro Juarez Machado, Galpão de Teatro da AJOTE- Antarctica, Shopping Center Cidade das Flores, Praça do Mercado Municipal, Galeria de Artes do SESC Joinville e Galeria de Artes Victor Kursansew.

Programação:

SÁBADO:

Data: 19/09/2009 (sábado)
ESPETÁCULO: A CÉU ABERTO -Dionisos Teatro – Joinville/SC
Horário: 13h30min
Local: Praça do Mercado Municipal (caso chova o espetáculo será transferido para o Teatro do SESC Joinville)
INGRESSOS GRATUITOS


Data: 19/09/2009 (sábado)
ESPETÁCULO: RENATO, O MENINO QUE ERA RATO - Cia Carona de Teatro – Blumenau/SC Horário: 16h
Local: Teatro do SESC Joinville
ENTRADA FRANCA
(Distribuição de ingressos 1h antes do espetáculo no local)


Data: 19/09/2009 (sábado)
ESPETÁCULO: HISTÓRIAS DE MALAZARTES – Rústico Cia Teatral – Joinville/SC
Horário: 17h
Local: Shopping Center Cidade das Flores


Data: 19/09/2009 (sábado)
ESPETÁCULO: O VELHO DA HORTA - Cia Pequod Teatro de Animação – Rio de Janeiro/RJ
Horário: 19h30
Local: Galpão de Teatro da AJOTE – Cidadela Cultural Antarctica
ENTRADA FRANCA
(Distribuição de ingressos 1h antes do espetáculo no local)


Data: 19/09/2009 (sábado)
CONCERTO: DEDO DE PROSA - Joinville/SC
Horário: 21h
Local: Teatro do SESC Joinville
ENTRADA FRANCA
(Distribuição de ingressos 1h antes do espetáculo no local)

DOMINGO

Data: 20/09/2009 (domingo)
OFICINA “TEORIA E PRÁTICA NO TEATRO DE ANIMAÇÃO” – Cia Pequod Teatro de Animação – Rio do Janeiro/RJ
Na oficina Teoria e Prática no Teatro de Animação serão abordadas questões teóricas e práticas como a parte histórica, enfocando o desenvolvimento do Teatro de Bonecos através do seu enriquecimento técnico e temas inerentes a qualquer técnica e que são base para que o interessado aprenda as noções da manipulação de bonecos. Uma série de exercícios enfocará os princípios de nível, ponto fixo, eixo, mudança de dinâmica, neutralidade entre outros tantos focos de interesse.
Horário: 8h30 à 12h30
Local: SESC Joinville
INSCRIÇÕES PELO TELEFONE 3441-3305 (LIMITE DE 24 PARTICIPANTES)


Data: 20/09/2009 (domingo)
ESPETÁCULO: SAMSARA - Cia DiDois - Joinville/SC
Horário: 16h
Local: Galpão de Teatro da AJOTE - Antarctica
ENTRADA FRANCA
(Distribuição de ingressos 1h antes do espetáculo no local)


Data: 20/09/2009 (domingo)
XIRÊ DAS ÁGUAS – ODOYA - Cia Gente Falante – Porto Alegre/RS
Horário: 20h
Local: Teatro do SESC Joinville
ENTRADA FRANCA
(Distribuição de ingressos 1h antes do espetáculo no local)

SEGUNDA-FEIRA

Data: 21/09/2009 (segunda-feira)
OFICINA “A CONSTRUÇÃO DA FORMA E DO MOVIMENTO” – Cia Gente Falante – Porto Alegre/RS
Na oficina A Construção da Forma e do Movimento o ator e bonequeiro Paulo Fontes estará trabalhando técnicas de construção e manipulação de Bonecos de Vara, uma das técnicas utilizadas no espetáculo XIRE DAS ÀGUAS – ODOYA.
Horário: 8h à 14h
Local: SESC Joinville
INSCRIÇÕES PELO TELEFONE 3441-3305 (LIMITE DE 25 PARTICIPANTES)


Data: 21/09/2009 (segunda-feira)
PROGRAMADORA BRASIL – CURTAS INFANTIS
Horários: 9h30 e 14h
Local: Teatro do SESC Joinville
ENTRADA FRANCA


Data: 21/09/2009 (segunda-feira)
ESPETÁCULO: POESIA AO PÉ DA LUA – SESC Joinville
Horário: 17h
Local: Shopping Center Cidade das Flores


Data: 21/09/2009 (segunda-feira)
ESPETÁCULO: FILME NOIR - Cia Pequod Teatro de Animação – Rio de Janeiro/RJ
Horário: 20h
Local: Teatro Juarez Machado
ENTRADA FRANCA
(Distribuição de ingressos 1h antes do espetáculo no local)

TERÇA-FEIRA

Data: 22/09/2009 (terça-feira)
ESPETÁCULO: BABAIAGA - Dionisos Teatro – Joinville/SC
Horário: 9h30min e 14h
Local: Teatro do SESC Joinville
ENTRADA FRANCA
(Distribuição de ingressos 1h antes do espetáculo no local)


Data: 22/09/2009 (terça-feira)
ESPETÁCULO: 4 CONTOS PARA TEATRO DE BONECOS – Cia Gente Falante – Porto Alegre/RS
Horário: 17h
Local: Shopping Center Cidade das Flores


Data: 22/09/2009 (terça-feira)
ESPETÁCULO: CHOROS E VALSAS - Cia de Ballet de Niterói/RJ
Horário: 20h
Local: Teatro Juarez Machado
ENTRADA FRANCA
(Distribuição de ingressos 1h antes do espetáculo no local)

QUARTA-FEIRA

Data: 23/09/2009 (quarta-feira)
CINE SESC
FILME: O PEQUENO NARIGUDO
Horário: 9h30
Local: Teatro do SESC Joinville
ENTRADA FRANCA


Data: 23/09/2006 (quarta-feira)
CINE SESC
FILME: A LENDA DA VIDA
Horário: 14h
Local: Teatro do SESC Joinville
ENTRADA FRANCA


Data: 23/09/2009 (quarta-feira)
ESPETÁCULO: FLORA E HORROROSIMBA NO MUNDO DAS HISTÓRIAS - Faunos Cia Teatral - Joinville/SC
Horário: 17h
Local: Shopping Center Cidade das Flores


Data: 23/09/2009 (quarta-feira)
CINE SESC
FILME: LAVOURA ARCAICA
Horário: 20h
Local: Teatro do SESC Joinville
ENTRADA FRANCA

QUINTA-FEIRA

Data: 24/09/2009 (quinta-feira)
OFICINA “CONSTRUÇÃO DE INSTRUMENTOS MUSICAIS ALTERNATIVOS”
Oficina voltada ao público infanto-juvenil e ministrada pelo músico Fábio Kabelo de Joinville.
Horário: 13h30 às 17h30
Local: SESC Joinville
INSCRIÇÕES PELO TELEFONE 3441-3305 (LIMITE DE 25 PARTICIPANTES)


Data: 24/09/2009 (quinta-feira)
ESPETÁCULO: HISTÓRIAS (RE) CONTADAS – Carolina Spieker – Joinville/SC
Horário: 17h
Local: Shopping Center Cidade das Flores


Data: 24/09/2009 (quinta-feira)
ESPETÁCULO: SMOKED LOVE – Faunos Cia Teatral – Joinville/SC
Horário: 21h
Local: Teatro do SESC Joinville
ENTRADA FRANCA
(Distribuição de ingressos 1h antes do espetáculo no local)

SEXTA-FEIRA

Data: 25/09/2009 (sexta-feira)
ESPETÁCULO: CONTOS E CANTOS – Ana Paula da Silva e Humberto Soares – Joinville/SC
Horário: 9h e 14h
Local: Teatro do SESC Joinville
ENTRADA FRANCA
(Distribuição de ingressos 1h antes do espetáculo no local)


Data: 25/09/2009 (sexta-feira)
ESPETÁCULO: CONTOS E CANTOS – Ana Paula da Silva e Humberto Soares – Joinville/SC
Horário: 17h
Local: Shopping Center Cidade das Flores


Data: 25/09/2009 (sexta-feira)
ESPETÁCULO: AUTO RETRATRO – Solo de Erika Rosendo – Joinville/SC
Horário: 19h30
Local: Teatro do SESC Joinville
ENTRADA FRANCA
(Distribuição de ingressos 1h antes do espetáculo no local)


Data: 25/09/2009 (sexta-feira)
ESPETÁCULO: CELA DAS ALMAS – Em Cena Teatro – Joinville/SC
Horário: 21h
Local: Galpão de Teatro da AJOTE - Antarctica
ENTRADA FRANCA
(Distribuição de ingressos 1h antes do espetáculo no local)

SÁBADO

Data: 26/09/2009 (sábado)
ESPETÁCULO: BOM APETITE – Cia Pé de Vento – Florianópolis/SC
Horário: 13h30
Local: Praça do Mercado Municipal (caso chova o espetáculo será transferido para o Teatro do SESC Joinville)


Data: 26/09/2009 (sábado)
ESPETÁCULO: TEM XENTE UMA FÉIS – Cia Alma Livre – Jaraguá do Sul/SC
Horário: 17h
Local: Shopping Center Cidade das Flores


Data: 26/09/2009 (sábado)
SHOW DE BANDAS LOCAIS

AO SOM, com Fábio Kbelo e convidados
Horário: 16h
Local: Praça do Mercado Municipal

DENTINHO e Grupo Arueira
Horário: 17h
Local: Praça do Mercado Municipal

CANELA BRASIL
Horário: 18h
Local: Praça do Mercado Municipal


Data: 26/09/2009 (sábado)
ESPETÁCULO: DE MALAS PRONTAS – Cia Pé de Vento – Florianópolis – SC
Horário: 20h
Local: Teatro do SESC Joinville
ENTRADA FRANCA
(Distribuição de ingressos 1h antes do espetáculo no local)


Visite também as exposições do SESC Joinville.


ESTENUAÇÃO DA PILHAGEM, ENTRE GANHOS E PERDAS
Local: Galeria do SESC Joinville
Visitação de Segunda a Sexta: 9h às 20h

PRETEXTO
Local: Galeria de Artes Victor Kursancew
Visitação de Segunda a Sexta: 8h às 12h e 14h às 20h

MOSTRA FOTOGRÁFICIA – ALDEIA PALCO GIRATÓRIO
Local: Corredor Central do Shopping Center Cidade das Flores
Visitação entre 18 e 27/09/2009 das 10h às 22h

Para outras informações 47 3441-3305 SESC
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DIVULGANDO:
A
Companhia de Teatro da SOCIESC
Apresenta o
Grupo Teatral Bytes & Parafusos em

Espetáculos: Descalças e Depois da Montanha Azul
Local: Anfiteatro da SOCIESC
Data: 25 de Setembro
Horário: 19h30
Ingresso: R$ 2,00
Duração: 25 Minutos

Descalças:

Direção: Silvestre Ferreira

Sinopse

A Cia. de Teatro Sociesc apresenta a peça "Descalças" produzida pelo Grupo Bytes & Parafusos, composto por estudantes da instituição, sob direção de Silvestre Ferreira. A partir de textos literários, poemas e textos da equipe de estudantes, construiu-se um espetáculo visual e onírico que aborda o universo feminino em suas mais variadas formas e sentimentos.O grupo mergulhou numa série de exercícios criativos a partir dos sonhos, pesadelos e mulheres referência do elenco para a construção de um espetáculo calcado em textos do universo feminino.O corpo e a voz estão a serviço da musicalidade e da palavra, criando sinergia e magia por meio da representação que instiga a platéia para refletir sobre o misterioso e maravilhoso mundo feminino.
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Depois da Montanha Azul

Direção: Eduardo Campos.

Sinopse
O espetáculo é uma adaptação do livro de mesmo nome de Christiane Gribel. A peça conta a história de uma pequena cidade ao pé de uma montanha, a montanha azul. Existe uma proibição na cidade que diz que ninguém pode subir a montanha. Uma menina, dizendo ter encontrado um viajante, conta para sua mãe que do outro lado da montanha azul existe um lugar maravilhoso. A história chega até os ouvidos do prefeito e a cidade inteira, após grande discussão, decide subir a montanha para ver o tal lugar maravilhoso. Após grande esforço para chegar até o topo, os cidadãos têm uma grande surpresa ao encontrar com o viajante.
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DIVULGANDO:
A Companhia de Teatro da Univille

Apresenta

“O Quadro das Maravilhas”

SEMPRE COM ENTRADA FRANCA

SETEMBRO

Dia 19 às 16h, Na Semana da Comunidade do Centro Social Urbano do Bairro Iririú

Dia 26, às 14h, em parceria com a AJOCIRCO, na Estação da Memória

OUTUBRO

Dia 03 às 13h, no Mercado Público de Joinville (Em caso de chuva o espetáculo ocorrerá na área interna do Mercado)

Dia 17 às 15h, no Galpão da Igreja São Domingos Sávio, no Bairro Jardim Paraíso

Dia 24 às 16h, na Associação de Moradores do Bairro Itinga

NOVEMBRO

Dia 14 às 13 h, no Sábado Cultural da Fundação 25 de Julho, em Pirabeiraba

Dia 21, às 15h, na Festa das Flores

Dia 28, às 15h30min, no Sábado Cultural do Bairro Vila Nova. Local: Secretaria Regional do Bairro Vila Nova

Obs.: A Trilha Sonora deste Espetáculo foi criada pelos atores e músicos da Dionisos Teatro Andréia Malena Rocha e Vinicius José Puhl Ferreira.

Esta programação está sujeita a alteração em caso de chuva. Maiores informações: 34619121/ 96079796 (UNIVILLE) ou 34332190/ 84323872 (Fundação Cultural de Joinville).